21 de maio de 2024

CRÔNICA – Aquele abraço (Francisco Nery Júnior)

Por

Redação, sitepa4

Por Francisco Nery Júnior

Para os da hora certa, um abraço. Para os amigos das horas incertas – e eles são muitos -, quando os inimigos sabidões furiosamente, babando ódio, procuravam a hora certa para nos abocanhar; para os amigos das horas incertas, aquele abração! Por causa deles, não nos lançaram na sarjeta. Sem eles, nada de força para resistir e de novo levantar. Foram super! E eles já foram recompensados.

Desta vez, o socorro vem de Gilberto Gil com Aquele abraço. Para isso os poetas escrevem. Vêm em nosso socorro em um Rio de Janeiro que continua lindo. A percepção de beleza depende do que permitimos entrar na nossa cabeça. Sempre levar em conta a torcida do Flamengo em termos de alegria e dedicação. Não permitir que o galho da árvore nos impeça de ver a beleza da floresta.

E Chacrinha continua balançando a pança. Fazer o quê? Prosseguir sem perder a esperança com alegria sem euforia. Balançar a pança não deixa de ser uma mensagem de otimismo para o vizinho. Chacrinha assim balança. Ele persiste em dar as ordens no terreiro. Na falta de ordens precisas e de bom senso de quem poderia nos dar, ele assume o comando e manda brasa no terreiro que esperamos o terreiro de Jesus. Para o Velho Guerreiro, carece nunca desistir. Até o fim para a Coroa da Vida.

Chacrinha é, de fato, um velho palhaço. Velho de experiência, ancião de caminhada, palhaço aquele que nos faz sorrir para aguentar o tombo. O Velho Guerreiro manda um abraço para Terezinha. Mais para cá, hoje, no nosso tempo, faltam os abraços. Muito bem, os tempos são de pandemia. Mas importa não aposentarmos os abraços. Com os abraços, combatemos a secura dos homens sem valor. Ademais, jamais perder a ternura.

E, chegando ao fim, em todo o mês de fevereiro, aquele passo. Início de ano, passo para a frente. Nunca retroceder no bom caminho. A cada mês, menos ruins; senão melhores.

Como a Bahia já nos deu regra e compasso, honremos a dádiva! Não enterremos os nossos talentos. (Algo mais vergonhoso, triste e lamentável, que enterrar os talentos recebidos?)

Mais ou menos concordamos que o nosso caminho pelo mundo, nós mesmos traçamos. Todavia, sem abandonarmos a rota mestra traçada pelos desígnios supremos do Deus Criador.

 

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