23 de julho de 2024

A quinta edição da Revista da Academia de Letras de Paulo Afonso

Por

Redação, sitepa4

Semeando a cultura de porta em porta

Francisco Nery Júnior

Pela primeira vez, Antônio Galdino, presidente da ALPA, entrou em minha casa. De supetão, logo na entrada, o cróton que não sei o nome fruto de uma muda trazida da sua casa. Resplandece fulgurante como brilha a cultura expandida pela academia – que é de letras.

Galdino, de porta em porta, semeava cultura. Há que ser dessa maneira: trabalho de formiguinha cujos melhores resultados vêm sem pressa. Na porta, vários membros da ALPA receberam dois exemplares da revista. A nossa pretensão é ressaltar algumas impressões iniciais logo após uma leitura perfunctória.

Ainda um dia antes, escutava com atenção o professor Roberto Mangabeira Unger, brasileiro professor de Havard, esquerdista comedido, a espalhar otimismo para o Brasil. Ressaltou, eminentemente, o empreendedorismo induzido pelo Estado. Conclamou os dirigentes nacionais à semeadura do estudo, do trabalho e do otimismo.

Foi quando passou na minha porta um jovem empreendedor em cima de uma moto velha a vender coentro e batata doce. Comprei um pouco de cada, o mínimo que deveria fazer. O rapaz espalhava empreendedorismo, trabalho, imaginação e mesmo sobrevivência. Sem sair de casa, fiquei mais abastecido. No dia anterior, a semeadura foi de Antônio Galdino.

Folheei a revista chamativa, bem organizada; atraente. Logo de início, a referência à conquista de uma sede para a ALPA, consolidada e irreversível e a inevitável referência ao Memorial Abel Barbosa. Nunca demais frisar Abel como o nosso herói. Se um existe em Paulo Afonso, este é Chefe Abel.

Seguiu a referência aos imortais que, paradoxalmente, se foram a começar pela confreira Lúcia Cordeiro. No conceito de nação e comunidade, fundamental a reverência aos que passaram. No nosso caso, aos pioneiros.

Num dos capítulos, extensa matéria pelo decano Roberto Ricardo sobre os conquistadores e a epopeia do povo do Vale do São Francisco ainda pouco considerado, de onde ainda virão bençãos maiores para os nordestinos. Rob dedicou ampla descrição ao Memorial do Belvedere obra robusta feita para durar.

João de Souza Lima, imortal, nos deixou tomados de inveja santa ao publicar uma foto que o mostra bem presente na nascente do São Francisco e Aníbal Alves Nunes nos relembrou jovens cantores dos velhos tempos dentre os quais Edemir Rodrigues e Oscar Silva, autor do Hino de Paulo Afonso, mérito que ninguém lhe ousará tirar. Depois de Oração aos Moços que Ficam, de nossa autoria, Jânio Ferreira Soares a resgatar boas histórias de Ariano Suassuna, Jerry Adriani e Teté Zarôio, dos velhos tempos que não voltam mais.

É assim que somos. Somos assim, uma comunidade que procura se amar entre si a nos perdoar as inconveniências e os deslizes, a nos entender como míseros mortais desejosos de deixar uma marca responsável em um pedaço importante do nordeste do Brasil.

 

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