
E honra é o que não tem faltado à Chesf, Companhia Hidroelétrica do São Francisco, desde os primórdios da sua fundação. Desde 1948, a Chesf tem se firmado, antes de tudo, como uma companhia honrada; sem corrupção nem roubalheiras abertas em âmbito global. Com os seus pioneiros, os que se foram e os presentes, a Chesf continua sendo a joia da coroa do Nordeste brasileiro. Trouxe ânimo e esperança. Alavancou o progresso. Propiciou desenvolvimento. Tem história de sobra para esbanjar.
Em Paulo Afonso, a dinâmica do desenvolvimento impõe a transferência da área administrativa da companhia para as instalações do antigo Centro de Treinamento, CFPPA. O primeiro e vetusto centro administrativo, anuncia a direção da Chesf, será transferido para a nossa amada Escolinha. Ali, a Operação treinava os seus técnicos vindos de todo o Nordeste. Lá se garantia a formação da mão de obra especializada para a produção de energia elétrica. Na Escolinha, os melhores alunos do Colepa se aperfeiçoavam e adquiriam a expertise necessária ao nosso desenvolvimento. Todos são parte, hoje, do esforço de desenvolvimento de todo o Brasil. Alguns atuam no exterior.
Lá estive, como empregado da Chesf, membro da Equipe Pedagógica nos dois últimos anos da minha primeira temporada. Lá, agora, a direção da empresa planeja concentrar a Equipe de Gestão em prédio recentemente construído visando à eficiência e à otimização de recursos. O CFPPA de competentes e dedicados pioneiros continua a mostrar a razão para que veio. E lá, continua a nota do Serviço de Comunicação da empresa, continuarão abrigados setores do IFBA, escola de elite onde também colaborei por quatro anos na minha segunda temporada na Chesf. Não há como escapar da obrigação de declarar o orgulho de ter sido empregado da CHESF, membro da equipe do antigo Centro de Treinamento e assessor cedido ao IFBA de Paulo Afonso, bem como declarar que tudo na região se deve, primordialmente, à cepa e ao denodo do homem nordestino.
A Gestão será transferida para o CFPPA em nova etapa da Chesf em Paulo Afonso e as antigas instalações serão vendidas segundo o comunicado. O patrimônio da companhia de economia mista deve ser preservado sem sombra de dúvida, considerando que os investimentos iniciais foram de origem pública. Muito natural que o setor público e os acionistas busquem adicionar capital ao seu patrimônio.
Não obstante a lógica empresarial, uma questão de honra se impõe: a doação do prédio da atual Administração – APA, à cidade de Paulo Afonso para fins nobres. Grande e honrada, a Chesf certamente não se furtará a fazê-lo. Como um pingo d’água dos seus reservatórios, a doação não esvaziará, de forma alguma, o valor total em bilhões de reais que representa a companhia.
Nada mais natural – e oportuno – para a Chesf que a doação do prédio da Administração para o povo de Paulo Afonso. Simplesmente uma questão de honra e reconhecimento.
Francisco Nery Júnior





Bom dia!
Parabéns pelo texto.
Emoção transborda por tudo , e principalmente filho de chesfiano que como muitos ,se ainda tivesse
aqui as lágrimas rolariam(Hermes Benzota)…
Que tal o prédio abrigar a Academia de Letras de Paulo Afonso com suas atividades afins e uma grande biblioteca?
Porfessor Nery, muito oportuno e pertinente, as suas considerações a cerca do assunto : prédio APA – CHESF. Parabéns
Bom dia amigos que torce pela prefeitura , todo mundo sabe que a CHESF já fez tudo e muito mais , em prol dos Pauloafonsinos , , agora a CHESF , não tem obrigação nenhuma ,em doar prédio a prefeitura , só basta os milhões de impostos , que a mesma paga , a Prefeitura , para pagar salários exorbitantes , a todos as pessoas , que fazem parte da administração da mesma , sem sitar nomes , porque, todo mundo sabe ,quem é quem
Adendo/importante: não temos um museu. Piranhas, pequenininha, logo ali, montou um museu com algumas peças. Ousou iniciar um projeto de um trenzinho Piranhas/Paulo Afonso. Se as rádios, jornais e sites fizerem uma campanha, aparecerão dezenas, quiçá centenas, de peças de indubitável valor histórico na nossa cidade. Uma das tarefas de uma simples gincana que fizemos na nossa igreja há cerca de 25 anos arrebanhou dezenas de impressionantes peças históricas de Paulo Afonso. Temos uma secretaria de cultura e uma de turismo. Poderiam liderar algo parecido. Para a doação do prédio, com a palavra os nossos representantes políticos.
