10 de agosto de 2022

Entrevista Dra. Mirela Santana – Delegada da Mulher

Ozildo Alves: Dra. Mirela Santana desde a instalação da delegacia agente vê que muitas ocorrências aconteceram. Tem trabalhado muito doutora?


 


Dra. Mirela Santana: É um prazer está aqui com vocês, é desde a inauguração da Delegacia da Mulher, muito trabalho… Realmente, muito trabalho! Demonstrando que realmente a cidade era carente de uma delegacia especializada de atendimento a mulher, que precisava dessa atenção, né! Que eu espero que esteja atendendo a toda expectativa, eu e toda minha equipe. Mas, semana de ocorrências normais e outras semanas acontecem crimes mais bárbaros, nós vivemos numa cidade como as outras que infelizmente tem pessoas com índole e coragem para esse tipo de crime. Semana passada teve uns crimes em Paulo Afonso difíceis pra nós.


 


O.A.: Por exemplo, o homicídio que aconteceu da senhora Lucinha, ali no Bairro Prainha. Esse crime está praticamente elucidado, Doutora?


 


Dra. Mirela Santana: Sim… Graças a Deus está! Praticamente não, está elucidado! Nós fomos comunicados na quarta-feira pela manhã, acho que dia 26 que tinham encontrado um corpo no Bairro Prainha, em estado de decomposição e foi feita a perícia no local e iniciamos a investigação na quarta-feira. Na sexta-feira, nós já conseguimos os três autores do homicídio e prendemos um dos autores. O que está preso é Roberval Ferreira de Lima, que era o cozinheiro do Quiosque Entre as Estrelas, de propriedade da vítima Dona Maria Lúcia Fabrício Braz, e os dois foragidos, um era garçom, e os 2 eram inquilinos dela, nessa própria casa que ela foi encontrada assassinada.


 


O.A.: Qual foi a participação efetiva do Roberval?


 


M. S.: Ele disse que apenas assistiu e ajudou a esconder o corpo… É o que ele diz. A versão dele. Nós não temos testemunhas oculares no crime, que só estavam eles e ela, e os outros dois estão foragidos. Como eu tenho certeza da existência de Deus e confio nele que vamos chegar a esses dois e vamos acarear, vamos chegar a total verdade.


 


O.A.: O motivo qual teria sido?


 


M. S.: Latrocínio. E é minha convicção que foi latrocínio! Eles a mataram para roubar. Eles levaram alguns objetos e a família já me trouxe uma lista de coisas que estavam faltando e já solicitei ao Juiz que determinasse aos bancos, se houve saques nas contas dela. Estamos fechando essa investigação.


 


O.A.: Doutora, então esse caso elucidado. Agora, ontem a senhora conseguiu junto com sua equipe prender um elemento acusado de ter cometido estupro na cidade.


 


M. S.: Isso! Antes de falar sobre os estupros Ozildo, eu queria esclarecer que a Delegacia da Mulher tem uma parceria… Não chamo nem parceria, é uma irmandade com a DCP, Delegacia Circunscricional. Porque nós somos Policia Civil. As equipes trabalham bem unidas. Você sabe que minha equipe é muito pequena e esse mês, por exemplo, estou com uma agente só, porque um está de férias. Então, Dr. Mozart. Dr. Hidelbrando e outros delegados plantonistas me dão todo apoio. Eu quero agradecer a equipe da DCP, Dr. Mozart e Dr. Hidelbrando, os polícias, o S.I a minha equipe pela compreensão, até pela ausência nessa delegacia esses dias, as minhas clientes, que eu chamo as mulheres que atendo de minhas clientes, porque tive que priorizar esses crimes e deixei de atender, fazer audiências, pedir desculpa, deixei recados, mas vou colocar tudo em dias. Semana passada, na segunda-feira, dia 24 foi registrado um estupro. Na quarta-feira, dia 26 foi registrado outro estupro. No dia 26, o autor do estupro caiu de uma varanda e entrou em luta corporal com a vítima e deixou uma roupa e uma arma branca tipo faca, que a vítima do primeiro estupro e do segundo reconheceu, e as características bateram e nos levou a entender, que era o mesmo autor para as duas vítimas e a investigação se deu. Fizemos várias conduções, varias ouvidas durante toda semana, acho que 4 ou 5 tentativas de reconhecimento, e ontem em uma das tentativas de reconhecimento, as duas vítimas reconheceram um rapaz de 19 anos, um jovem e ele nega a autoria. Eu fiquei até assim, ressentida pela família, mas as vítimas reconheceram com muita segurança e não foi o primeiro reconhecimento que elas foram a delegacia, de 30 a 40 homens que elas viram apontar ele com tanta segurança. Então, diante deste fato, eu representei a prisão temporária por 30 dias desse rapaz e a investigação continuara nesses 30 dias para que tenhamos provas suficientes para o indiciamento ou não do rapaz.


