5 de julho de 2022

Visita da Ministra da Agricultura à região – O que poderíamos lhe dizer

Por

Redação (pa4.com.br)

Ministra Tereza Cristina e comitiva no aeroporto de Paulo Afonso, Bahia. Foto: Kaká (pa4.com.br)

 

Por Francisco Nery Júnior

O ronco das turbinas do jato anunciou a descida de alguém importante em nosso aeroporto. A bordo, a ministra Tereza Cristina do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Não está claro se houve alguma comunicação prévia da vinda da ministra para as autoridades locais.

O ronco do avião nos encheu de alegria para, logo depois, nos prostrar em decepção. É que tínhamos como certo, os leitores e eu, a volta dos voos para Recife e Salvador, talvez para São Paulo. Voos prometidos que nos poupariam tempo e cansaço. Se em décadas passadas tivemos esses voos pela Varig toda quarta-feira e domingo, por mais de dez anos, com um terço da população que temos hoje, então estávamos autorizados a sonhar.

Lamentavelmente o voo foi da ministra. Melhor dizendo, lamentamos a nossa decepção. Tendo se deslocado em avião de grande envergadura em tempos de combustível absurdamente caro, ela deve ter trazido respostas e esperança para os nossos vizinhos, nordestinos fortes como nós.

Mas o que poderíamos ter dito à ministra assim que ele botou os pés em Paulo Afonso? Como ministra do abastecimento, poderia ficar sabendo que temos as condições ideais para a criação de tilápias. O teor e a temperatura da água do São Francisco – que em outros países são conseguidos artificialmente – são ideais. A afirmação é do doutor Aécio que implantou alguns projetos de criação de tilápias na região.

Por outro lado, diríamos à senhora ministra que as nossas terras são agricultáveis, ao contrário do propagado. Desta vez, a afirmação vem do doutor Diógenes, agrônomo ex-professor do IFBA, com trabalhos publicados. A ministra, agrônoma competente, sabe muito bem que os nordestinos produzem e exportam soja, frutas tropicais, uvas e vinho, e até trigo. Com incentivos e financiamento, certamente multiplicariam a produção da região.

Finalmente, para poupar saliva e conversa, lhe mostraríamos a foto que ilustra esta matéria: abóbora, pinha, romã, mamão, goiaba, limão, pimenta, mimo do céu, tomate, hortelã, cereja brasileira e coco (a laranjeira e a mangueira estavam florando) produzidos a um só tempo nos limites de um pequeno quintal do BNH.

 

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