14 de abril de 2024

Câmara adia votação para aceitação do processo que pede a ‘degola’ do vereador Luiz Aureliano (Fotos)

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De saída, caro leitor, aviso que o texto é grande, dada a necessidade de pluralizar o máximo possível o debate político. A sessão ordinária da Câmara Municipal de Paulo Afonso desta segunda-feira (04), estava cercada de expectativas, advogados de um lado para o outro, vereadores ansiosos, público cochichando: “Vão cassar o homem?” me perguntava um, outro já queria saber: afinal, qual é o motivo?

Quando, finalmente, o 1º secretário, Regivaldo Coriolano (PT) começou a leitura do processo, interrompido sucessivas vezes, tanto por Luiz Aureliano (PMDB), como pelo líder do governo, Marconi Daniel (PV), que então, pediu a leitura do processo inteiro:

“Só foi lida a primeira página, seria interessante que se lesse o conteúdo deste documento que entra na Casa, para que todos possam ter conhecimento”.

Bastou, no entanto, que Luiz Aureliano invocasse o endereço do denunciante, para que a bananada que estava em curso, causasse o já habitual constrangimento geral:

“Eu gostaria de ter a informação do endereço eleitoral do denunciante?”, perguntou Aureliano. Digo: “Um eleitor de Recife está denunciando um vereador de Paulo Afonso”, responde o vereador.

Vereador Luiz Aureliano (PMDB) questionou domicílio eleitoral do seu denunciante

Antes que o debate ficasse mais quente, o presidente Petrônio Nogueira (PDT), explicou que ainda estava em votação à aceitação ou não do documento. “Essas questões se ele é eleitor daqui ou não, nós vamos descobrir no decorrer do andamento do processo”.

O vereador Marcondes Francisco (PRP) pediu prudência: “Não se trata de ser corporativista, eu esperava que se lesse o parecer do jurídico da Casa, quem é ele?, o endereço procede?”.

Marcondes, cauteloso como sempre, prevê o amanhã. “Uma exposição que não é sensata, e muito preocupante, e nós precisamos resguardar a Casa”.

Vereador Marcondes Francisco se mostrou contra o processo que pede a cassação de Aureliano

Zezinho (PTN), sentindo que a batata quente poderia cair em suas mãos, adiantou-se: “Era só o que faltava, um caba que ninguém sabe quem é, e nem de onde vem, vir pedir mandato de vereador em Paulo Afonso”.

Não é demais informar que, esta discussão não poupava a presença do juiz federal, João Paulo Pirôpo – convidado da Câmara para falar da Expedição Cidadania, proposição do vereador Edson Oliveira (PP).

Antônio Alexandre (PMDB), então, disse o óbvio: “A pessoa precisa ter o domicílio eleitoral no município para efetuar denúncia, vão colocar em votação um ato ilegal?”.

É importante dizer também que, o líder da oposição, Edson Oliveira (PP), não emitiu opinião, porque a pauta foi abortada, a pedido de Marcondes Francisco e aprovação dos colegas por unanimidade. Edson não disfarçava certo embaraço em ver seu convidado espreitar semelhante enrascada.

Bastidores

Pelo menos quatro vereadores da base do prefeito Anilton Bastos (PDT), disseram achar absurda a tal cassação de Luiz Aureliano, pelos motivos alegados, e temem o andamento do processo. “Se ele estava licenciado e fazendo tratamento de saúde, não faz sentido questionar isto”. Me disse em seu gabinete, um deles, ao pé do ouvido, mais três disseram que se vigar a votação, não votarão a favor.

O negócio é que, quando a “macaca pia” irmão desconhece irmão, caso a Câmara aceite mesmo a denúncia, e siga com os trâmites, alguém acredita que a base vote contrária a orientação do prefeito?