 


O.A.: Mas além do reconhecimento das vítimas Doutora, vocês também tinham outros instrumentos que chegaram até ele?


 


M. S.: Sim! Pra gente chegar até ele, passei 1 semana conversando com diversas pessoas da rua, com hospitais, porque se lecionou ele tinha entrado em algum hospital da cidade. Tive contato com outros hospitais nas cidades vizinhas. Foi um trabalho bem minucioso, com internet, fizemos pesquisas na internet e foi mesmo por eliminação.


 


O.A.: Tem quase certeza, então deste fato?


 


M. S.: A investigação está bem andada! Estamos esperando as perícias também.


 


O.A.: Esses estupros aconteceram no centro de Paulo Afonso?


 


M. S.: No centro de Paulo Afonso! Em casas diferentes, né! Mas nas próprias casas das vítimas.


 


Ozildo Alves: Dra. Mirela Santana desde a instalação da delegacia agente vê que muitas ocorrências aconteceram. Tem trabalhado muito doutora?


 


Dra. Mirela Santana: É um prazer está aqui com vocês, é desde a inauguração da Delegacia da Mulher, muito trabalho… Realmente, muito trabalho! Demonstrando que realmente a cidade era carente de uma delegacia especializada de atendimento a mulher, que precisava dessa atenção, né! Que eu espero que esteja atendendo a toda expectativa, eu e toda minha equipe. Mas, semana de ocorrências normais e outras semanas acontecem crimes mais bárbaros, nós vivemos numa cidade como as outras que infelizmente tem pessoas com índole e coragem para esse tipo de crime. Semana passada teve uns crimes em Paulo Afonso difíceis pra nós.


 


O.A.: Por exemplo, o homicídio que aconteceu da senhora Lucinha, ali no Bairro Prainha. Esse crime está praticamente elucidado, Doutora?


 


Dra. Mirela Santana: Sim… Graças a Deus está! Praticamente não, está elucidado! Nós fomos comunicados na quarta-feira pela manhã, acho que dia 26 que tinham encontrado um corpo no Bairro Prainha, em estado de decomposição e foi feita a perícia no local e iniciamos a investigação na quarta-feira. Na sexta-feira, nós já conseguimos os três autores do homicídio e prendemos um dos autores. O que está preso é Roberval Ferreira de Lima, que era o cozinheiro do Quiosque Entre as Estrelas, de propriedade da vítima Dona Maria Lúcia Fabrício Braz, e os dois foragidos, um era garçom, e os 2 eram inquilinos dela, nessa própria casa que ela foi encontrada assassinada.


 


O.A.: Qual foi a participação efetiva do Roberval?


 


M. S.: Ele disse que apenas assistiu e ajudou a esconder o corpo… É o que ele diz. A versão dele. Nós não temos testemunhas oculares no crime, que só estavam eles e ela, e os outros dois estão foragidos. Como eu tenho certeza da existência de Deus e confio nele que vamos chegar a esses dois e vamos acarear, vamos chegar a total verdade.


 


O.A.: O motivo qual teria sido?


 


M. S.: Latrocínio. E é minha convicção que foi latrocínio! Eles a mataram para roubar. Eles levaram alguns objetos e a família já me trouxe uma lista de coisas que estavam faltando e já solicitei ao Juiz que determinasse aos bancos, se houve saques nas contas dela. Estamos fechando essa investigação.


