6 de julho de 2022

Políticos, a legítima luta por cargos (Francisco Nery Júnior)

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Redação (pa4.com.br)

 

Intrigante a afirmação dos políticos no jogo da formação dos blocos, sejam eles ideológicos, partidários ou de conveniência. A busca do poder, fim último da atividade política, não pressupõe, segundo eles, a luta por cargos.

Na realidade, parecemos nos entregar a conceitos que nos proporcionam como que um canto confortável, uma cidadela de segurança ou a ausência de aperreios. Não discutir política ou religião, por exemplo, não corresponde a prudência. Ao contrário, [isto] pode ser comparado a desleixo ou mesmo covardia. A política – e a religião – deve ser insistentemente discutida visando à busca da excelência em termos de desenvolvimento dos que vivem na poli, na cidade.

Os cargos deveriam ser disputados em briga de foice caso a visão fosse serem eles o meio para o exercício do poder em benefício do povão. O poder nas mãos dos justos tornaria o mundo um lugar muito melhor para se viver. Podemos meditar sobre a afirmação de Jean Jacques Rousseau sobre o ideal de sermos governados por um “déspota esclarecido”. Um passeio na História poderia nos conduzir à mesma conclusão do filósofo francês.

A afirmação em sorriso amarelo dos políticos que não estão atrás de cargos não deve ser levada a sério ainda que os consideremos sérios. Repetindo, a luta política deve ser travada visando à aquisição, sedimentação e acúmulo de cargos – ressalvada a natureza, o domínio e a manipulação do cargo como descritos anteriormente.

Em micro exercício de possibilidades, imaginemos um leitor em um cargo que o capacite a levar água para os nordestinos sedentos, seja em forma de açudes, poços artesianos, barragens ou capilaridade de distribuição. Outro leitor num cargo que possibilite a implantação do fundamental sistema de ciclovias de Paulo Afonso. Ainda outro que encampe a luta pela visão de Paulo Afonso como polo regional. E mais outro que entenda ser viável o desenvolvimento da agricultura no município de terras adequadas e abundância de água.

Se eles tivessem os tais cargos (ou se em um cargo tivessem a possibilidade de nomear alguém) imbuídos da visão maior de servir e ministrar, tais objetivos teriam grande chance de serem alcançados.

As eleições majoritárias se aproximam. Que os escolhidos briguem pelos benditos cargos para que, num assomo de comprometimento, sejam capazes de nos trazer esperança e desenvolvimento.

 

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