O caso da jovem de 12 anos que deu a luz a um bebê em Nossa Senhora da Glória, no Sertão sergipano, levanta a questão entre os pais em relação a gravidez precoce em meninas menores de idade.
ENTENDA O CASO – A criança nasceu no dia 12 de abril de 2013, mas só agora o Conselho Tutelar tomou conhecimento do fato e de imediato realizou junto com a família um acompanhamento especial da jovem e do bebê em parceria com o Hospital Regional do município.
O índice de gravidez precoce cresce a cada ano na região e esse não é o primeiro caso registrado na cidade.
AS POSSÍVEIS CONSEQUENCIAS – Se atentando para as mudanças físicas e emocionais, na adolescência à gravidez acrescem também para as questões psicologicas, sociais e falta de apoio que podem torná-la numa experiência traumática e promotora de exclusão social.
O surgimento desta gravidez pode dificultar a relação com os pais, e consigo própria, pela necessidade de inclusão da gravidez e da maternidade, além de seus projetos e interesses de adolescente, podendo ter um receio de alterações no relacionamento com o namorado e com o seu grupo de amigos, e consequente dificuldade em encontrar um espaço para falar dos medos e dúvidas relativamente à situação vivida.
A vida da mãe adolescente e do bebé tendem a ser difíceis devido à sua tendência para o abandono escolar, sendo que sem educação adequada é provável que esta não possua as capacidades necessárias para conseguir um trabalho e conservá-lo, tendo uma maior probabilidade de viver na pobreza.
SAIBA MAIS – A gravidez na adolescência (conhecida também como gravidez precoce), especialmente até aos 16 anos de idade, apresenta riscos físicos, psíquicos e sociais, por vezes graves. As mães adolescentes (menores de 20 anos) têm maior probabilidade de dar à luz prematuramente, correndo estes bebés um elevado risco de problemas de saúde, como baixo peso, sendo também a morbilidade materna e fetal tanto maior quanto menor for a idade da grávida.





