18 de agosto de 2022

Ladrões de banco tinham base em Sergipe

Aracaju e a Barra dos Coqueiros estavam servindo de base para as ações da quadrilha especializada em assaltos a agências bancárias que foi desarticulada no final de semana durante uma operação que envolveu equipes da Coordenadoria de Polícia da Capital (Copcal), delegacias metropolitanas e especializadas. O grupo, que é uma ramificação do bando de Cimar Carneiro – morto em confronto com a polícia Sergipana depois do roubo ao Banco do Brasil de Lagarto, ocorrido em agosto de 2005 – pretendia assaltar na última segunda-feira a agência do Banco do Brasil da cidade baiana de Coronel João Sá. Também era pretensão da quadrilha roubar as agências bancárias das cidades de Adustina e Inhambupe.

A desarticulação da quadrilha é resultado de uma linha de investigação que surgiu durante levantamentos que levaram a prisão do grupo que vinha traficando drogas na capital e praticando homicídios, um deles ocorrido em abril no Hospital Regional Pedro Garcia Moreno, em Itabaiana, e teve como vítima o ex-presidiário Antônio Carlos Lima Santos, o “Tonho”, 24. “Com a morte de Fracimar Carneiro, o Cimar Carneiro, depois do assalto ao Banco do Brasil de Lagarto, o pernambucano Péricles Alexsandro de Lima, o Alex Pit Bull, que é um dos remanescentes do bando, montou o seu próprio grupo”, explicou o diretor da Copcal, delegado João Eloy, que coordenou a operação.

O delegado acrescentou que o ex-presidiário Altamiro de Souza Brandão Júnior, o “Júnior Gordo” ou “Júnior Taxista”, 30, era o responsável por arregimentar novos integrantes para organização criminosa, que a partir da última segunda-feira iria praticar uma série de assaltos a agências bancárias na Bahia. Na semana passada parte do bando assaltou o Bradesco do bairro Farol em Maceió (AL). A ação rendeu ao grupo cerca de R$ 50 mil.

Nos levantamentos realizados a PC sergipana descobriu que, a princípio, a pretensão da quadrilha era roubar uma pick-up Frontier para utilizá-la nos roubos na Bahia, mas devido à facilidade encontrada decidiu assaltar a agência. Antes da ação criminosa um dos integrantes do bando chegou a fazer um depósito na agência. “Essa é uma quadrilha grande, acabamos como mais uma ramificação. Cada vez que se prende um líder, 15 dias depois surge um novo”, disse João Eloy, salientando que as polícias de Sergipe de outros estados do Nordeste estão empenhadas para pôr um fim nessa organização criminosa.

As prisões aconteceram no último domingo, na Linha Verde, nas imediações da cidade do Conde (BA), na praia da Costa na Barra dos Coqueiros, e no Ponto Novo, São Conrado e Médici em Aracaju. As ações seqüenciadas envolveram as equipes da Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), Delegacia Plantonista, 4ª e 8ª delegacias metropolitanas, Polinter, Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) e coordenadoria Operacional do Interior. Com a operação, a polícia sergipana conseguiu evitar o assalto à agência do Banco do Brasil de Coronel João Sá (BA), cujo delegado do município, João Lira, também participou da operação.

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COMENTÁRIOS

Comentários 0

  1. osman says:

    á pena de morte faz uma falta danada,devia matar estes ladrões devagarinho,tirando uma unha,um dedo,um pé,a lingua,naris.aos poucos sofrendo,com certeza já tinha diminuído uns80 por cento com estas safadezas de roubo.

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