 


O.A.: Doutora, então esse caso elucidado. Agora, ontem a senhora conseguiu junto com sua equipe prender um elemento acusado de ter cometido estupro na cidade.


 


M. S.: Isso! Antes de falar sobre os estupros Ozildo, eu queria esclarecer que a Delegacia da Mulher tem uma parceria… Não chamo nem parceria, é uma irmandade com a DCP, Delegacia Circunscricional. Porque nós somos Policia Civil. As equipes trabalham bem unidas. Você sabe que minha equipe é muito pequena e esse mês, por exemplo, estou com uma agente só, porque um está de férias. Então, Dr. Mozart. Dr. Hidelbrando e outros delegados plantonistas me dão todo apoio. Eu quero agradecer a equipe da DCP, Dr. Mozart e Dr. Hidelbrando, os polícias, o S.I a minha equipe pela compreensão, até pela ausência nessa delegacia esses dias, as minhas clientes, que eu chamo as mulheres que atendo de minhas clientes, porque tive que priorizar esses crimes e deixei de atender, fazer audiências, pedir desculpa, deixei recados, mas vou colocar tudo em dias. Semana passada, na segunda-feira, dia 24 foi registrado um estupro. Na quarta-feira, dia 26 foi registrado outro estupro. No dia 26, o autor do estupro caiu de uma varanda e entrou em luta corporal com a vítima e deixou uma roupa e uma arma branca tipo faca, que a vítima do primeiro estupro e do segundo reconheceu, e as características bateram e nos levou a entender, que era o mesmo autor para as duas vítimas e a investigação se deu. Fizemos várias conduções, varias ouvidas durante toda semana, acho que 4 ou 5 tentativas de reconhecimento, e ontem em uma das tentativas de reconhecimento, as duas vítimas reconheceram um rapaz de 19 anos, um jovem e ele nega a autoria. Eu fiquei até assim, ressentida pela família, mas as vítimas reconheceram com muita segurança e não foi o primeiro reconhecimento que elas foram a delegacia, de 30 a 40 homens que elas viram apontar ele com tanta segurança. Então, diante deste fato, eu representei a prisão temporária por 30 dias desse rapaz e a investigação continuara nesses 30 dias para que tenhamos provas suficientes para o indiciamento ou não do rapaz.


 


O.A.: Mas além do reconhecimento das vítimas Doutora, vocês também tinham outros instrumentos que chegaram até ele?


 


M. S.: Sim! Pra gente chegar até ele, passei 1 semana conversando com diversas pessoas da rua, com hospitais, porque se lecionou ele tinha entrado em algum hospital da cidade. Tive contato com outros hospitais nas cidades vizinhas. Foi um trabalho bem minucioso, com internet, fizemos pesquisas na internet e foi mesmo por eliminação.


 


O.A.: Tem quase certeza, então deste fato?


 


M. S.: A investigação está bem andada! Estamos esperando as perícias também.


 


O.A.: Esses estupros aconteceram no centro de Paulo Afonso?


 


M. S.: No centro de Paulo Afonso! Em casas diferentes, né! Mas nas próprias casas das vítimas.


 


Ozildo Alves: Dra. Mirela Santana desde a instalação da delegacia agente vê que muitas ocorrências aconteceram. Tem trabalhado muito doutora?


 


Dra. Mirela Santana: É um prazer está aqui com vocês, é desde a inauguração da Delegacia da Mulher, muito trabalho… Realmente, muito trabalho! Demonstrando que realmente a cidade era carente de uma delegacia especializada de atendimento a mulher, que precisava dessa atenção, né! Que eu espero que esteja atendendo a toda expectativa, eu e toda minha equipe. Mas, semana de ocorrências normais e outras semanas acontecem crimes mais bárbaros, nós vivemos numa cidade como as outras que infelizmente tem pessoas com índole e coragem para esse tipo de crime. Semana passada teve uns crimes em Paulo Afonso difíceis pra nós.


