21 de abril de 2024

Eleições 2016: na dancinha da filiação: ‘São dois pra lá, dois pra cá’

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O clássico de João Bosco e Aldir Blac, imortalizado por Elis Regina é demais, sim, sabemos, para essa digamos ‘festa pobre’, mas, diante dos passinhos principiados por agentes políticos no palanque montado para filiar o ex-deputado federal Luiz de Deus ao PSD, os versos da magnífica canção dão o tom certo. Pois até um “noivo ansioso” surgiu nas palavras do senador Otto Alencar (PSD): “/Sentindo em frio em minha alma/ te convidei pra dançar/ a tua voz me acalmava/ são dois pra lá dois pra cá/…”.

No caso cabe perguntar – ao ver a prefeita de Jeremoabo, Anabel (PSD) erguer os braços e depois baixá-los num sincronismo perfeito, imitado sem sucesso pelo prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos Pereira (PDT), dada a forma engessada dos braços, Anilton foi apenas da direita para a esquerda sem se ariscar levantá-los – há mesmo motivos para prefeitos se animarem desse jeito? Diante de uma crise sem precedentes política e econômica?

Que se diga, pelos menos eles né?, pois os munícipes coitados, milhares de pessoas sem emprego por verem as empreiteiras do “trecho” no banco dos réus, e, consequentemente, a economia em recessão demitindo a toda hora, já dançou mesmo: a música da aflição. Como, por exemplo, ganhar o pão para as crianças sem emprego? “São dois pra lá, dois pra cá”.

Luiz de Deus, que nas palavras de Otto Alencar é “a noiva sonhada”, pois se ele é o noivo ansioso?, logo… Não arriscou-se em passo algum. Nem mesmo um gesto foi capaz de fazer. Talvez porque saiba que seu irmão mais novo, Paulo de Deus (PMDB) está na pista bailando um forrobodó (mais o estilo de Paulo), desafiando-o a se candidatar também.

Na verdade todas as críticas feitas pelo grupo miraram o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) e seu grupo político, esquecendo-se ou fazendo de conta que o homem a ser combatido, até o momento não é Paulo de Deus.

“Na verdade Paulo jogou o nome dele para pressionar, mas agora que viu a candidatura do irmão na praça, vai desistir, ninguém no governo leva a candidatura de Paulo a sério”, me disse um interlocutor do prefeito. Eis o pensamento lá na prefeitura muito claro no discurso do palanque.

“/No dedo/ um falso brilhante/brincos iguais ao colar/…”

Otto Alencar não deixou escapar certo constrangimento a vereadora Leda Chaves (PDT), que segundo galanteou “Os olhos do São Francisco”, propôs que a mesma presidisse o PSD Mulher. Leda errou o passo e pisou no pé do senador. “Já tenho partido”, disse.

Nota à margem: no meio de tantos homens, em véspera do dia internacional da mulher, é preciso dizer: apenas Leda e Anabel estavam ali representando as mulheres na política, digo, eleitas. Vereadora e prefeita respectivamente. Mostra o quanto não avançamos nesta área – independente de opção partidária, a mulher ainda é ceifada do processo e usada apenas para cumprir a cota.

Voltando ao salão

Nicolsinho: “Vim para não ser demitido amanhã”, o empresário Nicolsinho Chaves compareceu ao evento, segundo ele, para não ser demitido no dia seguinte (risos), depois desconversou sobre ser o terceiro candidato. “Primeiro tenho que ver quais de fato são os concorrentes”.

Pois é, caros leitores, quiséramos nós, nestes dias ter razões para bailar também. É preciso dizer recorrendo à mesma canção, que o pessoal do Partido Progressista, que até então se animavam de pedir de casa em casa votos para o senador Otto Alencar, que nada consola mais que um bom uísque com guaraná:

“/Dejaste/abandonada la ilusión/ que había em mi corazon pot ti/…”

Elias Regina – "Dois pra lá, dois pra cá". Assista abaixo:

 

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