14 de agosto de 2022

Maciel Teixeira (Millenium) – O Mais Novo Psicanalista de Paulo Afonso!

Pode – se definir psicanálise como a cura pela linguagem, portanto, a palavra é o meio mais importante nesse tipo de tratamento. A psicoterapia criada por Sigmund Freud no início do século XX, descrevendo um tipo diferente de experiência – não apenas uma explicação científica – contribuiu de forma decisiva para que o homem enxergasse a si mesmo.

Em conversa com o psicanalista Dr. Maciel Teixeira Lima, em seu consultório, no centro de Paulo Afonso, fomos atualizados sobre como a psicanálise ajuda a tratar dos problemas enfrentados pelas pessoas no dia a dia, sem perder, apesar das mudanças, a referência nos estudos de Freud. “Freud é o pai, criou o método, e os seus seguidores estão no mesmo caminho, obviamente que com outras fontes, mas a base será ele, sempre”, explicou Dr. Maciel, que também tocou em pontos importantes, contemporâneos, como a depressão e a homossexualidade. Acompanhe a entrevista na íntegra abaixo. Entrevista feita por Ivone Lima – (Jornalista e Repórter do Programa Radar 89)

Freud ainda é, apesar de tudo que se revolucionou em psicanálise, a referência fundamental?

Dr. Maciel T. Lima – Freud buscou justamente desvendar os mistérios do inconsciente, traumas que ficam guardados para que a gente não sofra, mas que foi necessário voltar ao inconsciente para que pudéssemos despertar. Esse despertar é em que se baseia sua teoria, a psicanálise: tirar do inconsciente aquilo que causa dor, angustia, que está reprimido, recalcado, que a pessoa age na fase adulta com determinado comportamento, adquirido na infância sem se dar conta disso. A teoria Freudiana vai buscar no inconsciente do individuo justamente esses traumas, através da associação livre de ideias. A psicanálise é, portanto, uma escuta, ouve-se o paciente, e através dessa observação, se entenderá o que o paciente traz escondido, a “sujeirinha” vem à tona e de forma natural a pessoa vai se libertando, sem medicamentos, apenas com a vontade de querer ficar bom. Essa conversa aberta com o analista, jogando para o profissional tudo aquilo que lhe causa dor, e a troca que se faz é o que vai favorecer o tratamento, que fará o paciente despertar para outra realidade, o que pode acontecer com qualquer pessoa que queira melhorar sua qualidade de vida.

Durante muito tempo se relacionou análise a classe social, ia ao analista quem poderia pagar por esse luxo, a realidade hoje é outra?

Dr. Maciel T. Lima – Vivemos, nesse particular, um avanço, o mundo moderno oferece vantagens e desvantagens. Na internet se vai interagir com os outros a distancia, porém, se vai substituir o abraço, o olhar, o tocar. As pessoas perderam muito a capacidade de ouvir o outro, o mundo moderno é bagunçado, cada um em busca do seu objetivo e o outro fica de lado. Então o analista se doa para o paciente ouvindo, muitas vezes as pessoas estão no meio de amigos, familiares e se sentindo sozinhos, e isso não tem relação com classe, cor, tem a ver com o ser humano, a questão humana é insubstituível, há um engano quem acha que o material é tudo.

Houve muitos suicídios em Paulo Afonso em 2013, mas não apenas na cidade, aumentou no mundo esse número, então a que se pode atribuir o número tão alto de pessoas com depressão no mundo?