Modus operandi

O processo de cassação do vereador Luiz Aureliano, trás a luz – com alguns aspectos jocosos, o que contribui, em boa medida, para lhe tirar a devida gravidade e colocá-lo no rol das comédias de botequim -, o ranço autoritário, dito de outra forma: por ele hoje está na oposição e fazer duras críticas ao governo, em boa medida fundamentadas, ao invés de usarem argumentos para desmenti-lo, se tenta apeá-lo, sem a menor cerimônia da opinião pública.

Com isto, não se afirma, que o vereador em questão seja casto – muitas vezes aqui neste mesmo espaço, evito escrever coisas ditas por ele, exatemente por não concordar com a forma como as expõe, mas para o decoro, existe a justiça. Há diferenças fundamentais entre processá-lo por excesso e ir atrás dos votos dados por pouco mais de 700 pessoas que lhe confiaram o mandato.

São atitudes que denunciam um processo involutivo, um descompasso com as exigências que a sociedade tem hoje, e, por isso mesmo, o povo precisa ficar atento, acompanhar e dar um basta. Em última análise, mostra inescapavelmente, como ainda sobrevive nos rincões do Brasil, a indistinção entre público e privado.

Mesa diretora da Câmara analisando pedido de cassação contra o vereador  Luiz Aureliano

O homem público, de forma mais ampla, a gestão pública, est&��������12�� ��

De saída, caro leitor, aviso que o texto é grande, dada a necessidade de pluralizar o máximo possível o debate político. A sessão ordinária da Câmara Municipal de Paulo Afonso desta segunda-feira (04), estava cercada de expectativas, advogados de um lado para o outro, vereadores ansiosos, público cochichando: “Vão cassar o homem?” me perguntava um, outro já queria saber: afinal, qual é o motivo?

Quando, finalmente, o 1º secretário, Regivaldo Coriolano (PT) começou a leitura do processo, interrompido sucessivas vezes, tanto por Luiz Aureliano (PMDB), como pelo líder do governo, Marconi Daniel (PV), que então, pediu a leitura do processo inteiro:

“Só foi lida a primeira página, seria interessante que se lesse o conteúdo deste documento que entra na Casa, para que todos possam ter conhecimento”.

Bastou, no entanto, que Luiz Aureliano invocasse o endereço do denunciante, para que a bananada que estava em curso, causasse o já habitual constrangimento geral:

“Eu gostaria de ter a informação do endereço eleitoral do denunciante?”, perguntou Aureliano. Digo: “Um eleitor de Recife está denunciando um vereador de Paulo Afonso”, responde o vereador.

Vereador Luiz Aureliano (PMDB) questionou domicílio eleitoral do seu denunciante

Antes que o debate ficasse mais quente, o presidente Petrônio Nogueira (PDT), explicou que ainda estava em votação à aceitação ou não do documento. “Essas questões se ele é eleitor daqui ou não, nós vamos descobrir no decorrer do andamento do processo”.

O vereador Marcondes Francisco (PRP) pediu prudência: “Não se trata de ser corporativista, eu esperava que se lesse o parecer do jurídico da Casa, quem é ele?, o endereço procede?”.

Marcondes, cauteloso como sempre, prevê o amanhã. “Uma exposição que não é sensata, e muito preocupante, e nós precisamos resguardar a Casa”.

Vereador Marcondes Francisco se mostrou contra o processo que pede a cassação de Aureliano

Zezinho (PTN), sentindo que a batata quente poderia cair em suas mãos, adiantou-se: “Era só o que faltava, um caba que ninguém sabe quem é, e nem de onde vem, vir pedir mandato de vereador em Paulo Afonso”.

Não é demais informar que, esta discussão não poupava a presença do juiz federal, João Paulo Pirôpo – convidado da Câmara para falar da Expedição Cidadania, proposição do vereador Edson Oliveira (PP).

Antônio Alexandre (PMDB), então, disse o óbvio: “A pessoa precisa ter o domicílio eleitoral no município para efetuar denúncia, vão colocar em votação um ato ilegal?”.

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