3 de julho de 2022

Os Pacifistas leva público recorde ao Memorial Chesf numa única noite!

Cartazes, outdoors, convites e a sempre eficiente divulgação boca a boca, fizeram um efeito que superou a expectativa do diretor Ricardo Carvalho e do próprio Luiz Bassuma que deixou o terno e a gravata obrigatórios da Câmara dos Deputados para assumir os personagens de Chico Mendes, Luther King, Ghandi e Sócrates, no espetáculo Os Pacifistas, apresentado na noite do sábado, 30 de maio, no Memorial Chesf.


Numa mesma noite, o espetáculo foi apresentado em três sessões e reuniu, num único dia, o maior público que já recebeu o teatro do Memorial Chesf que comporta apenas 156 pessoas sentadas. Ao todo, nas três sessões da noite, cerca de seiscentas pessoas viram, se comoveram e aplaudiram Os Pacifistas e o ator Luiz Bassuma pelas excelentes representações dos personagens.


Na primeira sessão, começada às 19 horas, um público formado por universitários e por indígenas, trazidos pelo Professor Juracy, da UNEB e por Carlos, diretor da Funai em Paulo Afonso, dentre outros que viram a peça na primeira apresentação. Sessão lotada.


Na segunda sessão mais de 250 pessoas se acomodaram do jeito que deu, em pé ou sentados no chão dos corredores. Até foram perguntados por Gilberto Santana, um dos coordenadores desse evento, “se não preferiam esperar mais uma hora, tempo do espetáculo, e voltar para uma terceira sessão, melhor acomodados”. Ninguém arredou pé e todos acompanharam cada imagem, cada palavra, cada gesto, quase sem respirar. Ao final do espetáculo, uma explosão de aplausos que duraram mais de cinco minutos, a platéia toda de pé. Bravo!


Outra multidão levou a apresentação de uma terceira sessão, não prevista do espetáculo. Numa só noite.


Os demorados aplausos foram realmente muito justos. O que se viu ali foi um grito de cada um dos personagens muito bem caracterizados e interpretados por Bassuma, na defesa da vida, da boa convivência entre os seres humanos, exemplos fortes e oportunos de atitudes em defesa da comunhão entre os povos de todas as raças, credos e posição social, como aliás, determina a Constituição Federal do Brasil, a Carta cidadã de 1988.


Passagens das vidas de Chico Mendes, brasileiro assassinado em 1988 por defender a Amazônia e lutar contra a exploração dos seringueiros e dizia: “Muitos me reverenciam como um ambientalista que defende a Amazônia. Luto pelos direitos dos seringueiros na floresta. Não suporto ver tanta gente sendo explorada por tão poucos”.


Do Pastor Martin Luther King Jr, norte-americano assassinado em 1968 por defender a igualdade racial, o discurso no qual se destaca “Eu tenho um sonho. Que um dia os meninos e meninas brancas irão poder dar as mãos fraternalmente às meninas e meninos negros. Neste dia, ninguém mais será julgado pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo do seu caráter”.


De Ghandi, indiano assassinado em 1948, depois de cumprir sua missão libertando a Índia do Império Britânico, baseado no Satiagraha, que significa Verdade e no A-Hinsa, que significa Não Violência, histórias de sua vida e uma mensagem que invadiu o mundo e se transformou numa bandeira dos pacifistas: “Não existe um caminho para a PAZ. A PAZ é o caminho”.


A história destes homens e suas marcas deixadas na sua caminhada, foram apresentadas por Luiz Bassuma, no palco, de forma didática, apoiada por imagens e por uma linha de tempo ágil que prendia a todos na cadeiras ou onde conseguiram se acomodar.


O espetáculo trouxe ainda a figura de Sócrates num trecho do seu julgamento quando ele se dirige aos atenienses avaliando o gesto dos que o condenaram à morte e dos que votaram contra, tentando defendê-lo e diz “O que importa é viver sem cometer injustiças. Mesmo em retribuição a injustiça recebida”. Madre Tereza de Calcutá e especialmente Jesus Cristo mereceram destaques nas imagens e no texto que encerrou a peça.


Num momento em que a violência é o principal problema das grandes cidades em todo o mundo – e esse mal vem se alastrando também para pequenas cidades, antes pacíficas e acolhedoras – a peça, além de ser um tributo aos pacifistas, discute o papel do ser humano diante de tantas formas de violência visíveis ou não, como o racismo, a poluição, a miséria, as drogas, a corrupção e os assassinatos.


É um espetáculo teatral idealizado e montando em 2008, com recursos de multimídia que se estrutura em torno da mensagem forte de PAZ, VERDADE, CORAGEM e ESPERANÇA de quatro personagens marcantes da História Universal. Bassuma é o autor do texto e interpreta os quatro personagens.


Depoimentos da Senadora Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, apresentada como Líder Evangélica, Dom Geraldo Majjela Agnelo, Cardeal Arcebispo de Salvador, primaz do Brasil e de Divaldo Franco, líder espírita, além de representante do candomblé, contextualizam a mensagem da peça.


Ao fim do espetáculo, Rose Bassuma, esposa de Luiz Bassuma revela o sonho do marido de interpretar o julgamento de Sócrates, o que de certa forma realiza ao apresentá-lo com um dos personagens de Os Pacifistas.


O diretor do espetáculo, Ricardo Carvalho, é professor de História e disse que “participar de um projeto como Os Pacifistas é uma oportunidade única. O teatro por si só representa uma das mais interessantes manifestações da cultura humana; associar o teatro ao ideal da Paz e da Defesa da Vida faz da ação artística uma experiência de riqueza difícil de mensurar. Além disso há a responsabilidade de retratar a vida e a mensagem de personalidades tão significativas para os mais altos ideais da humanidade. São emoções que se confundem: alegria e um profundo senso de compromisso com o ideal.”


E conclui o diretor: “A mensagem destes homens e mulheres que nominamos de Pacifistas, é eterna e inexorável. Todo o público se emociona. Sentimos isso durante a apresentação e, principalmente no final do espetáculo”.


De forma especial para mim, Prof. Galdino, um dos protagonistas para a criação do Memorial Chesf e insistente lutador, junto com Pedro Nascimento e Reginaldo Fortes, Soares, Juarez Felix, seu Edivaldo, todos aposentados da Chesf, Ivanildo (já falecido) com o apoio incondicional e decisivo da Dra. Diana Suassuna, Administradora da Chesf em Paulo Afonso na época,1997, para que ele fosse, além de museu da Chesf, auditório e Biblioteca, também teatro e cinema, foi uma alegria vê-lo sendo o teatro de que precisamos em Paulo Afonso, templo da cultura, como o vimos neste sábado, 20 de maio de 2009.


Para mais informações, ficha técnica e agendamento do espetáculo, acesse www.ospacifistas.com.br

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