6 de julho de 2022

E que venha 2009

Os resultados das eleições de 05 de outubro trouxeram ao cenário político novos nomes para a gestão dos municípios da 10ª Região. A exceção de Abaré e de Santa Brígida, onde os atuais gestores conseguiram a reeleição, os demais nove municípios tem novos governos desde 1º de janeiro. No caso de Paulo Afonso e de Jeremoabo dois ex-prefeitos retornaram a administração municipal.


É comum todo novo governo reclamar do antecessor e da “herança maldita” e das dívidas por ele deixadas. Em seguida, o “novo gestor” dedica-se a “arrumar a casa” e nomear secretários e assessores, conforme seu modelo de gestão e do plano de governo.


O ano de 2009 está atípico: crise financeira mundial, prefeituras desestruturadas e com dividas a pagar, queda no repasse do FPM, dentre outros desafios, estão a tirar o sono dos novos gestores.
Passados os sustos dos primeiros noventa dias já é hora de sacudir a poeira e seguir em frente.


Para muitos gestores públicos organizar-se, estabelecer metas e prioridades ainda parece algo extremamente difícil. Não vivem a cultura do planejar antes do executar. Pelo contrário: primeiro executam e depois, quando acertam, consideram-se super-gestores. Quando erram, procuram um culpado pelo “fracasso”.


Cada Gestor Municipal é o único responsável pelo sucesso da sua administração. E tudo parte de uma boa estratégia e de um bom planejamento. Quem não sabe aonde quer chegar, não chega a lugar algum, já dizia Sêneca, filósofo grego que viveu 5 séculos antes de Cristo. É preciso que o Gestor Municipal queira e tenha a consciência de que o sucesso ou o fracasso de sua administração está bem longe de apenas nomear uma boa equipe de Secretários e Assessores, receber as parcelas do FPM e outras receitas correntes, fazer o ajuste fiscal (cortar despesas X aumentar a arrecadação), captar recursos, pagar salários em dia, investir em obras, saúde, educação, etc. É lógico que essas ações administrativas são importantes. Mas não se bastam. É preciso fazer mais do que atender aos anseios e demandas da população dentro das limitações da legislação, do orçamento e do “caixa” da Prefeitura.


De nada adianta ter os recursos (sejam eles financeiros, humanos ou operacionais) sem ter os projetos e programas de governo que atendam as reais necessidades das populações. Além disso, o Gestor Municipal não poderá permitir fragmentações nas políticas publicas, nem tão pouco, falhas na operacionalização das ações propostas. Para isso vai ser necessário ter uma equipe unida e motivada. Todos deverão conhecer as estratégias, os planos, os objetivos, para se comprometerem com os resultados.


Por fim, o que se espera dos novos governantes é um modelo de Gestão Pública que integre a boa governança (austeridade nos gastos, transparência, impessoalidade na gestão, objetivos definidos, eficiência, serviços de qualidade, controle dos resultados), com a satisfação das necessidades da população (educação, alimentação, saúde, lazer, participação popular), o desenvolvimento econômico (emprego, renda, crescimento), o desenvolvimento social (cidadania, qualidade de vida, segurança social, respeito às diferenças, erradicação da miséria) e a preservação dos recursos naturais (água, solo, caatinga, biodiversidade).


Qual será o resultado desse esforço de gestão? É só esperar as urnas e comprovar.


 


Anttônio Almeida Júnior é baiano de Paulo Afonso, Médico Veterinário, Empresário, Especialista MBA em Gestão de Negócios, Consultor em Gestão Pública, Agronegócios e em Desenvolvimento Sustentável.

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