10 de agosto de 2022

Canal do Sertão segue com incertezas

PREVISTO PARA SER CONCLUÍDO SOMENTE EM 2017, PROJETO NÃO DEFINIU COMO LEVARÁ ÁGUA À POPULAÇÃO ALAGOANA CASTIGADA PELA SECA


 


Na última sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) sobrevoaram o Alto Sertão Alagoano para inspecionar as obras do Canal do Sertão. A presença do presidente e de autoridades provoca mais uma vez o entusiasmo do sertanejo, que desde 1992 sonha com o dia em que as águas do Rio São Francisco poderão matar a sede de pessoas que vivem a até 250km de distância do reservatório de Moxotó, em Delmiro Gouveia. Mas as incertezas que rondam o projeto ainda não se afastaram e as autoridades não se mostram seguras sobre como garantir que esta água mate a sede do sertanejo e fomente o desenvolvimento da região. As dúvidas ganharam força com o acréscimo de mais alguns anos ao prazo para conclusão da obra, que só deve alcançar o município de Arapiraca em 2017.

Obra deve ser concluída em 2017, segundo ministério



Em Delmiro Gouveia, na última sexta-feira, o coordenador-geral de projetos de irrigação do Ministério da Integração Nacional, Frederico de Oliveira, disse que a previsão de conclusão do Canal do Sertão para 2017 seria uma previsão otimista, baseando-se na hipótese da liberação de recursos continuar no ritmo atual a partir de 2010. Até lá, diz ele, serão investidos R$ 593 milhões para a conclusão desta primeira fase.



Em setembro deste ano, o governo do Estado anunciava a conclusão total do projeto até 2010, mas segundo técnicos de uma das empreiteiras responsáveis pela execução dos projetos, que, “se tudo desse certo”, em 2013 a obra estaria pronta.

Produtores temem conflito agrário



Já em setembro de 2007, os pequenos produtores que acompanhavam uma comissão de deputados demonstravam uma preocupação que ia além da utilização da água do Canal do Sertão. Eles discutiam a mobilização de grandes produtores em torno da comercialização das terras localizadas no entorno do sinuoso canal.
Eles tentam antecipar possíveis conflitos agrários futuros, porque latifundiários já estariam comprando, e até mesmo obrigando pequenos produtores a venderem suas terras com o objetivo de se beneficiar da água do canal e das negociações para a desapropriação para a reforma agrária.


 


Fonte: Gazeta de Alagoas

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