21 de julho de 2024

ARTIGO – Barrando a emoção dos turistas (Francisco Nery Júnior)

Por

Redação, sitepa4

Barrando a emoção dos turistas

É o que estamos fazendo. Estamos a fazer, mais corriqueiro no português de Portugal. Os estudantes dizem ser a construção um presente contínuo. Continuidade de insanidade, com todo o respeito. Não estamos respeitando o turista. Ignoramos as suas emoções. Desprezamos a sua sensibilidade e os seus sonhos de encantos.

As coisas de Paulo Afonso, os encantos para os turistas, passaram a ser corriqueiras para nós. Nos acostumamos com elas. Ficaram, digamos, “saturadas” por uma sábia lei do Criador. Assim, pensamos para a frente. Progredimos. Para o turista, continuam esplendorosas; encantadoras, sedutoras e belas.

Será que falta comunicação? Agressividade? Será que temos que ser como as meninas persistentes e encantadoras das lojas que nos fazem comprar? A gente compra – pela convencedora coação delas. E vale notar o gostoso usufruto, compensador e real, do objeto adquirido. O discurso é a arte do convencimento. O discurso do Padre Leo nos convence. A investida de Getúlio Vargas foi tolerada. O ímpeto de Juscelino botou o Brasil cinquenta anos na frente. Eles sonharam, persistiram, trabalharam duro, sem bobagens desanimadoras nem narrativas inócuas e cansativas – e o Brasil decolou, infelizmente com voos de galinha assim abortados pelos dizedores de não; negativistas desprezíveis.

Se insistirmos, o turista retornará a Paulo Afonso. Como dito, vamos pensar bem, as nossas belezas continuam belas. Basta usarmos a cabeça para seduzirmos o turista. Ou você não é você por causa da sedução do seu pai sobre sua mãe? Os encantos dela foram responsáveis por você existir.

Temos encantos de sobeja. Nós os temos. Sim, temos. Temos sim! Um trenzinho a apitar e soltar fumaça tratada de Piranhas para cá, subindo o caminho sonhado por Pedro II, hégira abençoada para o sertão do nosso Nordeste – coisas parecidas que os sonhadores sabem sonhar – e os turistas de volta.

Mesmo porque a vida acaba quando acabam os sonhos.

Francisco Nery Júnior

P.S. Este grito que nos sai e explode para fora da garganta queremos crer ser o grito de cada pauloafonsino.

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