23 de maio de 2024

O Voo do 14 bis – Por Márcio j Dias: Sobre o show na Vila da Cultura

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No espaço batizado “Vila da Cultura”, um movimento sutil de pessoas transitando pelos stands dava indícios de que seria uma noite como outra qualquer. Lá dentro, logo à direita de quem entrava, contrapondo à ornamentação do evento (Esses, quase sempre associados ao arcaísmo folclórico da região), um palco montado aguardava a atração principal na noite de 25 de Julho de 2010, em Paulo Afonso, cidade do interior da Bahia.


 


Aquela noite fria de Domingo convidava a voltar mais cedo pra casa. Quase não deu pra acreditar quando as luzes do palco acenderam, fazendo surgir do nada uma curiosa multidão. Empunhando uma Fender Strato branca, Cláudio Venturini, guitarrista, cantor e compositor de um dos maiores grupos de Pop/Rock (?) dos anos 80, junto com Magrão, Hely e “Vermelho” abre o tão esperado show com o clássico “Bola de meia, bola de gude”. O 14 Bis Aterrissou! As pessoas se aglomeram em frente ao palco.


 


O repertório (estrategicamente dividido entre clássicas e inéditas canções da banda) consegue prender a atenção de um público formado por diferentes tribos de diferentes gerações, separadas uma da outra por quase duas décadas de história. E tudo ali coube naquele mesmo espaço. Deu certo! 13 anos depois o 14 Bis, mais uma vez, alçou voo na cidade. O show que “por razões já conhecidas” seria recebido com certa frieza do público prosseguiu sem mais problemas, numa “arritmia” crescente, até chegar à apoteose, agora com uma platéia eufórica e interativa, aos gritos de: Mais um! Mais um! Mais um! Mais um! Linda Juventude! Linda Juventude…


 


Lógico, eles não iriam decepcionar. Guardaram o melhor pro final. Com uma pegada bem mais rock, diferente da versão original, os riffs de guitarra extraídos da Fender de Venturini pegam de surpresa os fãs mais saudosistas quando “Linda Juventude” encerra o espetáculo, num autêntico (e por que não dizer psicodélico) show do mais puro Rock brasileiro. De fazer inveja a qualquer metaleiro ali presente. Os rapazes de Minas acertaram de novo. Sob aplausos o 14 Bis se despede do público e decola, deixando pra trás um palco vazio, uma saudade e um silêncio.


 


E foi assim que eu apresentei à minha filha (de 13 anos) parte do que foi a trilha sonora da minha geração na minha adolescência. Minha Juventude.  Nossa linda juventude… Páginas de um livro bom…


 


                                                     Márcio j Dias   


 

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