6 de julho de 2022

Estrada para Paulo Afonso é apontada como um dos trechos mais críticos

Motoristas devem estar atentos às suas condições físicas e psicológicas ao pegar a estrada. O cuidado deve ser maior por conta do estado das estradas que cortam a Bahia. Alta velocidade, uso de bebida alcoólica, ultrapassagens indevidas, más condições da pista e falta de respeito com as condições de tempo e trânsito são apontados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) como as principais causas de acidentes.


Quem costuma viajar com frequência elenca com facilidade trechos críticos. É o caso do motorista instrutor da Jauá Regional, Ronaldo Ramos. Ele fez um levantamento de vias esburacadas na Bahia por onde os ônibus da empresa costumam passar. Ausência de sinalização e pavimentação e estradas com buracos são as principais ocorrências. Entre os pontos críticos ele aponta o trecho entre Serrinha e Nova Soure (BA-084), seguindo para Tucano, Ribeira do Pombal e Paulo Afonso. A conhecida Estrada do Feijão (BA-052) na região de Irecê, é outro trecho que, segundo Ronaldo, demanda atenção dos motoristas.

“A situação piora a cada dia, o tempo de viagem tem sido prolongado, o risco de acidente aumenta e o motorista mantém um cansaço físico, sem contar a degradação mais rápida do veículo”, diz o instrutor.  A exigência de atenção redobrada sobre pistas ruins se alia a períodos longos de viagens, e o estresse vem como consequência. É o que acontece com motoristas de ônibus. “A gente se sente cansado mentalmente”, diz Neanderson Lima da Silva, 35.

O secretário estadual de infraestrutura, Antônio Carlos Batista Neves, reconhece a precariedade de algumas vias na Bahia. Ele afirma que há projetos e licitação em andamento para recuperá-las. “No geral poderíamos dizer que há boas condições de tráfego. Estamos buscando melhoras”, diz.
Conforme Batista Neves, de 2007 até hoje, 1.300 km de rodovias já foram reconstruídas, 22.050 km recuperados, 1.520 km estão com processo em andamento e mais 1.217 km têm previsão de recuperação. “Até 2010 pretendemos concluir o melhoramento de ao menos 50% das rodovias baianas. Em 2007, 90% estavam em estado ruim ou péssimo”, pontua.

ATENÇÃO –
A chefe de comunicação da PRF, inspetora Mércia Oliveira, afirma que “no geral as condições das rodovias federais estão boas”. Entre os trechos com problemas, ela aponta a estrada para Paulo Afonso, Jequié e Chapada (Itaberaba a Barreiras).

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Saulo Pontes, diz que empresas estão sendo contratadas para fazer o serviço de restauração nos trechos federais em precárias condições. Ele  afirma que há manutenção das 15 rodovias que cortam a Bahia. “Estabelecemos um cronograma e estamos operando e mantendo o equilíbrio”, garante. No caso do trecho da BR-324, entre Salvador e Feira, e da BR-116, intervenções só podem ser realizadas pelo governo até maio, quando a empresa vencedora da licitação assume o contrato de privatização.

Motorista há mais de 30 anos, José C. Santana, 60 anos, diz não confiar muito nas obras feitas pelo governo nas rodovias. “O motorista tem que ter cuidado mesmo e ser prudente porque os serviços que fazem são de tapa buraco e quando chove sai tudo”, opina.


 

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