4 de julho de 2022

Gecildo Queiroz – A alegria dos pré-vestibulandos

Ser filho de analfabetos para Gecildo Queiroz, 36 anos, nunca lhe foi empecilho. Por mais que não fosse estimulado a ler, por uma razão que ele desconhece, felizmente recebeu a benção de se interessar pela leitura e posteriormente pela escrita – caso raro.


 


Foi por meio dos livros que ele veio a entender que não existia outra maneira de modificar o mundo, que não fosse através da própria educação. Ele confessa que nunca foi bom aluno e concorda com Ziraldo, que diz que ler é muito mais importante do que estudar. “Hoje eu tenho a perfeita convicção disso, porque ao ler você se interessa pelo conhecimento e naturalmente estuda”, disse Gecildo.


 


Ele nunca pensou em se tornar professor. Sempre se via do lado de lá e não à frente dos alunos. Mas foi por seu interesse pela leitura, começando pelos gibis, que ele acabou se ligando ao meio da educação.


 


Gecildo passou exatamente cinco anos após o ensino médio se recusando a fazer o vestibular. Foi quando ele se deu conta de que podia fazer sem nenhuma obrigação, a não ser tentar. “Aí eu fui fazer e por uma sorte gigantesca eu passei”, disse ele.


 


Com o passar do tempo do curso de Pedagogia, Gecildo percebeu que algumas coisas feitas na sala de aula ele poderia fazer, só que de maneira diferente. Percebeu também que havia uma relação de muito distanciamento entre os professores e os alunos.


 


Foi em 2006, quando aprovado na seleção para monitor do cursinho pré-vestibular Universidade Para Todos (UPT), para as aulas de redação, que as coisas começaram a mudar. Ele dava suas aulas e continuava a fazer a faculdade, mas daí, alguém lá fora notou seu desempenho. Surgiu então uma oportunidade de também dar aulas de redação, agora num cursinho particular, o Êxito, onde está até hoje.


 


Gecildo é realmente brilhante em suas aulas e é visível o quanto os alunos prestigiam com gosto suas aulas que são sempre muito animadas, cheias de poesia, que ele carrega pra cima e pra baixo em sua vida, claro, sem poder faltar também um tiquinho de música.


 


De tão querido que é pelos alunos, na faculdade, em seu meio social, algumas pessoas lhe sugerem o tempo todo para que ele entre na política e lute pelas causas juvenis, mas isso não lhe passa pela cabeça. Para ele, mesmo sendo conhecido ele acha que não ajudaria muito, “talvez eu seria mais um incômodo pra quem tivesse do meu lado do que alguém que colabora”, disse.


 


Além de professor, Gecildo também recebe elogios em sua escrita, que acabou tomando mais força no início da faculdade.


 


“No primeiro momento eu achava que as pessoas não gostavam de escrever e me mandavam escrever por que eu gostava. Depois de um tempo algumas pessoas  começaram a pedir o que eu escrevia para mostrar aos outros e isso me deixava curioso, mas não tinha a dimensão de que isso poderia se transformar numa coisa mais forte”. Isso passou a acontecer no início do curso de Pedagogia. Aí comecei a escrever com mais freqüência, brincar…


 


Gecildo começou a sentir algo diferente, que lhe levava à escrita. E ele foi escrevendo… Primeiro por diversão, depois por curiosidade de entender até que ponto as suas idéias iriam; por fim já escrevia por um imenso prazer que não para de encantar a muitos.

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