11 de agosto de 2022

Caso D. Lucinha da Prainha: Polícia prende o último assassino


Um crime ocorrido no final de novembro na prainha conhecida como Praia do Candeeiro, no Lago da Usina PA-IV chocou a população de Paulo Afonso e foi esclarecido e os assassinos presos pela Polícia Civil de Paulo Afonso.

Maria Lúcia Fabrício Braz, conhecida como D. Lucinha era proprietária do Bar das Estrelas, localizada nesta prainha.

A polícia descobriu que no final de semana que antecedeu à sua morte, ela foi procurada por dois desconhecidos, que se apresentaram como André e Van e demonstraram interesse em alugar o seu bar e de fixar residência em Paulo Afonso, buscando o apoio de D. Lucinha para alugar uma casa. No Bar trabalhava o cozinheiro conhecido como Roberval.

Depois de trabalhar no bar no final de semana, D. Lucinha foi, no domingo, dormir na casa de uma amiga. Na segunda-feira, dia 24 de novembro, ela foi chamada pelos dois para que olhasse e desse opinião sobre uma casa que eles pretendiam alugar. D. Lucinha foi ao encontro de André e Van e nunca mais foi vista com vida.

No dia 26 de novembro, a polícia foi chamada porque um corpo estava em estado de putrefação, no Bar das Estrelas. Era o de D. Lucinha, jogado no quintal da casa. Estranhamente os dois que teriam arrendado o seu bar e o cozinheiro também não foram mais vistas nas redondezas desde a segunda-feira, 24.

A polícia civil decidiu empenhar-se na difícil elucidação desse caso. E para isso estiveram mobilizados o Dr. Mozart, Dr. Hildebrando e Dra. Mirela e vários agentes da polícia civil de Paulo Afonso mas, conforme disse o Dr. Hidelbrando à Folha Sertaneja não se tinha nenhum paradeiro.

No dia 28 de novembro foi detido o cozinheiro Roberval como testemunha do crime. Ele pouco sabia que resultasse em pistas. E, pelas contradições de seu depoimento e sinais de insegurança e nervosismo, passou de testemunha a suspeito.

Roberval informou que André e Van, que eram namorados, tinham se hospedado em uma pousada de Paulo Afonso. Ali, a polícia descobriu que o André era André de Oliveira Lima, pernambucano, que também teria sido enfermeiro, e, através do RG localizou o lugar de origem, em Pernambuco. A polícia foi lá mas ele havia se mudado há muito tempo.

A polícia permaneceu alerta até que no início de janeiro teve a informação de que um cheque, no valor de R$600,00 reais, da vítima, Lúcia Braz, foi sacado da Caixa Econômica Federal. Rastreando o saque, descobriu-se que quem o sacou estava hospedado em uma pousada em Aracaju.

Dia 7 de janeiro de 2009, a polícia civil, com o apoio do Delegado Dr. Marcelo e grupo especial da polícia daquela cidade esteve na pousada e ali ficou esperando que o André Oliveira Lima viesse almoçar, como informou o pessoal da pousada. Ao ser confirmado, pela foto que a polícia possuía que era o elemento procurado, ele foi preso no seu quarto na pousada.

Confessou a morte de D.Lucinha e disse que tinha rompido o romance com o Van e que o seu comparsa vivia “com uma namorada, em Maceió, trabalhando num bar.” Entregou o endereço e foi trazido preso para Paulo Afonso.

A polícia fechou o cerco sobre o Van, que se chama Genivan Vitor dos Santos e com o apoio dos delegados Leonardo e Amorim e do grupo Tigre, da polícia civil de Alagoas, no dia 9 de janeiro, depois de esperar o dia inteiro o bar abrir, prendeu também esse assassino que também foi trazido para Paulo Afonso.

Os dois confessaram que mataram D. Lucinha asfixiada com formol, mas não houve enforcamento nem estupro.

Embora o cozinheiro Roberval, que está preso na Delegacia, tenha confessado que viu os dois matando D. Lucinha e que ajudou a levar o corpo para o quintal da casa, André e Genivan, também conhecido como Negro negam que ele tenha tido qualquer participação no acontecimento. Mas, segundo o Delegado Hildebrando, a narrativa do Roberval corresponde ao que foi encontrado pela polícia, como o corpo da vítima amarrado pelos pés e pelas mãos.

Depois de passar alguns dias no cárcere da Delegacia de Paulo Afonso, onde já estão 76 presos, e para não serem molestados pelos outros presos, alguns dos quais conheciam D. Lucinha, o Delegado Hildebrando decidiu transferir os dois, André e Genivan para o Presídio Regional onde vão aguardar julgamento e podem pegar até 30 anos de cadeia.

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