24 de julho de 2024

Paulo Afonso, visão de futuro – Infraestrutura, engenharia, previsão

Por

Redação, sitepa4

Por Francisco Nery Júnior

A partir de janeiro do próximo ano, teremos um novo prefeito e novos vereadores. Quais as plataformas dos pré-candidatos? Quais os seus anseios e as suas expectativas? Fundamental, qual a visão de futuro da cidade de cada um? Em tom de canto de cisne, vamos aos fatos.

Os nossos avós nos legaram que quem não ouve sossega ouve coitado. Melhor cuidar do futuro.

Para Paulo Afonso, importa a preocupação com a ocupação do solo e a preservação de áreas para futuros projetos. A expansão do Cetepi-1 só foi possível porque um grupo de professores visionários ofereceu resistência à entrega da vasta área da escola. Lutamos e a área foi preservada.

A título de mais uma ilustração, o meu padrinho Ovídio Aranha era dono de uma imensa fazenda de coco em Barra do Pojuca logo acima de Salvador. Colocou no coração doar uma boa gleba à nossa igreja. Inexplicavelmente a igreja resistiu. Isso lá na década de sessenta. Demos testa nós os jovens argumentando que a tendência, em cerca de 50 anos, era a área se valorizar com o desenvolvimento do país. Saltava aos olhos que Salvador cresceria em direção ao norte. Brigamos, enfrentamos caras feias, alguns inimigos e hoje a Primeira Igreja Batista do Brasil é dona de uma área que vale alguns milhões de reais.

Também salta aos olhos que Paulo Afonso subirá em direção à cidade de Glória. Já está subindo. Melhor acelerar um projeto de ocupação do solo. Na área urbana, a vasta área ocupada pelo Exército Brasileiro inexoravelmente se tornará, em futuro não muito distante, o nosso Central Park. O Exército é parte do povo, não deve se preocupar com especulação imobiliária e queremos todos crer estar aberto à negociação.

Outrossim, queremos nos permitir sonhar com uma PA-V. Se tratarmos o São Francisco como ele merece, certamente haverá água suficiente para alimentar uma nova usina em um Brasil que se orgulha de produzir energia limpa em cerca de 87% do modelo. Uma PA-V, com menor exigência de volume d’água, com 20 metros de vantagem em altura, poderá justificar a possibilidade da aposentadoria da Usina I, talvez da II. Não se trata de delírio. Se o Brasil não estivesse crescendo a taxas pífias, precisaríamos de uma Usina de Itaipu a cada ano.

Prever significa enxergar antes – e se prevenir. Os irmãos gaúchos estão em palpos de aranha. Não aumentaram os seus diques de proteção e não planejaram corretamente o funcionamento das bombas de exaustão das águas das enchentes. Quando requeridas, dezenove alagaram e não funcionaram e só quatro puderam ser acionadas. Não se preocuparam com a saída da água do Guaíba para a Lagoa dos Patos e dali para o mar.

Colocando a nossa barba de molho enquanto a dos gaúchos arde, já poderíamos ter providenciado um acesso seguro à cidade e para fora dela. Na hipótese de uma emergência, teremos problemas com a evacuação da população. O Plano Diretor da cidade prevê o acesso ao centro após a ponte metálica, logo após a ponte, dobrando à direita.

Permitindo-nos voltar um pouco ao item preservação de áreas para projetos futuros, verificaremos que a revolução viária de Salvador com o prefeito Antônio Carlos Magalhães só foi possível porque os vales da cidade foram milagrosamente preservados. A cidade, até então, tinha se atido às cumeadas. De ACM, passando pelo prefeito Clériston Andrade, a cidade ganhou dezenas de avenidas de vale que tornam possível a locomoção na velha capital.

Poderíamos estar formando mais pessoas na área de engenharia e planejamento. Os países da OCDE formam três engenheiros para cada grupo de cinco profissionais da área de administração. O Brasil forma um engenheiro para cada grupo de onze profissionais administrativos.

