23 de maio de 2024

CRÔNICA – Um dia na vida de José (Francisco Nery Júnior)

Por

Redação, sitepa4

Francisco Nery Júnior

Um dia na vida de José – Higiene e hábitos de saúde

Que dorme e acorda, José. Procura se ocupar. Em se ocupando, às alturas a sua qualidade de vida. Primeiro, ele acorda de um sono de paz. Sem hipocrisia, hedonismo desenfreado; egoísmo mesmo, dorme o sono dos justos. E os médicos, via de regra, observando a sua idade, se admiram. E elogiam para gáudio de José.

Então ele acorda. Vai ao banheiro e passa uma água com pasta na boca para se livrar do mingau das almas. Dispensa a escova que foi fartamente explorada antes de dormir. Toma o café da manhã enriquecido de aveia, ovos e das raízes maravilhosas do sertão do nordeste brasileiro. Nem sempre, ou às vezes, toma um banho antes do café. José teme o preço da água da Embasa.

Lá pelo meio da manhã, geralmente uma maçã. Na França, no intervalo dos seus estudos de francês, José a comer uma maçã. Passa a secretária da faculdade e comenta, mesmo sem parar, que “se você come uma maçã por dia, você evita metade das doenças”. Provavelmente daí o vigor de José.

Por volta do meio dia, o almoço regado a peixes, carnes e legumes, mesmo os que ele não gosta. Quem come só o que gosta frequenta mais assiduamente o consultório do médico. Raramente um refrigerante que José não consegue abandonar. Frutas de preferência por sobremesa.

Estômago cheio, pouco líquido no almoço, o sono tentador. Não importa que os animais durmam após encherem a pança. O pessoal da saúde recomenda andar e não se render à tentação. Sempre haverá proibições, limites e senões para os nossos prazeres. Afinal – o nosso consolo – “quem perder a sua vida, achá-la-á”.

Roda pra cá, roda pra lá, o banho tradicional. Em Paulo Afonso, muito suor. O banho diário é de lei, diria o mestre João do Bucho. Caprichar nos detalhes. José é uma máquina e carece mantê-la. Somos uma máquina. Como Faustão, podemos trocar uma peça, ele que trocou o coração.

Importante, lição do padre Léo, ele, José, não se envergonha do seu corpo. Trata todas as peças sem pudor e com carinho. Elas foram projetadas pelo Senhor, para nosso uso, sobrevivência e comunhão – com ele e com os semelhantes.

O nosso personagem capricha na lavagem. Esfrega como pode as costas para evitar espinhas e cravos. Capricha na escovação dos interstícios do corpo. Enxuga-se bem com a toalha, sem esfregar e, nos interstícios, virilha e axilas, elimina toda sobra de humidade com papel higiênico – para eventualmente ouvir do doutor Danilo, urologista, que “seria bom se todos fizessem assim”.

E, lavando as mãos, “metade das doenças seriam evitadas se as pessoas lavassem as mãos”, afirmação de um médico infectologista.

Jantar cedo e não exagerado na forma e no conteúdo, na quantidade (José se lembra de ter ouvido que comer sem exagero traz saúde e longevidade). Definitivamente feijoada – que os pauloafonsinos são mestres em fazer – não casa com jantar.

Voltando ao capricho do banho de José, a causa alegada por especialistas de a incidência de câncer e de doenças outras do aparelho reprodutor feminino ser maior em estados menos desenvolvidos por força da falta de higiene dos homens. Vale lembrar aos companheiros que amar a parceira, a mãe dos seus filhos, significa tomar banho.

Ele, José, é metódico e tem a sua hora de ir ao banheiro. Metodicamente tem. Vai ao banheiro e invariavelmente, principalmente após a obrigação número dois, toma banho. Há que haver o banho após a dois! Para as mulheres, idem após a número um. Calcinha e cueca, usar apenas uma vez. Após cada uso, a lavagem.

Antes de ir para a cama, a escovação dos dentes após a passagem do fio dental. Pelo menos cinco minutos de escovação. No Google, exaustiva demonstração de uma escovação correta. As bactérias noturnas odiarão a escovação caprichada. E os dentistas, cremos; cremos que agradecerão. Da mesma maneira o sistema de saúde nacional. Lembra a resistência do autor à recomendação do dentista para a escovação diária antes de ir para a cama após sua primeira revisão compreensiva da arcada dental: “Quando você se acostumar, você não conseguirá dormir sem escovar os dentes”. Assim aconteceu.

Finalmente, nada impede os conselhos e receitas dos nossos avós como o gargarejo de água morna com sal (melhor remédio para a infecção da garganta segundo um grande especialista), não molhar a cabeça após o almoço, evitar o sereno, etc.

E o que o nobre leitor já sabe: pra que fumar (52 doenças, só as conhecidas) e beber?

Assim sendo, como bons mordomos do Criador, façamos como José faz. Nós, daqui deste espaço, avidamente ficaremos à espreita por acréscimos dos leitores atentos no espaço dos comentários.

 

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