5 de julho de 2022

CRÔNICA – Precisamos dos nossos heróis – vivos! – Sobre destinos e tragédias (Francisco Nery Júnior)

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Redação (pa4.com.br)

No domingo, 5 de junho, um helicóptero da Chesf chocou-se com uma linha de transmissão e caiu em um açude na zona rural do município de Currais Novos – RN. O piloto e dois inspetores de linha morreram no local. Foto: Divulgação

 

Eles são os nossos heróis. Acordam cedo, malham e trabalham para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Trabalham para o bem, a saúde e o desenvolvimento do povão.

Temos as figuras nacionais que todos amamos. Eles se destacam, se projetam e certamente têm o nosso carinho. Por que não ter? Se em sentimento velado de inveja nos incomodamos, só assim às vezes fazemos pela singular e miserável condição humana. Quietos nós aqui e saltitantes eles por lá, vamos tocando a vida.

Mas, repetimos por mais de uma vez, os nossos heróis são os que trabalham e somam para o desenvolvimento de todos; para a paz e a felicidade geral.

Muitos se arriscam e perdem a vida. Entram para o cabedal das nossas lembranças e para o panteão da pátria. Não importando o clima, levantam voo e, mais que de repente, nos deixam para trás “a tanta vida que os seus peitos enchia”.

Nós os preferiríamos vivos! Aqui conosco a vida a embelezar. Se partiram, é porque eram dos melhores; ceifados a sorrir pela onda.

Se risco assumiram, assim fizeram pelos ditames das suas consciências. Devem ter partido felizes. Insistimos, porém, vale redizer, que os preferiríamos vivos, não importando possíveis caras feias dos beneficiados; dos não beneficiados em caso de recusa.

Um dos meus primeiros empregos foi em uma companhia marítima de exportação na Bahia. De paletó e gravata, servia de intérprete às autoridades da Alfândega e da Polícia Federal. Um dia, o navio já se apartando do cais do porto, a passarela a poucos palmos da borda de pedra, um importante envelope tinha ficado para trás e carecia ser pegado pelo oficial do navio na outra ponta. “Nery, entregue lá”, ordenou o gerente empertigado. Carecia mostrar serviço e liderança para os patrões estrangeiros. Nessa hipótese, eu teria ficado suspenso no ar, de terno, paletó, gravata e tudo, no meio da ponte de embarque, ela do mesmo jeito bailando no ar.

Não fui, não sei se não cheguei a completar um ano naquela companhia por cause disso, mas, todavia e contudo por isso estou aqui a conversar com os leitores.

Em outras palavras, caro leitor trabalhador, não cumpra uma ordem absurda, principalmente aquela que coloca em risco a sua vida. Uma das coisas que assimilei no meu serviço militar é que ordem absurda não é para ser cumprida. Melhor ficar para viver a vida.

 

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