13 de agosto de 2022

Trotes atrapalham o atendimento do SAMU-192

Inaugurado no dia 21 de maio de 2008, o SAMU 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tem sido vitima de trotes na cidade de Paulo Afonso. Nos primeiros dias de trabalho, aproximadamente cinqüenta ligações por plantão são chamamentos para ocorrências inexistentes.

A coordenadora do SAMU 192, a enfermeira Simone Oliveira Silva, faz um relato dos trotes que estão prejudicando o trabalho do atendimento móvel. “Está preocupante. Ao passo que eu libero uma ambulância para um atendimento, e, quando chegamos ao local da ocorrência, não existe nada, eu estou deixando de prestar uma outra ocorrência que possivelmente possa ser verdadeira.

Os trotes que vêm ocorrendo notamos que partem de pessoas com instrução, pois elas passam o quadro do paciente. Já tivemos um caso de um paciente que ligou desesperado, chorando, dizendo que estava tendo crise de epilepsia, que estava desmaiando. Outro ligou dizendo que a mãe estava há três dias com vômito, diarréia, não conseguia se levantar. Nos dois casos deslocamos uma equipe, e ao chegar no local de referência não existia o endereço.

Em outras situações as pessoas ficaram assustadas, chegamos ao endereço e o morador não tinha feito o pedido do SAMU. É preocupante também a participação de crianças e adolescentes que nos passam trotes. Nos próximos dias estaremos implantando um identificador de chamadas e vamos ser radical ao ponto de processar os responsáveis por tais ligações” disse Simone Oliveira.

A enfermeira acrescentou ainda que “das informações relacionadas, duas são destaques: no sábado, 31, uma ambulância foi deslocada até o povoado do Riacho no período noturno, a informação dava conta de um acidente, ao chegar no local, o SAMU não encontrou nenhum vestígio da ocorrência.

Em um só dia, das 6h às 18h, horário de um plantão, trinta e três ligações foram registradas oriundas de uma mesma pessoa com características de criança.

Para tentar amenizar essa situação, buscando educar a comunidade a coordenadora do 192 destacou “estamos elaborando o projeto ‘SAMU 192 nas Escolas”, nosso serviço vai entrar nas escolas e a gente vai ter essas crianças, os estudantes, a comunidade universitária como nossos parceiros na educação da comunidade, porque esses trotes estão dando muita dor de cabeça pra gente”.

Questionada de como o atendimento tem sido realizado, Simone Oliveira, enfatizou “A gente tem tentado atender a comunidade da melhor forma possível. Como já foi dito anteriormente, dispomos de dois tipos de atendimentos; atendimento com ambulância avançada, a partir da solicitação, o veículo é liberado com uma equipe completa; médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e o condutor. Na ambulância básica a equipe é formada por técnico de enfermagem e o condutor”.

Simone Oliveira detalhou o funcionamento do sistema. “O atendimento funciona da seguinte forma: eu preciso do serviço, se é um caso de urgência ou emergência, onde tem um risco eminente de morte, ou que tem um agravamento do estado do paciente, ocasionado por um acidente, trauma, ferimento por arma de fogo, ou por arma branca, atropelamento, acidente de carro, esses tipos de atendimento é a finalidade, é uma função do serviço 192.

O paciente liga o 192, tem contato direto com o médico regulador, o médico faz uma triagem, o clínico decide qual ambulância vai ser deslocada, se uma avançada ou básica”.


A coordenadora ainda enfatizou “a comunidade precisa se acostumar com esse tipo de serviço. Quando ele é solicitado existe um tempo de deslocamento da ambulância até a chegada do atendimento, uma das coisas que a gente vem sentindo é que a comunidade solicita e não espera o atendimento, às vezes pede para a Policia Militar ou até mesmo para populares que promovem o deslocamento desses pacientes que solicitam o serviço. Já aconteceu de cancelarem, solicitarem o serviço e cancelar o atendimento”.

A coordenadora do SAMU 192 finalizou dizendo: “O que eu oriento é o seguinte: usar de consciência. O serviço está aí, a cada dia que passa a gente está estruturando mais. Estamos disponibilizando treinamento para nossos funcionários para que o atendimento pré-hospitalar seja qualificado e diferenciado.

A comunidade precisa usar de consciência, orientar os filhos, solicitando o serviço quando realmente for uma urgência ou emergência”.

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