21 de junho de 2024

O Trem do Imperador – Paulo Dantas, um governador que faz diferença (Francisco Nery Júnior)

Por

Redação, sitepa4

Por Francisco Nery Júnior

O trem do Imperador “vem surgindo de trás das montanhas azuis, olhe o trem”. Um visionário lá atrás sonhou com o Brasil Grande. Injustiçado, morreu abandonado pelos brasileiros da elite empolgada com as ideias liberais da moda; morreu em Portugal dois anos depois de exilado tendo sobrevivido com virtuais esmolas dos seus primos da realeza de toda a Europa – Dom Pedro II. Outro visionário, Raul Seixas, cujo túmulo é o mais visitado da Bahia no Dia dos Mortos. Raul profetizou o nosso trem surgindo de trás das montanhas. O outro mais recente, o governador de Alagoas, empresário e político de visão de 44 anos, idade dos sonhos e dos bons rompantes. Com o sobrenome Suruagy só poderia ser sério, responsável e produtivo. Procura, a nosso ver, fazer diferença, o que nos faz considerá-lo visionário com todo o nosso respeito. Tem , a seu lado, uma companheira chamada Marina, que deve ser a sua inspiração primeira para sonhar. Bem-aventurado o gestor que tem uma mulher com M maiúsculo, induzindo-o a ser sonhador.

Deixamos o governador e embarcamos no trem. Há muito embarcamos, nós outros que procuramos sonhar. Luís Rubem há muito escreve sobre o trem. Antônio Galdino escreve sobre ele, Ozildo Alves reconhece o potencial do seu ressurgimento e o autor destas linhas, de beira menor, também um sonhador.

Estamos tratando da Estrada de Ferro Piranhas/Jatobá, construída por ordem do imperador Pedro II, concluída em 1883 e desativada em 1964 pelo regime Militar que achou por bem optar pelo modelo rodoviário no Brasil. Num traçado accessível até agora, saía Piranhas, em Alagoas, e terminava em Jatobá, atual Petrolândia com 8 estações e 115.853 quilômetros de extensão. A maioria das pontes, túneis e estações estão preservadas. Construídas para durar, cremos ainda aproveitáveis.

Deve ter sido um encanto sair do litoral nordestino de vapor, desembarcar em Piranhas e tomar o trem até Jatobá. Bandeirantismo de visão em pleno Império – sonho e deleite agora compartilhado pelo jovem e visionário governador de Alagoas – que promete todos os esforços para realizá-lo. Segue um mapa do traçado da antiga ferrovia para acompanhamento do leitor.

Grosso modo, podemos considerar três trechos da ferrovia: Piranhas/Delmiro Gouveia, o foco do governador, Delmiro/Moxotó, em Paulo Afonso, e Moxotó/ Jatobá – quase 116 quilômetros de sonho e esperança para o turismo de toda uma região, cada trecho com cerca de 27 quilômetros.

Se o governador que passamos a admirar considera o renascimento do trecho até Delmiro Gouveia, por que não o governador da Bahia considerar a extensão até Paulo Afonso e o governador de Pernambuco considerá-la até Petrolândia? Inveja santa não é pecado. Carece invejar e imitar o sonho de gente responsável.

O Google apresenta algumas expedições que percorreram o velho caminho. Clicando Trem do Imperador ou Expedição Estrada de Ferro Paulo Afonso/Jatobá, o leitor pode acompanhar.

Resta um brado talvez insistente, quiçá desnecessário, para que os nossos representantes políticos e as nossas instituições caiam dentro, pulem para dentro como dizem os americanos. A ideia de trazer de volta o Trem do Imperador é uma das melhores notícias que temos tido nos últimos tempos aqui pelo sertão das Alagoas.

Vamos sonhar, pessoal. Mesmo porque sem os sonhos, a vida acaba.

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