16 de agosto de 2022

Leite é vendido livremente na Bahia

A orientação para recolhimento dos produtos dos fabricantes Big-Leite e Milkly, dada pela Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e pelo Procon, na tarde de quinta-feira, não foi suficiente para impedir que vários mercados de Salvador ainda tivessem unidades disponíveis para venda na manhã desta sexta-feira. As duas indústrias, com sede em Santo Antônio de Jesus, foram alvos da Operação Lactose, que teve coordenação da Polícia Federal da Paraíba e resultou na prisão de seis pessoas esta semana, algumas delas na Bahia.


 


Lotes – Até o final da tarde desta sexta, a Vigilância Sanitária de Salvador, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, não havia recebido instruções sobre quais  lotes de leite em pó produzidos pelas fabricantes Milkly e Big Leite deveriam ser recolhidas do mercado soteropolitano. A informação é da chefe do Setor de Produtos e Estabelecimentos de Interesse à Saúde (Speis) da Vigilância, Cristina Passos.


 


A limitação do recolhimento do produto a determinados lotes entra em contradição com as diretrizes divulgadas pela Sesab e Procon, de que todas as marcas envolvidas no escândalo deveriam ser recolhidas do varejo.


 


Cristina Passos, porém, explica que a condução do caso envolve uma hierarquia, na qual a Divisa informaria os lotes, enquanto a a fiscalização vai aos estabelecimentos comerciais, a fim de apurar se os produtos fraudados estão nas prateleiras, para  recolhe-los. “Esperamos que a Divisa nos informe em relação aos lotes que devem ser recolhidos até a segunda-feira”, explica Cristina. No caso de Salvador, a fiscalização em relação aos produtos fica a cargo da Vigilância Sanitária Municipal, que conta com pelo menos 122 fiscais, distribuídos em nove regionais da cidade, e que fazem o controle relacionado ao assunto.


 


Ela ainda acrescenta que, até o momento, não chegaram ao órgão denúncias relacionadas à presença do material nas prateleiras, algo que poderia ocorrer por conta da falta de conhecimento da população em relação ao assunto. Quem quiser denunciar a comercialização dos produtos pode fazê-lo pelo telefone da ouvidoria da Vigilância Municipal: (71) 3186-1100.


 


As marcas de leite envolvidas no escândalo não são de primeira linha e ganham mercado justamente pelo fator “preço”. De acordo com os resultados da Operação Lactose, deflagrada pela Polícia Federal, a Big-Leite Indústria de Alimentos Ltda., com sede em João Pessoa,  falsificava notas fiscais e corrompia funcionários públicos. Porém, a denúncia mais grave é que a empresa comprava leite em pó integral em grandes quantidades, e misturava o produto a soro de leite. O procedimento aumentava o volume, porém comprometia o valor nutricional do alimento.


 


Ainda de acordo com o apurado pela Polícia, o braço baiano da operação envolveria os empresários Cristina Malvessi e Carlos Bautista Culau, sócios das indústrias Milkly e Big Leite. Eles teriam ligação direta com o esquema e estão presos.

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