 


O.A.: Por exemplo, o homicídio que aconteceu da senhora Lucinha, ali no Bairro Prainha. Esse crime está praticamente elucidado, Doutora?


 


Dra. Mirela Santana: Sim… Graças a Deus está! Praticamente não, está elucidado! Nós fomos comunicados na quarta-feira pela manhã, acho que dia 26 que tinham encontrado um corpo no Bairro Prainha, em estado de decomposição e foi feita a perícia no local e iniciamos a investigação na quarta-feira. Na sexta-feira, nós já conseguimos os três autores do homicídio e prendemos um dos autores. O que está preso é Roberval Ferreira de Lima, que era o cozinheiro do Quiosque Entre as Estrelas, de propriedade da vítima Dona Maria Lúcia Fabrício Braz, e os dois foragidos, um era garçom, e os 2 eram inquilinos dela, nessa própria casa que ela foi encontrada assassinada.


 


O.A.: Qual foi a participação efetiva do Roberval?


 


M. S.: Ele disse que apenas assistiu e ajudou a esconder o corpo… É o que ele diz. A versão dele. Nós não temos testemunhas oculares no crime, que só estavam eles e ela, e os outros dois estão foragidos. Como eu tenho certeza da existência de Deus e confio nele que vamos chegar a esses dois e vamos acarear, vamos chegar a total verdade.


 


O.A.: O motivo qual teria sido?


 


M. S.: Latrocínio. E é minha convicção que foi latrocínio! Eles a mataram para roubar. Eles levaram alguns objetos e a família já me trouxe uma lista de coisas que estavam faltando e já solicitei ao Juiz que determinasse aos bancos, se houve saques nas contas dela. Estamos fechando essa investigação.


 


O.A.: Doutora, então esse caso elucidado. Agora, ontem a senhora conseguiu junto com sua equipe prender um elemento acusado de ter cometido estupro na cidade.


 


M. S.: Isso! Antes de falar sobre os estupros Ozildo, eu queria esclarecer que a Delegacia da Mulher tem uma parceria… Não chamo nem parceria, é uma irmandade com a DCP, Delegacia Circunscricional. Porque nós somos Policia Civil. As equipes trabalham bem unidas. Você sabe que minha equipe é muito pequena e esse mês, por exemplo, estou com uma agente só, porque um está de férias. Então, Dr. Mozart. Dr. Hidelbrando e outros delegados plantonistas me dão todo apoio. Eu quero agradecer a equipe da DCP, Dr. Mozart e Dr. Hidelbrando, os polícias, o S.I a minha equipe pela compreensão, até pela ausência nessa delegacia esses dias, as minhas clientes, que eu chamo as mulheres que atendo de minhas clientes, porque tive que priorizar esses crimes e deixei de atender, fazer audiências, pedir desculpa, deixei recados, mas vou colocar tudo em dias. Semana passada, na segunda-feira, dia 24 foi registrado um estupro. Na quarta-feira, dia 26 foi registrado outro estupro. No dia 26, o autor do estupro caiu de uma varanda e entrou em luta corporal com a vítima e deixou uma roupa e uma arma branca tipo faca, que a vítima do primeiro estupro e do segundo reconheceu, e as características bateram e nos levou a entender, que era o mesmo autor para as duas vítimas e a investigação se deu. Fizemos várias conduções, varias ouvidas durante toda semana, acho que 4 ou 5 tentativas de reconhecimento, e ontem em uma das tentativas de reconhecimento, as duas vítimas reconheceram um rapaz de 19 anos, um jovem e ele nega a autoria. Eu fiquei até assim, ressentida pela família, mas as vítimas reconheceram com muita segurança e não foi o primeiro reconhecimento que elas foram a delegacia, de 30 a 40 homens que elas viram apontar ele com tanta segurança. Então, diante deste fato, eu representei a prisão temporária por 30 dias desse rapaz e a investigação continuara nesses 30 dias para que tenhamos provas suficientes para o indiciamento ou não do rapaz.


 


O.A.: Mas além do reconhecimento das vítimas Doutora, vocês também tinham outros instrumentos que chegaram até ele?


