5 de julho de 2022

Médicos decidem quem vai viver ou morrer na Bahia

“A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação (…) Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica (…)”. Quando um formando em medicina profere o discurso criado por Hipócrates, considerado o pai da profissão, não imagina o nível de enfrentamento que terá ao longo de sua carreira se decidir trabalhar nas emergências e urgências.


 


A superlotação das unidades de saúde obriga os médicos a esquecer o emocional e agir com a frieza dos números na hora de decidir quem vai ter o direito de continuar a viver.


 


A coordenadora da emergência de um grande hospital público de Salvador, de 41 anos, que pediu sigilo de identidade, conta que a escolha pela vida do alheio traz consequências difíceis. “A todo momento, temos que ser um pouco de Deus e escolher quem vai viver e quem vai morrer. Somos humanos e tomar essa decisão é muito complicado. A família do paciente não quer saber que apenas um poderá ser salvo”, contou, escondida, em entrevista ao CORREIO numa sala no hospital onde trabalha.


 


As noites de sono de um médico de 59 anos que há 25 trabalha nas emergências do Hospital Geral do Estado e Roberto Santos deixaram de ser tranquilas há anos. Semana passada, quando estava de plantão no Roberto Santos, o médico tinha apenas uma vaga na UTI e dois pacientes com problemas renais: um idoso de 80 anos e um rapaz de 34.


“Avaga foi para o mais jovem, pois tem mais expectativa de vida. O idoso acabou morrendo na espera. Quando eu perco um paciente, fico muito mal, mesmo sabendo que fiz o meu melhor”.


 


O profissional faz acompanhamento com psicólogo para tentar diminuir os traumas das perdas de pacientes. “Já perdimuito paciente na maca, na cadeira ou até dentro da ambulância. Isso me revolta muito. Parece que meus anos de estudo não valeram de nada. Quando estou de folga, sonho com pacientes gritando por ajuda. Tomo calmante para dormir”. O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires Meira, diz que a maior dificuldade é ter que esquecer o lado humano na hora de decisão.


 


Emergências lotadas e doutores nervosos


 
“Calem a boca. Eu não aguento mais. Se não tiver silêncio, eu vou ficar maluca, saio por aquela porta e não atendo mais ninguém”. Essas palavras foram ditas por uma pediatra no Hospital São Rafael.


 


A médica, de 32 anos, conta que vive angustiada. “Fico nervosa em ver tanta gente sofrendo e a emergência transbordando. Mal consigo dormir e voltei a beber e fumar”.


 


O presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, Antônio Carlos Lopes, alerta que 100% dos médicos que trabalham nesses setores desenvolvem problemas psicológicos. “O profissional tem que decidir pela vida de alguém e acaba levando as mazelas dessa decisão para sua vida particular”.


 


Profissionais são agredidos nos hospitais



Plantão de 24 horas com luvas rasgadas, equipamentos obsoletos e sala de descanso com sofá furado. De acordo com José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, essa é a situação que os médicos do Hospital Roberto Santos precisam encarar diariamente.


“Nessas circunstâncias, não tem médico que fique motivado.


 


Trabalhamos no nosso limite”, reclama. Outra médica do mesmo hospital, que prefere não se identificar, está indignada com a estrutura da unidade. “A sala de descanso dos médicos parece um muquifo. Não temos nem água para beber e o sofá da nossa sala de repouso está furado. É difícil trabalhar assim”.


“A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação (…) Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica (…)”. Quando um formando em medicina profere o discurso criado por Hipócrates, considerado o pai da profissão, não imagina o nível de enfrentamento que terá ao longo de sua carreira se decidir trabalhar nas emergências e urgências.


 


A superlotação das unidades de saúde obriga os médicos a esquecer o emocional e agir com a frieza dos números na hora de decidir quem vai ter o direito de continuar a viver.


 


A coordenadora da emergência de um grande hospital público de Salvador, de 41 anos, que pediu sigilo de identidade, conta que a escolha pela vida do alheio traz consequências difíceis. “A todo momento, temos que ser um pouco de Deus e escolher quem vai viver e quem vai morrer. Somos humanos e tomar essa decisão é muito complicado. A família do paciente não quer saber que apenas um poderá ser salvo”, contou, escondida, em entrevista ao CORREIO numa sala no hospital onde trabalha.


 


As noites de sono de um médico de 59 anos que há 25 trabalha nas emergências do Hospital Geral do Estado e Roberto Santos deixaram de ser tranquilas há anos. Semana passada, quando estava de plantão no Roberto Santos, o médico tinha apenas uma vaga na UTI e dois pacientes com problemas renais: um idoso de 80 anos e um rapaz de 34.


