15 de agosto de 2022

DEM usa evento para sair da mira de Wagner


Principal alvo dos dois candidatos que contam com o apoio do governador Jaques Wagner (PT) – Walter Pinheiro (PT) e João Henrique (PMDB) –, o deputado federal ACM Neto (DEM) terá a sua candidatura a prefeito de Salvador homologada nesta quinta-feira, 19, com o bispo Márcio Marinho, deputado federal ligado à Igreja Universal, no cargo de vice. Chamado de “príncipe herdeiro do carlismo” pelo ministro Geddel Vieira Lima e eleito pelo governador Jaques Wagner como seu único adversário no pleito de Salvador, ACM Neto deve responder nesta quinta, de alguma forma, aos ataques recebidos no último domingo – durante convenção do PMDB –, por mais que afirme o intuito de não gastar sequer um minuto de sua campanha para revidar qualquer tipo de provocação.


 


ACM Neto centrará o seu discurso na questão da segurança pública. Segundo o deputado, a tônica da convenção será a apresentação de um programa de governo para o município. “Já temos um primeiro documento com um diagnóstico da cidade, reflexões e propostas que serão colocadas em debate ao longo da campanha”, destacou. A convenção, que reunirá dirigentes de oito partidos que compõem a coligação “A voz do povo” – DEM, PR, PRB, PTN, PRP, PSDC, PTdoB e PTC –, acontece a partir das 14h, no Cais Dourado, no Comércio.


 


Além da chapa majoritária, será homologada a coligação proporcional, com a candidatura de 290 nomes para vereador. ACM Neto terá cerca de cinco minutos e meio no horário eleitoral gratuito.


 


Na frente das pesquisas, o democrata, que integra a oposição ao governo federal, surpreendeu os adversários ao conseguir uma costura política  bem-sucedida. ACM Neto arregimentou para a sua coligação dois partidos da base do governo Lula (PRB e PR) na tentativa de se defender de ataques de que, caso eleito, não teria apoios dos governos federal e estadual.


 


Varela – No evento, estão previstas as participações do apresentador Raimundo Varela (PRB) – que desistiu da candidatura a prefeito para apoiar ACM Neto –, do senador e presidente do PR, César Borges, do ex-governador e presidente estadual do DEM, Paulo Souto, do presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, dentre outras lideranças. “Somos da oposição, mas, uma vez eleitos, procuraremos o diálogo e a parceria com o presidente Lula e o governo do Estado, para uma relação institucional civilizada, inteligente e, de preferência, de resultados”, enfatizou ACM Neto.


 


Quanto ao espólio do carlismo, o deputado federal ressaltou que o grupo passa por grande processo de transformação. “Existem marcas importantes desse grupo que devem ser preservadas e servem de exemplo, o que não quer dizer que se espere do momento de hoje o que foi o passado. Temos que pensar a política da Bahia com a cabeça no presente e o olho no futuro, não presos ao passado”.


 


O grupo carlista sofreu grande baixa após a vitória de Jaques Wagner no primeiro turno das eleições de 2006. Até então, ao completar 16 anos à frente do comando do Estado, o antigo PFL, hoje DEM, era o maior partido político da Bahia.

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