26 de maio de 2024

PT vai buscar votos dos evangélicos para Dilma

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Numa tentativa de cativar o voto do eleitorado evangélico na Bahia para a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), principalmente os que votaram em Marina Silva (PV) no primeiro turno, o senador eleito Walter Pinheiro (PT) e o prefeito de Salvador João Henrique Carneiro (PMDB) estarão reunidos com lideranças evangélicas na quinta-feira, 21, à noite no Hotel Pestana. Tanto João quanto Pinheiro são fiéis da Igreja Batista.

Eles participaram da reunião com o governador reeleito Jaques Wagner (PT) e deputados estaduais, federais e prefeitos da Região Metropolitana de Salvador, no Hotel Catussaba, na tarde de segunda-feira, 18, a fim de definir estratégias para “pegar pesado”, como disse Wagner, na campanha na capital e interior do Estado nas próximas duas semanas que antecedem o segundo turno das eleições.

Duas comissões – uma para capital e outra focada no interior – foram criadas com o objetivo de agregar prefeitos e militância para  fazer crescer em mais de 10% os votos para a candidata Dilma na Bahia, que fechou o primeiro turno com 63% de preferência dos baianos nas urnas.   

Em Salvador o desafio é abocanhar a maioria dos 400 mil votos da candidata verde, que teve 30,21% dos votos válidos, ficando na frente de Serra. A Bahia, quarto colégio eleitoral do país, engrossa o capital eleitoral para garantir vitória de Dilma contra o candidato José Serra (PSDB), que tem crescido nas pesquisas.

“Pingos nos is” –
Pinheiro, ao lado dos deputados Marcelo Crivela (PRB) e Magno Malta (PR), está com missão nacional de explicar aos fiéis cristãos – após polêmica do aborto – porquê são “evangélicos e votam em Dilma”, na explicação de Pinheiro. “O objetivo é botar os ‘pingos nos is'”, disse. Ambientalistas e os que votaram em Marina como protesto também estão na mira.

O governador Jaques Wagner disse que após o “susto inicial” o presidente Lula “está seguro” porque a campanha retomou seu caminho.

Provocado sobre o tom que tomou o debate eleitoral, com acusações mútuas entre Dilma e Serra, o governador disse que “quem começou a onda de ataque abaixo da linha da cintura foi a candidatura do outro lado”.

Ele criticou, ainda, a linha assumida pela campanha do PSDB, de “querer retornar aos anos de moralismo, ao fazer política do santo e do diabo. “Há santo e diabo de todos os lados”.

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