23 de maio de 2024

Cecílio Almeida Matos: Educação versus Prisão

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Por Cecílio Almeida Matos


 


Senhores eleitores e senhores leitores deste conceituado jornal eletrônico,é com indignação que relato-lhes a reflexão ora apresentada.


Sucede que no ultimo domingo quando da realização do concurso da justiça federal, estava a conversar com uma professora do colégio estadual Carlinda, quando fui surpreendido com a informação de que o custo da alimentação dos alunos é de R$0,22 (vinte e dois centavos) por aluno ao dia, para oferecimento das refeições na escola e que é freqüente a briga de alunos para “furar” a fila e tentar repetir o lanche.


Dei-me conta de que o custo de um prisioneiro no Brasil é de R$1.600,00(hum mil e seiscentos reais) por mês para mantê-lo atrás das grades, segundo as estatísticas do DEPEN(DEPARTAMENTO PENITENCIARIO NACIONAL). De logo concluir e retruquei afirmando que seria melhor ser prisioneiro do que ser estudante neste país, pois no caso especifico de Paulo Afonso, se a pessoa não der certo roubando, poderá ir para a cadeia ao custo real e mensal de R1.600,00(-), uma vez que para estudar dispõe-se menos de recursos financeiros do que para permanecer preso.


A que ponto chegamos no Brasil, heim? Para escola, para estudos aplicam-se R$ 0,22 enquanto quase dois mil reais são aplicados para “guardar” um preso. O que se esperar de um país deste então? Onde a educação matematicamente encontra-se em 13º. Plano, prestigiando custos mensuráveis para manter pessoas presas em sistemas carcerários País a fora?


Quem em sã consciência não vai questionar se não seria melhor permanecer atrás das grades do que estudar? Sendo fato de que efetivamente só prospera neste país que for jogador de futebol ou cantor de pagode.


Tantas teses de Doutorado, tantas teorias para que a pratica seja a aplicação de vinte e dois centavos de real para gastar com crianças que deveriam ser o futuro da nação. Ao contrário o que veremos no futuro desta nação será justamente um numero imenso de pessoas atrás das grades, como forma de garantir moradia, comida, assistência médica  e lazer porque num passado não muito distante os investimentos reais eram minguados em centavos.


Penso eu, que não devemos esperar muito dos alunos que estudam no colégio estadual em Paulo Afonso-Ba , chamado Carlinda Barbosa de Deus, a guisa de que muitos estão ali não para aprender mais para disputar seus vinte dois centavos diários em refeições ; que em muitas vezes não têm em casa.

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