Dr. Maciel T. Lima – A depressão tem vários fatores: familiares, financeiros, ansiedade, estresse, traumas guardados no inconsciente, enfim, a depressão é efeito, onde está a causa? Por que na fase adulta ou adolescência essa doença vem à tona?, o psiquiatra vai tratar o efeito através do medicamento, e a psicanálise atua na causa. O que levou esse paciente a depressão, desde o nascimento o que levou essa pessoa a ficar deprimido? Não se pode procurar a ajuda para o efeito sem se tratar a causa, o psiquiatra é importante porque através do medicamento ele controla a sinapse – transmissão de neurônios o que ajuda na recuperação, e o analista ajudará a trazer de dentro de si aquilo que o incomodou a vida toda e que será a causa da sua doença. Muito importante também é a participação da família. Às vezes ouvimos familiares se referindo à depressão como se fosse preguiça, quando na verdade é uma doença grave, o depressivo perde a noção de mundo, de vontade, querer, quando a família se coloca assim, também está na condição de doente, é preciso está muito bem para cuidar de alguém com depressão.

A questão sexual – muito estudada por Freud e atribuída ao comportamento agressivo de determinadas pessoas é hoje um assunto superado? Ou ainda existe muita repressão sexual na sociedade?

Dr. Maciel T. Lima – Em primeiro lugar, precisamos diferenciar liberdade de libertinagem, todos nós somos responsáveis pelos atos e o tamanho da nossa liberdade é diretamente proporcional a nossa responsabilidade, e a sociedade nos impõe essa medida. A sexualidade do outro não deve ser um problema para mim, a sociedade hoje avançou um pouco nessas questões, mas ainda há muito preconceito na sociedade. A opção sexual é o que menos importa e sim como essa pessoa se coloca dentro do contexto social, quem se sente incomodado com o jeito de ser do outro é quem precisa procurar respostas para o seu incomodo, e não a vítima do preconceito.

Na sua fala a família permeia todo tratamento psíquico, como funciona essa participação dos parentes na rotina do consultório?

Dr. Maciel T. Lima – A família é tudo na vida de um ser humano, desde seus primeiros passos nós já temos um personagem referente, a mãe, então essa ligação nunca é superada, os indivíduos nascem abertos para receber dos cuidadores as informações, os cuidados e carinhos, e assim vai se formando a personalidade da criança, sem isso se cresce sem base, assim como um prédio sem alicerce. Ainda que se tenha hoje o conceito que a família está desestruturada, deve se trabalhar exatamente o contrário. Há um pensador que diz o seguinte: eduquem suas crianças para que não precise punir seus adultos. A psicanálise trata esse adulto fazendo com que ele regresse a fase de infância para que através das suas memórias ele possa entender os sintomas que o perturbam, portanto, a família é sempre o maior vínculo, no caso das crianças os pais comparecem as sessões, geralmente, já os adultos se for possível é importante conhecer ao máximo a família que o gerou.

O primeiro passo para cuidar dos vícios dever ser a psicanálise?Pode – se definir psicanálise como a cura pela linguagem, portanto, a palavra é o meio mais importante nesse tipo de tratamento. A psicoterapia criada por Sigmund Freud no início do século XX, descrevendo um tipo diferente de experiência – não apenas uma explicação científica – contribuiu de forma decisiva para que o homem enxergasse a si mesmo.

Em conversa com o psicanalista Dr. Maciel Teixeira Lima, em seu consultório, no centro de Paulo Afonso, fomos atualizados sobre como a psicanálise ajuda a tratar dos problemas enfrentados pelas pessoas no dia a dia, sem perder, apesar das mudanças, a referência nos estudos de Freud. “Freud é o pai, criou o método, e os seus seguidores estão no mesmo caminho, obviamente que com outras fontes, mas a base será ele, sempre”, explicou Dr. Maciel, que também tocou em pontos importantes, contemporâneos, como a depressão e a homossexualidade. Acompanhe a entrevista na íntegra abaixo. Entrevista feita por Ivone Lima – (Jornalista e Repórter do Programa Radar 89)

Freud ainda é, apesar de tudo que se revolucionou em psicanálise, a referência fundamental?

Dr. Maciel T. Lima – Freud buscou justamente desvendar os mistérios do inconsciente, traumas que ficam guardados para que a gente não sofra, mas que foi necessário voltar ao incons

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