“Avaga foi para o mais jovem, pois tem mais expectativa de vida. O idoso acabou morrendo na espera. Quando eu perco um paciente, fico muito mal, mesmo sabendo que fiz o meu melhor”.


 


O profissional faz acompanhamento com psicólogo para tentar diminuir os traumas das perdas de pacientes. “Já perdimuito paciente na maca, na cadeira ou até dentro da ambulância. Isso me revolta muito. Parece que meus anos de estudo não valeram de nada. Quando estou de folga, sonho com pacientes gritando por ajuda. Tomo calmante para dormir”. O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires Meira, diz que a maior dificuldade é ter que esquecer o lado humano na hora de decisão.


 


Emergências lotadas e doutores nervosos


 
“Calem a boca. Eu não aguento mais. Se não tiver silêncio, eu vou ficar maluca, saio por aquela porta e não atendo mais ninguém”. Essas palavras foram ditas por uma pediatra no Hospital São Rafael.


 


A médica, de 32 anos, conta que vive angustiada. “Fico nervosa em ver tanta gente sofrendo e a emergência transbordando. Mal consigo dormir e voltei a beber e fumar”.


 


O presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, Antônio Carlos Lopes, alerta que 100% dos médicos que trabalham nesses setores desenvolvem problemas psicológicos. “O profissional tem que decidir pela vida de alguém e acaba levando as mazelas dessa decisão para sua vida particular”.


 


Profissionais são agredidos nos hospitais



Plantão de 24 horas com luvas rasgadas, equipamentos obsoletos e sala de descanso com sofá furado. De acordo com José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, essa é a situação que os médicos do Hospital Roberto Santos precisam encarar diariamente.


“Nessas circunstâncias, não tem médico que fique motivado.


 


Trabalhamos no nosso limite”, reclama. Outra médica do mesmo hospital, que prefere não se identificar, está indignada com a estrutura da unidade. “A sala de descanso dos médicos parece um muquifo. Não temos nem água para beber e o sofá da nossa sala de repouso está furado. É difícil trabalhar assim”.


“A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação (…) Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica (…)”. Quando um formando em medicina profere o discurso criado por Hipócrates, considerado o pai da profissão, não imagina o nível de enfrentamento que terá ao longo de sua carreira se decidir trabalhar nas emergências e urgências.


 


A superlotação das unidades de saúde obriga os médicos a esquecer o emocional e agir com a frieza dos números na hora de decidir quem vai ter o direito de continuar a viver.


 


A coordenadora da emergência de um grande hospital público de Salvador, de 41 anos, que pediu sigilo de identidade, conta que a escolha pela vida do alheio traz consequências difíceis. “A todo momento, temos que ser um pouco de Deus e escolher quem vai viver e quem vai morrer. Somos humanos e tomar essa decisão é muito complicado. A família do paciente não quer saber que apenas um poderá ser salvo”, contou, escondida, em entrevista ao CORREIO numa sala no hospital onde trabalha.


 


As noites de sono de um médico de 59 anos que há 25 trabalha nas emergências do Hospital Geral do Estado e Roberto Santos deixaram de ser tranquilas há anos. Semana passada, quando estava de plantão no Roberto Santos, o médico tinha apenas uma vaga na UTI e dois pacientes com problemas renais: um idoso de 80 anos e um rapaz de 34.


“Avaga foi para o mais jovem, pois tem mais expectativa de vida. O idoso acabou morrendo na espera. Quando eu perco um paciente, fico muito mal, mesmo sabendo que fiz o meu melhor”.


 


O profissional faz acompanhamento com psicólogo para tentar diminuir os traumas das perdas de pacientes. “Já perdimuito paciente na maca, na cadeira ou até dentro da ambulância. Isso me revolta muito. Parece que meus anos de estudo não valeram de nada. Quando estou de folga, sonho com pacientes gritando por ajuda. Tomo calmante para dormir”. O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires Meira, diz que a maior dificuldade é ter que esquecer o lado humano na hora de decisão.


 


Emergências lotadas e doutores nervosos


 
“Calem a boca. Eu não aguento mais. Se não tiver silêncio, eu vou ficar maluca, saio por aquela porta e não atendo mais ninguém”. Essas palavras foram ditas por uma pediatra no Hospital São Rafael.


 


A médica, de 32 anos, conta que vive angustiada. “Fico nervosa em ver tanta gente sofrendo e a emergência transbordando. Mal consigo dormir e voltei a beber e fumar”.


 


O presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, Antônio Carlos Lopes, alerta que 100% dos médicos que trabalham nesses setores desenvolvem problemas psicológicos. “O profissional tem que decidir pela vida de alguém e acaba levando as mazelas dessa decisão para sua vida particular”.