 


M. S.: Sim! Pra gente chegar até ele, passei 1 semana conversando com diversas pessoas da rua, com hospitais, porque se lecionou ele tinha entrado em algum hospital da cidade. Tive contato com outros hospitais nas cidades vizinhas. Foi um trabalho bem minucioso, com internet, fizemos pesquisas na internet e foi mesmo por eliminação.


 


O.A.: Tem quase certeza, então deste fato?


 


M. S.: A investigação está bem andada! Estamos esperando as perícias também.


 


O.A.: Esses estupros aconteceram no centro de Paulo Afonso?


 


M. S.: No centro de Paulo Afonso! Em casas diferentes, né! Mas nas próprias casas das vítimas.


 


Ozildo Alves: Dra. Mirela Santana desde a instalação da delegacia agente vê que muitas ocorrências aconteceram. Tem trabalhado muito doutora?


 


Dra. Mirela Santana: É um prazer está aqui com vocês, é desde a inauguração da Delegacia da Mulher, muito trabalho… Realmente, muito trabalho! Demonstrando que realmente a cidade era carente de uma delegacia especializada de atendimento a mulher, que precisava dessa atenção, né! Que eu espero que esteja atendendo a toda expectativa, eu e toda minha equipe. Mas, semana de ocorrências normais e outras semanas acontecem crimes mais bárbaros, nós vivemos numa cidade como as outras que infelizmente tem pessoas com índole e coragem para esse tipo de crime. Semana passada teve uns crimes em Paulo Afonso difíceis pra nós.


 


O.A.: Por exemplo, o homicídio que aconteceu da senhora Lucinha, ali no Bairro Prainha. Esse crime está praticamente elucidado, Doutora?


 


Dra. Mirela Santana: Sim… Graças a Deus está! Praticamente não, está elucidado! Nós fomos comunicados na quarta-feira pela manhã, acho que dia 26 que tinham encontrado um corpo no Bairro Prainha, em estado de decomposição e foi feita a perícia no local e iniciamos a investigação na quarta-feira. Na sexta-feira, nós já conseguimos os três autores do homicídio e prendemos um dos autores. O que está preso é Roberval Ferreira de Lima, que era o cozinheiro do Quiosque Entre as Estrelas, de propriedade da vítima Dona Maria Lúcia Fabrício Braz, e os dois foragidos, um era garçom, e os 2 eram inquilinos dela, nessa própria casa que ela foi encontrada assassinada.


 


O.A.: Qual foi a participação efetiva do Roberval?


 


M. S.: Ele disse que apenas assistiu e ajudou a esconder o corpo… É o que ele diz. A versão dele. Nós não temos testemunhas oculares no crime, que só estavam eles e ela, e os outros dois estão foragidos. Como eu tenho certeza da existência de Deus e confio nele que vamos chegar a esses dois e vamos acarear, vamos chegar a total verdade.


 


O.A.: O motivo qual teria sido?


 


M. S.: Latrocínio. E é minha convicção que foi latrocínio! Eles a mataram para roubar. Eles levaram alguns objetos e a família já me trouxe uma lista de coisas que estavam faltando e já solicitei ao Juiz que determinasse aos bancos, se houve saques nas contas dela. Estamos fechando essa investigação.


 


O.A.: Doutora, então esse caso elucidado. Agora, ontem a senhora conseguiu junto com sua equipe prender um elemento acusado de ter cometido estupro na cidade.


