21 de abril de 2024

A Academia de Letras, o sol intenso e o futuro de Paulo Afonso

Por

FRANCISCO NERY JÚNIOR (PA4.COM.BR)




 

 

Dia 11 de outubro aconteceu a posse da diretoria da ALPA para mais um período de dois anos. A Câmara Municipal se iluminou para a cerimônia de posse dos iluminados da Academia de Letras de Paulo Afonso. O professor Antônio Galdino, o presidente, tem se dedicado de corpo e alma para fazer da academia o que ela realmente deve representar para o povo de Paulo Afonso e região. Autoridades e notáveis prestigiaram o evento, com isso reconhecendo a afirmação que as nações mais bem sucedidas do mundo são as que ouvem os seus filósofos.

 

A missão básica da vida de Galdino tem sido a preservação da história do nosso município. Em outras palavras, o testemunho, a pesquisa e o registro dos fatos históricos. O conceito de nação – comunidade no nosso caso – justifica o enunciado. Nação que não reverencia os seus heróis (pioneiros aqui) está fadada ao fracasso. As gerações futuras agradecerão.

 

O registro histórico e a preocupação do presente garantem o futuro. Sem a consideração do potencial do presente, não pode haver desenvolvimento. Foi assim com as grandes navegações dos ibéricos, com a conquista do centro-oeste a partir do governo de Juscelino Kubitschek e foi assim com a cachoeira de Paulo Afonso. Nas minhas idas para a Escola Rural no período da tarde, observava o calçamento literalmente pegando fogo e considerava a possibilidade do aproveitamento daquele potencial energético. Quando tivermos tecnologia para transformar toda essa energia do sol em energia elétrica, pensava, jamais enveredaremos pelo caminho altamente perigoso da energia atômica. As placas solares já são uma realidade na nossa cidade.

 

Uma série de fatores nos autoriza prever um futuro brilhante para Paulo Afonso. Esse futuro pode ser próximo se medidas e decisões acertadas forem tomadas no presente. A principal preocupação de um gestor deveria ser a indução ao desenvolvimento. E é tarefa básica de todos nós oferecermos sugestões aos gestores. Eles nos ouvem mais do que pensamos. A Brasília de Juscelino surgiu a partir de uma sugestão de um cidadão comum em um comício de campanha.

 

Acabo de retornar de um período de estudo na cidade de Toulouse. O carro-chefe da cidade, a quarta maior da França, é a atividade aeroespacial. Enquanto não conquistarmos para Paulo Afonso algo semelhante, que caminho podemos tomar? Por onde enveredar? Como e onde investir? Como reter os jovens na nossa cidade? Que atividades poderão gerar empregos?

 

O turismo desponta de cara como atividade factível, considerando que temos a caatinga (que só nós temos), o canyon do São Francisco e o Raso da Catarina. O desafio primeiro é fazer com que o turista não pare em Xingó. Temos que lhe oferecer o que ele não encontra na Região de Piranhas. Poderíamos trazê-los para cá em uma ferrovia rudimentar como acontece em algumas cidades do sul do Brasil.

 

A segunda atividade que também se impõe são as atividades náuticas. Com o espelho d’água que temos na região em consequência das várias barragens construídas pela Chesf, nada mais natural que pensarmos em barcos, iates, pequenos cruzeiros e até transporte de passageiros. O sucesso da Copa Vela mostra o potencial da exploração náutica na nossa região. Com os juros básicos no seu patamar mais baixo em décadas, creio ser possível o Banco do Nordeste, por exemplo, abrir linhas de crédito interessantes para atividades náuticas na região.

 

Evidente que é fácil sugerir. Mas também cremos que o que mais se espera de um gestor é que ele seja um indutor de desenvolvimento. A minha sugestão ganhou força quando um estrangeiro não conseguiu entender por que não havia barcos e lanchas nos nossos lagos.

 

Ficam registradas essas pequenas considerações que podem gerar atividades e empregos enquanto não conseguirmos uma grande indústria ou um parque agrícola, que é possível na nossa região com irrigação adequada.

 

Francisco Nery Júnior







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