Eu não concordo com essa doação da empresa. E vou dizer o pq a Chesf só faz doação para prefeitura, ministério público , caixa econômica polícia federal.mas não dá uma casa ao funcionário dela.
Infelizmente a Chesf não faz mais doação de seus bens a órgãos públicos segundo Dr. Mário Jorge, gerente da regional Paulo Afonso.
A prefeitura de Paulo Afonso tem um dos maiores orçamento , do Brasil ,pode muito bem construir quantos prédio quiser , para abrigar seus órgãos , ,. é só saber gerir seu orçamento .A CHESF precisa vender seus prédios , para aumentar seu capital de giro
A CHESF sempre deixou e deixa a desejar muito no tratamento com seus empregados TERCEIRIZADOS, nunca se interessou em um plano de IGUALDADE com seus colaboradores TERCEIRIZADOS.
Os terceirizados nunca tiveram direito a um PLANO de SAÚDE, VALE ALIMENTAÇÃO É MUITO INFERIOR AOS PRÓPRIOS EMPREGADOS CHESF, NUNCA TEVE DIREITO A PLR e tantas outras vantagens que os próprios empregados CHESF tem.
Lembrando que não é INVEJA, mais acho que OS TERCEIRIZADOS TAMBÉM FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA, COLABORA TAMBÉM COM O MANTER E CRESCER DA CHESF, só falta que alguém de bom censo e grande coração veja e reconheça que os TERCEIRIZADOS TAMBÉM É MERECEDOR e DIGNO DE IGUALDADE POR PARTE DA GRANDISSIMA CHESF.
Bem a propósito, espero que a doação se realize. Mas o prédio deverá ser usado para funções mais práticas, como abrigar órgãos da PMPA que hoje funcionam em prédios alugados. Nada de subutilizações tipo academia de letras (!) , associações e outras bobagens, Pela localização estratégica, podem alguns órgãos ser relocados, mas cabe um detalhado estudo para sua ocupação racional.
Doava nada a prefeitura só afunda a cidade e o povo nen ta preocupado.
Se a Chesf não faz mais doações a órgãos públicos, ela poderia manter um museu, por exemplo, na sede da APA. Ou ela mantém o prédio como seu patrimônio ou poderia ceder como comodato por exemplo. Havendo boa vontade, tudo se resolve. Ainda, o fato de ela “não doar mais prédios a órgãos públicos” não é uma regra “inquebrável”. Não é “cláusula pétrea”.
A empresa já fez o seu papel na região e pelo jeito deixou mal acostumado o autor do texto e muitos cidadãos de Paulo Afonso. A CHESF foi pai e mãe , ainda paga mesada(royalties) e ainda reclamam, isso é coisa de filho mimado quando tiram a chupeta ou mamadeira.
Caro editor, dessa forma o Sr. poderá causar infarto nas pessoas q alugam suas casas para a prefeitura abrigar certos órgãos a preços generosos, excelente texto!
A Chesf vendendo a iniciativa privada a cidade ganha muito mais, no mínimo vai gerar emprego na reforma e depois o empreendimento deverá empregar, gerar capital para a cidade.
Parece que o povo acha que a doação é de todos os prédios. Pelo que entendi da leitura da matéria a sugestão é só do prédio da Administração, uns poucos metros quadrados. Entendi também a importância histórica do prédio pra ser preservado.
Sou contra a doação para os malandros fazerem a propaganda. Acho que a chesf poderia manter o prédio da frente como marco da história da companhia no futuro. Se ela vender e alguém derrubar ou modificar o prédio as gerações futuras não vão perdoar.