15 de agosto de 2022

Corrida das Fronteiras: Equipe SOS Mata Atlântica lidera provas

Depois da largada em Paulo Afonso, nesta quarta-feira, 9, terceiro dia de prova, as equipes seguem para Pernambuco, com pernas de mountain bike e trekking. E os grupos já começam a se dispersar devido às diferenças de rendimento.


Enquanto tem gente em direção aos municípios pernambucanos, quem ficou para trás ainda deve passar por Alagoas. Nesta terça-feira, 8, a cidade alagoana de Água Branca se transformou para receber os atletas da Corrida das Fronteiras.


As aulas foram suspensas, lojas fecharam e uma multidão foi para as ruas saudar a passagem das equipes que chegavam na primeira área de transição da prova, onde estavam equipamentos e caixas com alimentos.


Eram 9 horas quando chegou a primeira equipe. Os paulistas da SOS Mata Atlântica ficaram surpresos com a recepção calorosa. Debaixo de um sol forte, centenas de crianças se aglomeraram para ver de perto os participantes da prova.


O Ginásio Municipal foi transformado em um QG. A quadra ficou repleta de caixas e as 232 bikes foram colocadas ao redor. O volume de material despertou a curiosidade dos moradores que tentavam acompanhar da porta o que se passava no local.


Arroz com feijão –  Para evitar tumulto e qualquer dano aos equipamentos, a entrada de pessoas era liberada aos poucos. Uma das primeiras a entrar foi a funcionária pública Zuleide Barbosa, que faltou ao trabalho. Ela não só entrou como levou comida para aos atletas.


Depois que ouviu o capitão da SOS Mata Atlântica, José Pupo, falar que precisava mesmo era de arroz com feijão, correu para casa e voltou com o pedido. Não satisfeita, ainda deu as primeiras garfadas na boca do atleta.


“Foi maravilhoso. Sem palavras”, disse Pupo sobre a recepção. Zuleide estava em função da prova desde a noite anterior. “Disseram para a gente que os atletas iam chegar aqui às 4 da manhã. Então, como eu moro perto, vinha de hora em hora”.


Também todos os alunos da única escola do município de menos de 20 mil habitantes foram liberados para participar da festa. “A gente ia fazer uma prova. Aí, o professor disse que tinha recebido um convite para vir para cá e liberou todo mundo”, contou Vitória Teixeira, de 11 anos. 

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