19 de abril de 2024

Oposição ‘chapa-quente’ dá sabor às eleições de 2016 em Paulo Afonso

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Vamos lá: a missão de cobrir uma Câmara Municipal nos assalta em sentimentos extremos, se falamos bem, fazemos bom trabalho, e, se por ventura, falarmos mal, “somos tendenciosos”, trabalhamos com interesses escusos etc e tal., havemos, no entanto, de nos render à realidade. Gostemos ou não.

E a que temos hoje, dada a apatia que se abateu em nomes historicamente de oposição, como Regivaldo Coriolano (PT), e não me cumpre, neste momento, julgar sua postura, apenas relatar, venha a ser, vejam que graça, Luiz Aureliano e Antônio Alexandre (ambos do PMDB), o sal da divergência, tão fundamental e necessário à política. Reitero: gostem ou não deles.

Enquanto Edson Oliveira (PP) diz fazer uma oposição responsável, e fica cozinhando em Banho Maria assuntos que merecem posturas duras, vem os peemedebistas com a chapa quente, fumaçando e soltando rojão. Não fosse isto, resta evidente, a oposição, quer legítima ou não, estaria aniquilada.

Fiquemos com o exemplo da votação da lei que atualiza o Conselho Municipal de Saúde, enquanto a bancada liderada por Edson Oliveira se absteve, e a do governo aprovou, os peemedebistas divergiram, votaram contra, ameaçaram ir à justiça, fazendo couro com os conselheiros que lotaram a Câmara. Tudo resguardado no conjunto da democracia.

Não obstante, vem o Ministério Público e diz que a Câmara aprova lei ‘eivada de ilegalidades’, na saída da sessão da última segunda-feira (25), Antônio Alexandre disse não ter mais paciência para discutir com Marconi Daniel, porque este não defende o governo, e sim o prefeito:

“Eu não vou mais ouvir o líder do governo, porque ele a todo custo quer defender o chefe dele, não o governo, eu não quero discutir com quem quer agradar o chefe, porque não tenho este propósito”, disse.

Nesta primeira abordagem tratamos da oposição, em seguida, falaremos do posicionamento governista.

Contra os “chapas”
O fato de ambos virem do governo, e se bem lembrado, até pouco tempo catavam os louros da gestão pedetista, em discussões históricas com o próprio Edson Oliveira, trazem uma sensação de oportunismo impregnada ao discurso. “Hoje é assim, mas, ontem…”, isto, é preciso reconhecer, não tira o valor da atuação desta oposição que não titubeia ou fica esperando a banda passar, lembremos o dito popular: ruim com eles, e muito pior, sem eles.
 

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