21 de junho de 2024

Médica de 27 anos morre de embolia pulmonar após fraturar o pé durante passeio na Bahia

Por

Redação, sitepa4 (via g1)

Adriana morava e trabalhava na cidade de Camaçari, no interior da Bahia, há cerca de um ano. Há 15 dias, ela fraturou o pé esquerdo em um passeio, foi afastada do trabalho e decidiu voltar para o Acre para se recuperar. Ela chegou no estado acreano no último sábado (24) e morreu no hospital de Brasiléia no mesmo dia.

Médica fraturou o pé esquerdo durante passeio e acabou morrendo no último sábado (24) — Foto: Arquivo pessoal

A médica acreana Adriana Rodrigues Laurentino, de 27 anos, morreu na noite do último sábado (24) no Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, interior do Acre, de embolia pulmonar depois de fraturar o pé esquerdo em um passeio na Bahia (BA).

A morte da médica causou comoção na cidade acreana. A Prefeitura de Brasiléia, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) e o Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) divulgaram notas de pesar. (Veja abaixo)

Adriana morava e trabalhava na cidade de Camaçari , interior do estado baiano, há cerca de um ano. Ela se mudou para o estado para fazer especialização em saúde da família. A especialização seria concluída em 2024 e, possivelmente, voltaria para o Acre.

Ao g1, a prima de Adriana e também médica, Renata Lopes, disse que a profissional decidiu viajar para o Acre após ficar de atestado médico por conta da fratura. Sem nenhum parente em Camaçari , Adriana pegou um avião para o Acre na última sexta-feira (23).

Adriana Rodrigues Laurentino fazia especialização na Bahia há cerca de um ano — Foto: Arquivo pessoal

“A família toda está no Acre, ela estava com o pé fraturado e não tinha como ficar dentro do apartamento, estava de atestado. A família se disponibilizou a mandar alguém ficar com ela, mas disse que vinha. Esse voo que foi o problema, muito tempo dentro do avião, a perna parada e tudo contribuiu para a embolia pulmonar”, contou.

Ainda segundo Renata, a médica passou mal ainda no aeroporto de Brasília. Lá, ela foi atendida por uma equipe médica no pronto-atendimento do aeroporto e avisada que seria levada para uma unidade de saúde do estado. Contudo, segundo a família, Adriana pediu, após acordar do desmaio, para continuar a viagem até o estado acreano.

“Fizeram todos os procedimentos corretos, toda documentação e iam encaminhar ela para um hospital de Brasília. Esse seria o correto. Quando foi tornando, conversou com a médica e pediu para vir para o Acre, a médica acabou concordando, deu o laudo dela e ela seguiu o voo. Esse foi o erro. É muito importante que um médico, mesmo que o paciente peça de todas as formas possíveis para seguir viagem, não deixar já que corre o risco de morte no voo. Ela não tinha como embarcar”, lamentou.

Renata Lopes passou o sábado (24) com Adriana em Brasiléia — Foto: Arquivo pessoal

Dia com a família
Ao desembarcar na capital Rio Branco, no sábado (24), Adriana pegou um táxi para Brasiléia e foi recebida pela família. Segundo Renata, a médica passou o dia conversando, brincando e matando a saudade dos parentes.

Aparentemente, Adriana estava bem. “Oito horas da noite, mais ou menos, vim embora para casa e quando foi umas 9 horas, minha mãe me ligou pra eu correr pro hospital que ela estava sendo intubada. Ela morreu 11 horas da noite do sábado, foi muito rápido. A equipe de Brasiléia está de parabéns, vi eles fazendo tudo que era possível, porém, não tinham mais o que fazer. Tinham dois médicos, além do restante da equipe, tentando reanimar ela por mais de 40 minutos e não deu certo”, recordou.

Renata acrescenta que o velório de Adriana reuniu vários profissionais da medicina do Acre. O momento foi marcado por comoção e boas recordações. “Todos falaram que ela era a mais estudiosa na sala de aula, mais esforçada, que ajudava todo mundo e sempre foi a aluna estrela do curso de medicina”, destacou.

Sonho em ser médica
O sonho de ser médica e cuidar das pessoas não era apenas só de Adriana. O pai dela sonhava em ver a filha formada na área e ajudando quem precisava. Esse desejo quase não era realizado porque Adriana pensou em desistir da formação quando o pai morreu. A família incentivou ela continuar.

“Os familiares falaram que ela ia conseguir, ia terminar porque era um sonho dela e do pai dela. Assim ela fez. Ela recém-formada, logo na primeira prova do Revalida, já passou, fez a segunda fase fora, passou também. Tudo que ela fez foi muito rápido, os sonhos dela foram concretizados muito rápido. Era uma excelente médica, disse pra mim no sábado que todos os pacientes gostavam dela, levavam frutas, presentes e adoram ser atendidos por ela. Era uma médica muito querida”, concluiu.

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!