10 de agosto de 2022

Ponte metálica de Paulo Afonso completa 54 anos e sua estrutura pede ‘socorro’!

Por Ivan Alves Nóbrega[email protected]

Como ex-funcionário e atualmente aposentado pela Cia. Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf e filho do Sr. Alcides Alves Nóbrega, já falecido, o mesmo exerceu durante longos anos o cargo de mestre-de-obra, como também de confiança pela Construtora Civil Tásto Vianna e da Sobmeke (montadora), todas da cidade de Resende, Estado do R.J. Entretanto, gostaria de esclarecer que meu pai trabalhou desde a 1ª etapa relacionada à construção das bases das margens da Bahia e de Alagoas, posteriormente, iniciou-se a 2ª etapa referente à montagem das estruturas metálicas, juntamente com apoio de técnicos montadores, recém chegados da Rússia, como os Srs. Jorge (falecido por afogamento), Nicola, Ivan e Tarasso, entre as décadas de 50 à 60.

Venho por meio deste E-Mail, comunicar-lhes que atualmente as situações em que se encontram as estruturas metálicas expostas às intempéries desta Ponte, são de alto grau de riscos. No entanto, sugeria uma inspeção absolutamente rigorosa, conseqüentemente a execução de trabalhos preventivos ou se necessário corretivos, se possível, em todas as peças que compõem esta tão fantastística Ponte sobre o rio São Francisco, na BR-110, localizada na região de Paulo Afonso, BA. A mesma hoje se encontra em completo abandono, como por exemplo; a seguir indicaremos algumas deficiências constatadas por visitantes e moradores:

 1- Inexistência de sinalização com sistemas fosforescentes horizontais e verticais no trecho compreendido entre as cabeceiras da Ponte.
2- Constatou-se “in loco” algumas placas pré-moldadas danificadas, sobre o passeio de pedestres, nos lados direito e esquerdo do vão compreendido entre as cabeceiras (placas essas desgastadas superficialmente por vândalos)
3- Inexistência de iluminação noturna em todas as luminárias existentes, ao longo da Ponte (toda a cabeação foi roubada por vândalos. Sugestão, implantação de nova cabeação área, dessa maneira dificultaria outros atos desta natureza).
4- A falta de lubrificação nos roletes de articulações, entre os arcos metálicos e as bases de sustentação da Ponte.
5- Reposição de alguns arrebites em vários locais, nas estruturas metálicas, alguns com as cabeças bastante oxidadas pelas intempéries.
6- Recuperação de trechos danificados por vândalos, nas escadas marinheiro, que servem de acesso a vários locais da Ponte.
7- Jateamento nos pontos com alto grau de corrosão e finalmente a execução da pintura geral, com cores patronizadas pelo Departamento Nacional de Trânsito Federal.
8- Inexistência de pintura sintética com película refletiva zebrada ao longo dos guardas-roda direito e esquerdo da Ponte.
9- Inspecionar “In Loco” por meio mapeamento e relatório fotográfico o contacto aderente das faces inferior e lateral entre o maciço rochoso das bases de concreto de apoios da coluna e semi-arco metálico de sustentação da Ponte, nas margens situadas na Bahia e Alagoa, pois esses locais estão expostos a diversos agentes, como; as intempéries, oscilações provocadas por excesso de cargas adicionais de veículos e da parte sísmica (deslocamento/propagação de impactos de ondas) oriundas de quedas de rocha e deflagramentos de fogos e tiros nas proximidades das estruturas metálicas e de concretos, sem considerar o alto grau de fraturamento natural já existente nas encostas do caynon.

Gostaria neste tão importante dia para nós cidadãos (ãs) e transeuntes que utilizam, no dia a dia, esta tão magnífica Ponte Metálica, unindo vários Estados da Federação Brasileira. No entanto, aproveito para homenagear meu pai na foto anexa, eu na adolescência encostado no corrimão e vários operários em fila recebendo seus salários, no período da construção das Bases nas margens da Bahia e Alagoas, inclusive cito alguns nomes com aos Srs. Gonzaga da Temec, José Apolônio, Barbadinho, Raimundo Ramos, meu tio Atacilio falecido no primeiro acidente ocorrido durante a montagem vertical, que apoiada sobre a base baiana e outros como Srs. Euclides Ribeiro e Nicolson Chaves, todos Chesfiano que muito contribuiu, emprestando diversos materiais essenciais da Chesf para construção desta monumental Ponte, que aniversariou no dia 21 de abril de 1960, – 54 anos há mais, de existência, na mesma data da inauguração da Capital do Brasil – Brasília, pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Juscelino Kubitschek.

Coloco-me ao dispor de VV. SS., sobre quaisquer outras informações que sejam necessárias aos fatos anteriormente mencionados, inclusive com os meus protestos de consideração e apreço.
 

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COMENTÁRIOS

Comentários 1

  1. Cristina says:

    Parabéns pelo apelo.
    Precisamos zelar pelo que é nosso.
    Crítica construtiva.

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