6 de julho de 2022

Projeto de Mário Negromonte cria o Dia Nacional da Baiana do Acarajé

Brasília, 23 de abril de 2009 – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira (23/04) a criação do Dia Nacional da Baiana do Acarajé. O projeto de autoria do líder do Partido Progressista na Câmara, deputado Mário Negromonte deve aguardar cinco sessões para o caso de sofrer alguma emenda. Caso isto não aconteça, o projeto segue diretamente para SER VOTADO PELO Senado Federal.


O Dia da Baiana do Acarajé passará a fazer parte do calendário das efemérides nacionais e será comemorado, anualmente, no dia 25 de novembro.


Segundo a justificativa do projeto, “Em Salvador, já se comemora o “Dia da Baiana” no dia 25 de novembro e o acarajé, comida típica da culinária local, é considerado Patrimônio Cultural da cidade, graças à iniciativa do Vereador Vanete Carvalho. Como a figura da Baiana já está incorporada à cultura nacional e o acarajé é comida apreciada tanto por brasileiros como pelos turistas, estamos apresentando a presente proposição que objetiva instituir, no calendário das efemérides nacionais, o “Dia Nacional da Baiana de Acarajé”, a ser comemorado, também, no dia 25 de novembro.”


Segue a íntegra do projeto.


PROJETO DE LEI Nº , DE 2003
(Do Sr. MÁRIO NEGROMONTE)


Institui o Dia Nacional da Baiana de Acarajé.


O Congresso Nacional decreta:


Art. 1º Fica instituído, no calendário das efemérides nacionais, o “Dia Nacional da Baiana de Acarajé”, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de novembro.


Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO


É fato sobejamente conhecido que a instituição de datas comemorativas constitui elemento de afirmação da identidade cultural de um povo. Ainda mais, quando esta data refere-se à importante figura da cultura popular brasileira, integrante da paisagem urbana da Bahia. Estamos nos referindo à Baiana de Acarajé.


Segundo o antropólogo e historiador potiguar Luís da Câmara Cascudo, na sua obra magistral “Dicionário do Folclore Brasileiro”, Baiana é a indumentária que caracteriza a negra, a mestiça da capital baiana.


Divulgado por meio de fotografias, desenhos, teatro e citações literárias, o traje tornou-se típico, sendo ainda hoje bastante recorrente nos desfiles e bailes de carnaval. As escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro são obrigadas , por regulamento, a terem em seus desfiles um ala completa da baianas, que congrega as senhoras mais antigas da comunidade da escola.


Tradicionalmente, a indumentária da baiana consistia de “chinelas nas pontas dos pés, saia de seda e cabeção de crivo, braços e pescoço desnudos, cheios de pulseiras e cordões de ouro; pendente da cintura, uma enorme penca de miçangas de prata. Torso branco à mouresca; bata (blusa branca engomada) em geral de algodão, às vezes de seda. Brincos de turquesa, coral, prata ou ouro. O balangandã, hoje quase desaparecido, era o principal ornamento”. (CASCUDO, Luís Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 9ª ed. revista, atualizada e ilustrada. SP: Global, 2000, p. 39).


A figura da baiana ficou imortalizada no imaginário popular brasileiro graças à divulgação feita por três importantes personalidades da cultura nacional, a saber: Dorival Caymmi, Ary Barroso e Carmem Miranda.


“No tabuleiro da baiana tem
vatapá, caruru, mungunzá, tem umbu
Pra Ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração, seu amor
De Iaiá
No coração da baiana também tem
Sedução, canjaré, candomblé, ilusão
Pra você..”
(“No Tabuleiro da Baiana”, de Ary Barroso)
“O que é que baiana tem?
O que é que baiana tem?
Tem torço de seda, tem!
Tem brincos de ouro tem!
Corrente de ouro tem!
Tem pano-da-costa, tem!
Sandália enfeitada, tem!
Tem graça como ninguém
Como ela requebra bem…”
(“O Que é que a Baiana tem?”, de Dorival Caymmi)


Carmem Miranda, a pequena notável, popularizou no mundo todo o traje da baiana, ao participar em shows e filmes norte-americanos, produzidos em Hollywood, no contexto da política de boa vizinhança.


Por sua vez, a baiana está associada a importante iguaria da culinária- o acarajé. Segundo Câmara Cascudo, “são bolinhos feitos de massa de feijão-fradinho temperados com cebola e sal. Depois de frito no azeite de dendê, cada bolinho é cortado ao meio e preenchido com recheio feito de camarão seco frito no azeite de dendê, cebola e gengibre ralado.” (CASCUDO, Luís Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 9ª ed. revista, atualizada e ilustrada. SP: Global, 2000, p. 07).


Em Salvador, já se comemora o “Dia da Baiana” no dia 25 de novembro e o acarajé, comida típica da culinária local, é considerado Patrimônio Cultural da cidade, graças à iniciativa do Vereador Vanete Carvalho.


Como a figura da Baiana já está incorporada à cultura nacional e o acarajé é comida apreciada tanto por brasileiros como pelos turistas, estamos apresentando a presente proposição que objetiva instituir, no calendário das efemérides nacionais, o “Dia Nacional da Baiana de Acarajé”, a ser comemorado, também, no dia 25 de novembro.


Deputado MÁRIO NEGROMONTE


Fonte: Assessoria de Comunicação da Liderança do PP na Câmara

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