 


M. S.: Isso! Antes de falar sobre os estupros Ozildo, eu queria esclarecer que a Delegacia da Mulher tem uma parceria… Não chamo nem parceria, é uma irmandade com a DCP, Delegacia Circunscricional. Porque nós somos Policia Civil. As equipes trabalham bem unidas. Você sabe que minha equipe é muito pequena e esse mês, por exemplo, estou com uma agente só, porque um está de férias. Então, Dr. Mozart. Dr. Hidelbrando e outros delegados plantonistas me dão todo apoio. Eu quero agradecer a equipe da DCP, Dr. Mozart e Dr. Hidelbrando, os polícias, o S.I a minha equipe pela compreensão, até pela ausência nessa delegacia esses dias, as minhas clientes, que eu chamo as mulheres que atendo de minhas clientes, porque tive que priorizar esses crimes e deixei de atender, fazer audiências, pedir desculpa, deixei recados, mas vou colocar tudo em dias. Semana passada, na segunda-feira, dia 24 foi registrado um estupro. Na quarta-feira, dia 26 foi registrado outro estupro. No dia 26, o autor do estupro caiu de uma varanda e entrou em luta corporal com a vítima e deixou uma roupa e uma arma branca tipo faca, que a vítima do primeiro estupro e do segundo reconheceu, e as características bateram e nos levou a entender, que era o mesmo autor para as duas vítimas e a investigação se deu. Fizemos várias conduções, varias ouvidas durante toda semana, acho que 4 ou 5 tentativas de reconhecimento, e ontem em uma das tentativas de reconhecimento, as duas vítimas reconheceram um rapaz de 19 anos, um jovem e ele nega a autoria. Eu fiquei até assim, ressentida pela família, mas as vítimas reconheceram com muita segurança e não foi o primeiro reconhecimento que elas foram a delegacia, de 30 a 40 homens que elas viram apontar ele com tanta segurança. Então, diante deste fato, eu representei a prisão temporária por 30 dias desse rapaz e a investigação continuara nesses 30 dias para que tenhamos provas suficientes para o indiciamento ou não do rapaz.


 


O.A.: Mas além do reconhecimento das vítimas Doutora, vocês também tinham outros instrumentos que chegaram até ele?


 


M. S.: Sim! Pra gente chegar até ele, passei 1 semana conversando com diversas pessoas da rua, com hospitais, porque se lecionou ele tinha entrado em algum hospital da cidade. Tive contato com outros hospitais nas cidades vizinhas. Foi um trabalho bem minucioso, com internet, fizemos pesquisas na internet e foi mesmo por eliminação.


 


O.A.: Tem quase certeza, então deste fato?


 


M. S.: A investigação está bem andada! Estamos esperando as perícias também.


 


O.A.: Esses estupros aconteceram no centro de Paulo Afonso?


 


M. S.: No centro de Paulo Afonso! Em casas diferentes, né! Mas nas próprias casas das vítimas.


 


Ozildo Alves: Dra. Mirela Santana desde a instalação da delegacia agente vê que muitas ocorrências aconteceram. Tem trabalhado muito doutora?


 


Dra. Mirela Santana: É um prazer está aqui com vocês, é desde a inauguração da Delegacia da Mulher, muito trabalho… Realmente, muito trabalho! Demonstrando que realmente a cidade era carente de uma delegacia especializada de atendimento a mulher, que precisava dessa atenção, né! Que eu espero que esteja atendendo a toda expectativa, eu e toda minha equipe. Mas, semana de ocorrências normais e outras semanas acontecem crimes mais bárbaros, nós vivemos numa cidade como as outras que infelizmente tem pessoas com índole e coragem para esse tipo de crime. Semana passada teve uns crimes em Paulo Afonso difíceis pra nós.


 


O.A.: Por exemplo, o homicídio que aconteceu da senhora Lucinha, ali no Bairro Prainha. Esse crime está praticamente elucidado, Doutora?


 


Dra. Mirela Santana: Sim… Graças a Deus está! Praticamente não, está elucidado! Nós fomos comunicados na quarta-feira pela manhã, acho que dia 26 que tinham encontrado um corpo no Bairro Prainha, em estado de decomposição e foi feita a perícia no local e iniciamos a investigação na quarta-feira. Na sexta-feira, nós já conseguimos os três autores do homicídio e prendemos um dos autores. O que está preso é Roberval Ferreira de Lima, que era o cozinheiro do Quiosque Entre as Estrelas, de propriedade da vítima Dona Maria Lúcia Fabrício Braz, e os dois foragidos, um era garçom, e os 2 eram inquilinos dela, nessa própria casa que ela foi encontrada assassinada.


 


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