7 de julho de 2022

Homem que matou dois policiais rodoviários no CE virou andarilho após ter moto roubada, diz PRF

Por

Redação (pa4.com.br) com g1

Dois policiais rodoviários federais são mortos na BR-116, em Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula/SVM

 

O suspeito de matar dois policiais rodoviários federais em Fortaleza trabalhava como pedreiro na cidade de Aratuba, no interior do Ceará, e virou andarilho após ter uma moto roubada, conforme informado pelo chefe da 3ª delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Darlan Antares, em entrevista na manhã desta quinta-feira (19).

Os dois agentes foram mortos a tiros em um trecho da rodovia BR-116 com a Avenida Oliveira Paiva, no Bairro Cidade dos Funcionários. Um vídeo mostra o suspeito andando entre os carros antes do crime. (veja acima) Outro vídeo feito por testemunhas e que pode ser visto abaixo mostra o momento do tiroteio. É possível ouvir sete disparos.

Após atirar nos policiais, o autor dos disparos foi morto por um policial que passava pela via.

“A irmã da vítima chegou lá e identificou, trouxe a documentação dele e informou que ele é da cidade de Aratuba. Aconteceu um episódio de um roubo de uma motocicleta com ele, após esse episódio ele decidiu por conta própria sair como andarilho pela cidade e desde o ano passado ele estava aqui por Fortaleza andando pelas ruas a esmo”, afirma Darlan Antares.

O suspeito de atirar e matar os agentes na manhã de quarta-feira (18) é Antônio Wagner Quirino da Silva, de 31 anos. A identificação do homem foi feita pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) por meio necropapiloscopia, técnica utilizada pelos peritos para realizar a identificação de pessoas mortas por meio das impressões digitais.

Horas após o ocorrido circularam nas redes sociais informações e fotos de que o autor do crime contra os agentes seria um ex-fuzileiro naval, o que foi desmentido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Antônio Wagner não tinha antecedentes criminais.

“Têm algumas notícias aí que são totalmente falsas. A informação verídica é que ele era um pedreiro lá de Aratuba, que depois de um episódio lá gerou esse desequilíbrio emocional e ele virou um morador de rua, um andarilho”, disse o inspetor Darlan.

Os policiais mortos foram identificados como Márcio Hélio Almeida de Sousa, 53 anos, e Raimundo Bonifácio do Nascimento Filho, 43 anos. Eles estavam na corporação há pelo menos 15 anos e faziam parte do Grupo de Motociclismo Regional (GMR) da PRF, unidade é especializada em motopatrulhamento e escoltas.

Raimundo Bonifácio do Nascimento Filho e Márcio Hélio Almeida de Sousa, policiais mortos em Fortaleza. — Foto: Arquivo pessoal

 

Os agentes são velados na manhã desta quinta-feira (19), na Superintendência da PRF. Bonifácio será enterrado no período da manhã, no Cemitério da Parangaba. Já o enterro de Márcio Souza será à tarde, no Cemitério Jardim Metropolitano.

Ainda segundo o chefe da 3ª delegacia da PRF, a polícia aguarda a liberação do laudo da perícia e do exame balístico para entender algumas lacunas sobre o crime.

“Têm algumas peças que ainda estão faltando, como o laudo da perícia, o exame de balística, que vão tentar fechar o que ainda está em aberto”, disse o inspetor.

Entre as dúvidas da PRF, está se Antônio Wagner tinha habilidade com armas ou se foi uma fatalidade ele ter conseguido matar os policiais.

“Essa é uma das interrogações que a gente tem. A gente não tem o cenário completo, mas para atirar uma arma até uma criança atira. A gente entende como uma fatalidade os tiros terem sido tão certeiros daquela forma. Poderiam ter sido tiros a esmo, poderiam ter pegado em outras pessoas que estavam passando ali, em ônibus, carros e infelizmente atingiram nossos colegas de uma forma fatal e não deu possibilidade de eles reagirem”, disse o inspetor da PRF Darlan Antares.

Outro questionamento é se as armas dos policiais rodoviários estavam destravadas e como o suspeito teve acesso a elas.

“A arma que a gente utiliza é Glock, ela tem uma trava natural no gatilho. O que impede de alguém acessar a arma é o coldre, então todos os nossos coldres têm uma trava. Essa interrogação é que fica: como que a trava do coldre foi destravada e o cidadão teve acesso à arma dessa forma? Isso é uma pergunta que a gente não tem como responder agora”, ressalta Darlan.

Outra dúvida da polícia é saber se os policiais estavam com as armas em punhos quando elas foram tomadas pelo suspeito.

“Isso também é uma lacuna que a gente não sabe se ele conseguiu destravar a arma do coldre e sacar ou se o policial já estava com a arma engajada achando que era um assalto no ônibus. Porque foram os passageiros do ônibus que começaram a chamar os policiais. Eles foram no primeiro momento achando que era um assalto a um ônibus. Quando viram que era um andarilho, ninguém sabe o que se concedeu a partir daí, se guardaram o armamento, se continuaram engajados, se houve a luta corporal, se foi a partir dali ou se foi mais a frente quando foram retirar ele da rodovia. Eles foram salvar a vida do andarilho, foram lá para evitar que ele fosse atropelado e aconteceu tudo aquilo inesperadamente”, relata o inspetor.

Os dois policiais que estavam patrulhando a via retiraram um homem em situação de rua que transitava entre os carros, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Após ser abordado, o homem tomou a arma de um dos policiais e os matou. De acordo com o policial rodoviário Márcio Moura, antes, os agentes atenderam o motorista de veículo em pane, no acostamento da rodovia.

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!