15 de agosto de 2022

789 pessoas morrem em 2013 nos mais de 10 mil acidentes em rodovias baianas

Os dezessete mortos em dois acidentes ocorridos nas estradas baianas anteontem poderiam ter sido evitados, se os motoristas não estivessem em alta velocidade, pois este é um dos principais motivadores de acidentes fatais. Por causa das imprudências, a estatística tem aumentado. De janeiro de 2013 a dezembro, a PRF registrou 10.284 acidentes, com 4.703 feridos leves, 1.550 feridos graves e 789 mortos. Já o ano de 2014, o órgão notificou 712 acidentes, com 423 feridos e 71 mortos.

O Superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) George Silva Paim, destaca a alta velocidade, ultrapassagem indevida e ingestão de bebidas alcoólicas como os vilões de mortos e feridos nas estradas.

Independente de percorrer pequenas ou longas distâncias, segundo Paim é fundamental estar atento a situações de perigo que podem ser evitadas com a adoção de alguns cuidados. “Além de se manter sempre atento à rodovia, evitando longas jornadas e o consumo bebidas alcoólicas, os cuidados devem ser adotados até mesmo durante o planejamento da viagem”.

O superintendente acrescentou ainda que no acidente que resultou nos 13 mortos, na BR-110, próximo a cidade de Alagoinhas, o motorista da carreta entrou na pista em alta velocidade, resultando na queda de um trator que era transportado, caindo em cima do ônibus que seguia sentido contrário. “Tudo leva a crer que o excesso de velocidade foi o causador do acidente. Os motoristas precisam redobrar os cuidados nas estradas para evitar tragédias” alertou.

Paim ainda ressaltou que antes de pegar estrada é preciso que os motoristas estejam conscientes de suas condições físicas e mentais. “Ingestão de drogas também tem elevado o número de mortos e feridos. Existem motoristas que se acha está em seu estado pleno depois de ingestão de bebidas alcoólicas ou algum tipo de droga, mas se enganam. Os reflexos ficam prejudicados e em casos de uma rápida freada, certamente ele vai fazer com menos presteza”, relatou. .

Outro ponto importante, segundo Paim, é o uso do cinto de segurança tantos dos passageiros do banco da frente, quanto os de trás. “Aumentou o número de mortes de passageiros do banco de trás, pois eles não usam o cinto de segurança e em casos de batidas, são arremessados contra os da frente e em vários casos, resultam em mortes. Também é preciso estar atentos as condições do veículo para trafegar nas estradas”.

Para o superintendente, é importante verificar as condições dos freios, suspensão, alinhamento, pneus, estepes, sistema de injeção, condições de bateria, faróis e lanternas. Apesar de que algumas verificações possam ser feitas pelo proprietário é importante procurar um especialista para revisar as condições dos freios, suspensão e alinhamento, por exemplo.

Receio na hora de pegar estrada

“Viajar é entregar as nossas vidas nas mãos do motorista. Esperamos sempre que eles estejam em seu melhor estado para estarem atentos aos riscos nas estradas. Eu viajo muito, mas, tenho muito receio, principalmente, quando a viagem acontece à noite”, disse o chefe de reposição de mercado, Sandro Santiago Santos.

Ele estava de malas prontas para seguir viagem para o Rio de Janeiro. “Sei que a viagem é longa demorarei muito tempo viajando e espero que o motorista esteja descansado e atento nas estradas, para que façamos uma boa viagem”, concluiu Sandro, salientando que percebe que o principal motivo de acidentes são as ultrapassagens, aliados ao excesso de velocidade.

“Em uma das minhas viagens, estava em um ônibus de uma empresa particular quando o motorista tentou uma ultrapassagem numa curva. Ele não conseguiu ultrapassar e vinha outro carro na pista e atrás do veículo que ele tentava ultrapassar vinha um veículo de passeio que ao perceber que resultaria em acidente, jogou o carro no acostamento para o ônibus voltar para a sua via. Nesse dia ficamos com medo e até comentamos com os demais passageiros”, concluiu Sandro.

A mesma preocupação, a professora Barbara Ferreira, disse sentir. “A gente precisa viajar e temos que confiar e entregar a Deus para que tenhamos boa viagem. Eu sempre fico atenta as condições dos ônibus e sempre escolho uma empresa séria para evitar transporte clandestino”, reforçou a professora que estava viajando para Conceição do Jacuípe.
 

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