 


Profissionais são agredidos nos hospitais



Plantão de 24 horas com luvas rasgadas, equipamentos obsoletos e sala de descanso com sofá furado. De acordo com José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, essa é a situação que os médicos do Hospital Roberto Santos precisam encarar diariamente.


“Nessas circunstâncias, não tem médico que fique motivado.


 


Trabalhamos no nosso limite”, reclama. Outra médica do mesmo hospital, que prefere não se identificar, está indignada com a estrutura da unidade. “A sala de descanso dos médicos parece um muquifo. Não temos nem água para beber e o sofá da nossa sala de repouso está furado. É difícil trabalhar assim”.


“A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação (…) Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica (…)”. Quando um formando em medicina profere o discurso criado por Hipócrates, considerado o pai da profissão, não imagina o nível de enfrentamento que terá ao longo de sua carreira se decidir trabalhar nas emergências e urgências.


 


A superlotação das unidades de saúde obriga os médicos a esquecer o emocional e agir com a frieza dos números na hora de decidir quem vai ter o direito de continuar a viver.


 


A coordenadora da emergência de um grande hospital público de Salvador, de 41 anos, que pediu sigilo de identidade, conta que a escolha pela vida do alheio traz consequências difíceis. “A todo momento, temos que ser um pouco de Deus e escolher quem vai viver e quem vai morrer. Somos humanos e tomar essa decisão é muito complicado. A família do paciente não quer saber que apenas um poderá ser salvo”, contou, escondida, em entrevista ao CORREIO numa sala no hospital onde trabalha.


 


As noites de sono de um médico de 59 anos que há 25 trabalha nas emergências do Hospital Geral do Estado e Roberto Santos deixaram de ser tranquilas há anos. Semana passada, quando estava de plantão no Roberto Santos, o médico tinha apenas uma vaga na UTI e dois pacientes com problemas renais: um idoso de 80 anos e um rapaz de 34.


“Avaga foi para o mais jovem, pois tem mais expectativa de vida. O idoso acabou morrendo na espera. Quando eu perco um paciente, fico muito mal, mesmo sabendo que fiz o meu melhor”.


 


O profissional faz acompanhamento com psicólogo para tentar diminuir os traumas das perdas de pacientes. “Já perdimuito paciente na maca, na cadeira ou até dentro da ambulância. Isso me revolta muito. Parece que meus anos de estudo não valeram de nada. Quando estou de folga, sonho com pacientes gritando por ajuda. Tomo calmante para dormir”. O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, José Caires Meira, diz que a maior dificuldade é ter que esquecer o lado humano na hora de decisão.


 


Emergências lotadas e doutores nervosos


 
“Calem a boca. Eu não aguento mais. Se não tiver silêncio, eu vou ficar maluca, saio por aquela porta e não atendo mais ninguém”. Essas palavras foram ditas por uma pediatra no Hospital São Rafael.


 


A médica, de 32 anos, conta que vive angustiada. “Fico nervosa em ver tanta gente sofrendo e a emergência transbordando. Mal consigo dormir e voltei a beber e fumar”.


 


O presidente da Sociedade Brasileira de Urgência e Emergência, Antônio Carlos Lopes, alerta que 100% dos médicos que trabalham nesses setores desenvolvem problemas psicológicos. “O profissional tem que decidir pela vida de alguém e acaba levando as mazelas dessa decisão para sua vida particular”.


 


Profissionais são agredidos nos hospitais



Plantão de 24 horas com luvas rasgadas, equipamentos obsoletos e sala de descanso com sofá furado. De acordo com José Caires Meira, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, essa é a situação que os médicos do Hospital Roberto Santos precisam encarar diariamente.


“Nessas circunstâncias, não tem médico que fique motivado.


 


Trabalhamos no nosso limite”, reclama. Outra médica do mesmo hospital, que prefere não se identificar, está indignada com a estrutura da unidade. “A sala de descanso dos médicos parece um muquifo. Não temos nem água para beber e o sofá da nossa sala de repouso está furado. É difícil trabalhar assim”.


“A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação (…) Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica (…)”. Quando um formando em medicina profere o discurso criado por Hipócrates, considerado o pai da profissão, não imagina o nível de enfrentamento que terá ao longo de sua carreira se decidir trabalhar nas emergências e urgências.


 


A superlotação das unidades de saúde obriga os médicos a esquecer o emocional e agir com a frieza dos números na hora de decidir quem vai ter o direito de continuar a viver.


 


A coordenadora da emergência de um grande hospital público de Salvador, de 41 anos, que pediu sigilo de identidade, conta que a escolha pela vida do alheio traz consequências difíceis. “A todo momento, temos que ser um pouco de Deus e escolher quem vai viver e quem vai morrer. Somos humanos

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