10 de agosto de 2022

Professor Galdino: ‘Estão acabando com a história de Paulo Afonso!’ (antes e depois)

Por Antônio Galdino

O que vem acontecendo com Paulo Afonso, principalmente nos últimos 20 anos, é assustador e preocupante, tantas são as perdas do nosso patrimônio histórico.

Primeiro foi a Cachoeira de Paulo Afonso, que trouxe o Imperador D. Pedro II para conhecê-la, em 1859, gerou poema e livro de Castro Alves, encantou poetas, prosadores e milhões de visitantes. Perdeu o encanto maior em nome do progresso, embora seja a única cachoeira programável do mundo.
A queda da Usina Piloto também morreu e com ela acabaram o Canal das Lavadeiras.

O Bondinho está parado há cinco anos. Os lagos da Chesf e da cidade morreram. O Modelo Reduzido, criado há dezenas de anos e que foi atração turística, bem anterior ao Mini Mundo de Gramado, que atrai milhares de visitantes, está abandonado e se acabando aos poucos. Os galpões pioneiros em frente ao Memorial Chesf, leiloados pela Chesf, são um triste cenário da especulação imobiliária. O Memorial Chesf eram outros galpões do mesmo tipo, que ganharam vida nova pela sensibilidade da Administradora da Chesf, Diana Suassuna e de alguns assessores, entre os quais me incluo.

A Prefeitura poderia recuperar estas áreas, abandonadas há mais de 10 anos e dar a esse espaço outro, a bem da cultura local.

Agora, vejam o que fizeram com o Restaurante da Chesf.

A ignorância, o desprezo, o descaso, a incompetência, a omissão são palavras que se aplicam bem a este caso. Há quem assegure que isso é crime ambiental dos mais sérios. E olhe que Paulo Afonso, além da Administração Regional da Chesf, que representa a diretoria da empresa, tem um Conselho do Meio Ambiente, a Prefeitura tem um Departamento do Meio Ambiente que funciona(?) dentro da Secretaria de Infraestrutura, a Chesf possui, em Recife, também um Departamento de Meio Ambiente e há, no Ministério Publico instalado em Paulo Afonso, uma promotora do Meio Ambiente.

Porque, então, somos obrigados a ver cenas como estas?

Vamos unir forças contra esses desmandos! Ou seremos obrigados a viver, assim como nossos filhos, netos e descendentes, numa cidade que perde, a cada dia, as referências de suas origens.
 

Destruição do Restaurante da Chesf, de tantas histórias e memórias dos primeiros tempos da Chesf e de Paulo Afonso (foto Antônio Galdino)

Guardei um azulejo com lembrança desse espaço histórico destruído pela insensibilidade de alguns. Como isso dói… Como doeu fazer estas fotos, quando o sonho de outros era bem diferente. O que hoje é destruição poderia ser um Museu Regional, um Centro Cultural… menos isso… (foto Valda Aroucha)

Olhem o que destruíram, bem ao lado da Justiça Federal, do Ministério Público Federal, da Praça das Mangueiras, de uma loja de artenato,do escritório da Administração da Chesf… (foto Antônio Galdino)

Restaurante da Chesf derrubado.(fotos Antônio Galdino)

Valda e Maurício, da Agendha, também estupefactos com esse crime ambiental. (foto Antônio Galdino)

Restaurante da Chesf derrubado.O que restou, a caixa dágua (até quando?) Ali poderia ser um mirante.(fotos Antônio Galdino)

Cachoeira de Paulo Afonso em Março de 2006 (foto Antônio Galdino)

Cachoeira de Paulo Afonso seca, hoje. (foto Antônio Galdino)

 

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!