5 de julho de 2022

Paulo Rangel nega envolvimento com escândalo

Não se observa nenhuma novidade no escândalo – que chega com muito atraso – envolvendo gastos da estatal Petrobrás para financiar a “cultura” das fogueiras juninas na Bahia. De há muito o nome do ex-gerente de Comunicação da empresa, Rosemberg Pinto, aparece como mentor da distribuição de verbas que, também de há muito, se sabia que tinha carimbo político, a princípio destinadas às prefeituras da Bahia e de Sergipe.


 


Agora, a Petrobrás se defende e afirma que o cidadão, que era responsável pela gerência de comunicação do Nordeste, está fora do setor. Hoje, ele assessora a presidência da Petrobrás, no Rio. Se Rosemberg, agora, “está fora”, sem dúvida foi o autor intelectual da estranha descoberta de que fogo dá voto, que queimar fogueira alegra os eleitores que, como é da tradição, as saltam e se tornam compadres.


 


O escândalo explodiu na Assembléia Legislativa da Bahia, chegou ao gabinete do líder petista Paulo Rangel, que teria uma assessor envolvido. As labaredas alcançam a vice-presidente do PT na Bahia e, enquanto isso, a oposição se diverte soltando adrianinos e rojões.


 


As ONGs encarregadas de “contratar” empresas para queimar madeira têm sedes duvidosas, posto que, segundo reportagem, muito bem construída por “A Tarde”, no local ninguém atende. É fantasma, sem dúvida. Com o escândalo da fogueira e como fogo não casa com a estatal do petróleo, é muito provável que o São João do interior baiano fique menos iluminado e os compadres da fogueira comendo milho cozido, ao invés de assados. 


 


O deputado estadual, Paulo Rangel (PT), em contato com o Bahia Notícias, disse que não teme a fogueira que pode queimar envolvidos em supostas irregularidades nos contratos entre a Petrobras e Organizações Não-Governamentais (ONGs) para a realização de festas de São João no interior baiano.


 


Ele afirma que defende que haja uma apuração nos contratos e assegura que não está envolvido no caso. “Eu nunca soube em minha vida que ela (ONG) intermediaria o convênio de prefeituras com a Petrobras e mesmo se houvesse qualquer irregularidade, a responsabilidade é dos dirigentes das entidades. Não cabe aos parlamentares fiscalizar”, defendeu-se. Segundo o deputado, ele assinou 16 projetos de Lei iguais ao questionado, que teria sido para beneficiar uma instituição do Lobato, mas os fatos ocorridos depois não são de sua responsabilidade. Para ele, o uso do fato para criar polêmicas deve ter fins políticos. “Será que querem atingir o PT porque sou líder? Estão ligando muito o caso à festa de São João. O que eu tenho a ver com festa de São João?”

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