A Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Paulo Afonso, desta segunda-feira (23), caminhava no marasmo habitual da leitura dos requerimentos, quando finalmente chegou o Grande Expediente e, de início, Zezinho do INSS (PROS) abriu os rounds que golpeariam a Embasa durante toda Sessão.
Cumpre lembrar, que na última semana, a empresa promoveu um fórum para discutir a preservação do Rio São Francisco e da água como um todo. “Se fura um cano na rua e vaza a água do Rio São Francisco, se vai a Embasa e ela passa cinco dias para consertar o problema, quando devia ir no outro dia. Parece que acha bonito e bom ver um cidadão pagar R$ 200 reais numa conta de água”, disparou Zezinho.
“Quero lhe parabenizar, vereador José Gomes, por colocar a incoerência da Embasa em coordenar uma campanha da água, pelo fato que é a empresa mais desorganizada do Brasil, ela sabe bem cobrar da população os absurdos de 80% da taxa de esgoto, quando não fez nem 1%”, endossou Antonio Alexandre (PR).

Vereador Edson Oliveira apresenta PL que proíbe tarifa de esgoto em Paulo Afonso
E para arrematar, Edson Oliveira (PP) apresentou o Projeto de Lei nº 04/2015, a saber: torna proibido a cobrança da taxa de esgoto em Paulo Afonso e dar outras providencias. “Vamos aprovar e pedir a sanção do prefeito, se os senhores quiserem isentar à população está em vossas mãos”, disse para a surpresa dos colegas e o aplauso do público.
Enfim as tetas…
Antes de falar na mimosa, cumpre destacar o protagonismo da oposição, em franca minoria – cinco contra dez, os vereadores estão sabendo usar bem o bônus de quem perde: a crítica livre. Enquanto Edson Oliveira e Antonio Alexandre trazem as melhores discussões, proposições e fazem duras criticas ao prefeito, os vereadores de situação não têm se animado nem mesmo em defendê-lo.

Marconi Daniel faz discurso direcionado para Antônio Alexandre: ‘mamou demais’
Hoje, no entanto, Marconi Daniel (PV) tomou as dores do governo e disparou contra Alexandre. “Vocês estão aqui caros colegas (citou todos da bancada da situação) por acreditarem no prefeito justo, honesto e sincero, prefeito este que não se curva de forma alguma, e nem muito menos dar ousadia a pessoas que queiram passar por cima dele”, defendeu o líder do governo.
Acompanhe outros destaques nas notinhas abaixo:
Antonio Alexandre diz que poucos têm coragem de largar a teta. “Muito mais fácil é ficar no governo porque lá se está mamando nas tetas, e quando sai é muita coragem de quem deixa as tetas, então eu quero deixar bem claro que eu tive coragem de deixar um governo desgovernado, elogiar um governo porque paga em dia é um fim de mundo”, alfinetou.

Antônio Alexandre disse que é muito mais fácil ficar no governo porque lá se ‘mama nas tetas’
A réplica do líder veio exatamente do passado recente de Alexandre. “O vereador que aqui passou, ficou vinte seis anos, ou mamou demais e encheu de leite e saiu falando, ou então perdeu a boquinha, todas as ações e inauguração do prefeito, este vereador esteve lá aplaudindo” devolveu Marconi Daniel.
A metáfora bovina, infelizmente, releva como funciona a máquina pública no Brasil, tudo seria perfeito se o gestor conseguisse reverter à carga tributária dos donos das vacas, por assim dizer, que são os contribuintes, em benefícios sociais para todos. Sem teta para mamar o povo fica desprovido de quase tudo.

Petrônio Nogueira e Regivaldo Coriolano apenas observam os discursos dos colegas
Enquanto isso, até este momento, Regivaldo Coriolano (PCdoB) apenas escuta a falação dos colegas, Coriolano estava entre os mais críticos da falta do Plano Diretor e do trânsito de Paulo Afonso, neste particular, da instalação dos radares. “Estou com problemas na voz, mas vou voltar a falar em breve”, disse na saída da Sessão.

Vereadores Zezinho do INSS e Antônio Alexandre
Para fechar a Sessão, Zezinho, de novo, se disse abismado com os preços dos remédios em Paulo Afonso. “Eu comprei um remédio para uma senhora que estava passando mal no hospital, paguei R$ 400 reais por uma caixa com oito comprimidos” disse para o espanto de todos.
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Reação do povo aos discursos dos seus representantes na câmara





