
A pandemia do novo coronavírus evidenciou uma problemática já conhecida por todos: a violência doméstica. Com a quarentena, as mulheres passaram a ficar mais tempo em casa e as agressões ganharam mais força. As vítimas são violentadas não por um estranho qualquer, mas sim, por alguém do seu vínculo afetivo. Foi pensando em discutir o tema e “Construir Políticas Públicas afirmativas para as mulheres” que o pré-candidato a prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos, realizou neste sábado, 22, um bate-papo com a ecofeminista, educadora e ativista socioambiental, Valda Aroucha. A live faz parte do “Agosto Lilás”, mês dedicado a sensibilização da sociedade sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.
Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) mostram que no Brasil, somente em abril deste ano, quando o isolamento já estava em prática, a quantidade de denúncias recebidas contra a mulher no canal 180 cresceram quase 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dados como este não podem inibir a mulher de conquistar o seu espaço. “Precisamos buscar recursos, captar por meio da cooperação como Anilton buscou com o Fundo das Nações Unidas (UNICEF). Acredito que a gente tem que ser mais severo com a questão do feminicídio. Paulo Afonso tem o serviço completo, Delegacia da Mulher (Deam), Centro de Referencia da Mulher, porém eu não acho que está atuante. Com essas lives que você está fazendo, a forma que você tem trabalhado, dialogando com a população vai te dar subsídio, elementos para você fazer políticas públicas com respaldo de uma demanda social”, destacou Valda.
Ainda durante o Conexão Anilton, o pré-candidato reafirmou o seu compromisso na luta pela valorização da mulher em suas gestões. “Uma conquista nossa foi que quase metade das secretarias foram ocupadas por mulheres, a exemplo da Saúde, Assistência Social, Procuradoria. Quando estivermos juntos na próxima gestão iremos gerar oportunidades iguais onde a mulher possa estar mais presente. É preciso que haja uma participação efetiva da mulher na vida política e pública. Vamos continuar com esse trabalho”, salientou Anilton.
Retrocesso
Valda Aroucha ainda analisa que: “Hoje percebemos um retrocesso significativo e assustador na cidade e a gente precisa voltar a acender essas políticas para as mulheres porque na sua gestão conseguimos muitas coisas, mas o tempo não foi suficiente para conseguir tudo que precisamos. No seu tempo foi uma época onde as políticas públicas para mulheres mais avançaram na história de Paulo Afonso. Eu sou testemunha disso com muita tranqüilidade e firmeza”.
Valorização da mulher do campo
Reconhecida pelos seus serviços prestados em defesa do empoderamento e autonomia das mulheres da cidade e campo, a responsável pela Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (AGENDHA), com sede em Paulo Afonso, Valda Aroucha, tem uma missão importante principalmente para as mulheres da zona rural que necessitam de uma maior atenção. “Nós estamos lutando para que a crise pandêmica não afete principalmente o campo porque se o campo não planta, a cidade não come. Isso é fato. O que acontece no campo importa as pessoas da cidade”.
Para Anilton, a mulher tem papel fundamental para o futuro de Paulo Afonso. “Temos que acabar com a pobreza de todas as formas porque isso afeta diretamente a mulher. Precisamos fortalecer a agricultura. Luto pelo direito da mulher com pé no chão, não é só dizer que a mulher tem direito, se você não dá condições. Eu acredito sinceramente que a mulher tem muito a acrescentar e a crescer. Nós tivemos uma visão diferenciada e temos que mostrar para a mulher o valor que ela tem. O papel da mulher não é só ficar em casa e ser mãe é mais que isso”, afirmou.
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