6 de julho de 2022

Baiano comeu o pão que o diabo amassou na mão de Dilma Roussef

O comportamento agressivo da ministra Dilma Roussef (Casa Civil), que levou o secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luis Antonio Eira, a pedir demissão na semana passada já fez outra vítima, conhecida dos baianos.


 


O ex-deputado Sérgio Gaudenzi, que presidiu a Infraero, teria deixado o posto em dezembro do ano passado, entre outros motivos, por absoluta incapacidade de conviver com a ministra, favorita do presidente Lula para disputar sua sucessão no próximo ano.


 


O caso de Gaudenzi, que também tinha posições divergentes com o ministro Nelson Jobim (Defesa) com relação à privatização dos aeroportos, veio à tona depois que esta semana a Folha noticiou o incidente com a ministra que levou Eira a pedir demissão.


 


No dia seguinte, Dilma negou o fato, que foi, entretanto, presenciado por empresários e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Antes da saída de Gaudenzi, em Brasília o comentário era que Jobim não conseguiria segurá-lo ante as pressões da “mau humorada” Dilma.


 


A capital federal já tinha se acostumado a relatos sobre gritos da ministra com auxiliares. Ainda no cargo, Gaudenzi relatou a várias pessoas incidentes com Dilma. A uma delas, que pediu ao Política Livre para não ser identificada, contou que conhecera poucas pessoas na vida tão “grosseiras e arrogantes” como a ministra.


 


O confronto entre Dilma e Eira se deu numa reunião, quando ele ponderou que, diante do novo cronograma acertado para a conclusão da ferrovia transnordestina, seria necessário ajustar também os desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, hoje todo comprometido com a obra.


 


“Se o Ministério da Integração acha que vai dispor desses recursos, nem por cima do meu cadáver”, gritou Dilma. Eira tentou se explicar, os gritos da ministra aumentaram e os termos pioraram. Segundo a Folha, a atitude dela foi descrita pelos presentes como “grosseira” e “desrespeitosa”.


 


Ainda de acordo com o jornal, o secretário do Ministério teria dito a um colega da Casa Civil que ou respondia à ministra na hora ou deixava o cargo. Preferiu a segunda opção. Consultor legislativo, Eira retornará à Câmara dos Deputados.

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