A atenção à área do turismo é fundamental. Temos o Raso da Catarina, o Bioma Caatinga, a Serra do Umbuzeiro e a saga de Lampião e Maria Bonita. O cânion verdadeiro, apertando o rio, está aqui. Temos um aeroporto adequado para o tipo de voo necessário à atividade turística. Já tivemos dezenas de ônibus por mês na cidade. E não temos mais turistas – que param na encantadora Piranhas.

Poderíamos nos engajar no projeto do Trem do Imperador do Governo de Alagoas. A nosso ver, salvo engano, a maneira mais provável de recuperarmos o fluxo turístico. Turismo é indústria sem chaminé.

Ainda na rubrica turismo, caberia ao governo municipal um programa de indução a atividades náuticas. Municipalidade e bancos de fomento poderiam se dedicar ao planejamento visando ao desenvolvimento de atividades náuticas considerando o vasto espelho d’água nos lagos artificiais criados na região onde, concomitantemente, poderia ser contemplada a criação de peixes em cativeiro. As condições da água e do clima excedem.

A partir do conhecimento da nossa área rural, podemos atestar a vocação do nosso campesino para as atividades agrícolas. Nosso solo é propício e, como a região oeste do estado, poderíamos abrir uma nova fronteira agrícola. A retomada do Projeto Jusante viria a calhar. O mundo precisa de alimentos e o escoamento da produção é garantido.

Fonte de renda garantida para o município é a produção de energia solar e energia eólica. Temos sol e temos vento. O poder público municipal poderia partir para um projeto piloto visando ao incentivo aos investidores privados.

Vamos pontuando e caminhando para o final dos nossos sonhos para Paulo Afonso. Acabamos de testemunhar a capacidade produtiva do pessoal da zona rural. Eles produzem e abastecem a zona urbana. Vêm de longe e nem sempre têm, no centro, a recepção e a acomodação que merecem. Já poderia ter chegado a hora de transferir as instalações do Batalhão da Polícia Militar para fora da ilha e transformar a área em uma espécie de assistência ao pessoal da zona rural. A proximidade da Feira Grande justifica a sugestão.

Quanto à Polícia Militar, ela merece instalações bem melhores que as atuais que ofereçam condições logísticas factíveis. Evidente que toda sugestão deve considerar o debate, principalmente quando se refere a uma instituição respeitada e prestadora de relevantes serviços à comunidade. A Polícia Militar é garantidora da nossa segurança. É a ela que recorremos na hora do aperto.

Repetimos e deixamos claro que a mudança das instalações do batalhão deve pressupor melhoria de condições para o exercício da manutenção da ordem pública e da segurança dos munícipes.
No caminho do deslocamento urbano, o anúncio da implantação de uma ciclovia na cidade. Trata-se de uma extensão de 2,5 quilômetros entre a Prainha e o Economart que esperamos seja o embrião de um sistema de ciclovias como acontece em países avançados. O piloto Charles Leclerc venceu a corrida de Fórmula-1 do Circuito de Mônaco, levantou a taça, tomou banho, pegou a sua bicicleta e foi para casa descansar.

Continuemos a plantar árvores que sequestram o excesso de carbono na atmosfera, pensemos na segurança dos citadinos e dos equipamentos municipais tal qual a capacidade da ponte metálica em relação às jamantas atuais e pressionemos os nossos dirigentes na busca de soluções para o desenvolvimento.

Lemos, recentemente, que a Prefeitura Municipal é credora de dívidas que chegam aos cem milhões de reais. Eles poderiam ser destinados para o acatamento e a implantação de algumas das sugestões que acabamos de apresentar. A decisão para a construção de Brasília, como exemplo, foi consequência de um questionamento de um cidadão comum ao candidato Juscelino Kubitschek (testemunho do próprio presidente).

 

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