5 de julho de 2022

José Raimundo grava Globo Repórter em Paulo Afonso

O Departamento de Jornalismo da TV Globo decidiu inserir no Globo Repórter, importante matéria sobre o Rio São Francisco, da nascente na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até a foz em Pontal do Peba – AL.


 


Para a realização da reportagem foram convidados o jornalista José Raimundo (TV Bahia) e sua equipe composta por Paulino, Carlito e Marcelo. A equipe rodou mais de 6.000 quilômetros desde a nascente até a foz do “Velho Chico”, enfrentando diferentes climas, sol causticante, chuvas, poeira, grotões, péssimas estradas, regiões perigosas e outros contratempos.


 


A equipe visitou as principais cidades ribeirinhas do São Francisco, num relato impressionante e repleto de tudo o que acontece às margens do rio. Sua vida, sua história, suas lutas pela sobrevivência, a força que sempre deu aos pescadores e barranqueiros, a degradação do meio ambiente, como vive o seu povo, o crescimento econômico, o desenvolvimento habitacional, as regiões históricas e turísticas, suas belezas maiores, a navegação, o lazer em suas margens, as áreas irrigadas e, principalmente, a morte do rio através da poluição e do assoreamento.


 


A equipe chega finalmente em Paulo Afonso e convida o jornalista Anibal Nunes para acompanhar os 560 quilômetros restante da reportagem. A parte de Paulo Afonso foi ampliada graças aos vários pedidos e ao empenho do jornalista José Raimundo e do carinho que tem dedicado ao povo de Paulo Afonso e região.


 


As gravações tiveram início dia 30 de novembro, no Raso da Catarina, onde a equipe conviveu com a dura realidade daquela região. Uma viagem de 180 quilômetros (ida e volta), enfrentando 45 graus de temperatura, caatinga, arbustos e muita areia em busca das belíssimas imagens do místico Raso da Catarina e sua gente sofrida como seu Lino, Maria Helena, seu Hercílio, caboclos que vivem da caça e da água que colhem de raízes e batatas de umbuzeiros.


 


As imagens gravadas por Carlito e fotografadas pelo jornalista Anibal, dizem tudo sobre aquela região árida do norte baiano. São formações rochosas impressionantes, castelos de arenito, muralhas inesquecíveis. Verdadeiros cartões postais perdidos no meio da caatinga. Um cânion dentro do Raso, onde ha milênios havia um grande rio.


 


Os caboclos vivem em situação de penúria. A falta de chuvas prejudica a região e deixa o sertanejo sem o sustento necessário. Os filhos, só não padecem de fome e de sede porque os índios buscam na natureza árida e ressequida, o sustento da família.


 


Enquanto Maria Helena, 28 anos, amamentava o último dos seis filhos, conversava com nossa reportagem: “Aqui a vida é difícil. Não temos água nem alimentação. Falta escola para nossas crianças e para os adultos também. Mais de trinta pessoas precisam de escola aqui na Baixa do Chico. Não temos assistência médica nenhuma”.


 


A equipe do jornalista José Raimundo ainda gravava seu Lino captando água do croatá e da batata do umbuzeiro, enquanto as crianças saboreavam, pela primeira vez, alguns cachos de uvas, sanduíches, danone e refrigerantes que Ivanildo, Marcelo Paulino, Zé Mauro e guia turístico Edmilson distribuíram.


Maria Helena conversa com José Raimundo e grava algumas imagens. Repete o texto e manda que a filha de 7 anos Ana Paula diga alguma coisa. Os demais filhos, todos sujos, empoeirados, mas felizes, rodeiam a mãe, brincam com os cães e um carneirinho enjeitado. Todos risonhos: Elaine, Luana, Genivaldo, Sivaldo, Edson e outro no colo.


 


Helena tem mais quatro irmãos: Luzeni, Zé Binho. Jacinto e Maria. Seu marido, Ambrósio, só lhe visita a cada seis, sete, oito meses.


 


O velho Celestino de Barros “Seu Lino”, 68 anos, caboclo remanescente da tribo Tuxá, vive no Raso com dona Aurelina e ainda conta com a companhia do sobrinho Milton Manoel de Matos, pai de 4 filhos com a cabocla Zuzu. Milton acompanhou a equipe da Rede Globo no Raso da Catarina.


 


 


SOBREVÔO NO RASO


 


De volta a Paulo Afonso, recebemos apoio da Chesf para um sobrevôo no Raso da Catarina, nas barragens do complexo Chesf (Itaparica, Moxotó, Paulo Afonso, Xingó, toda extensão do cânion e sobre o rio São Francisco até a foz, sob o comando do piloto Dias Neto. Nossa equipe se deslocou até Aracaju para reabastecer o helicóptero e em seguida retornou para Paulo Afonso. No dia seguinte a equipe seguiu de catamarã sobre o  cânion até o Xingozinho, onde foram registradas cenas do projeto piscicultura e de lá para a Usina de Xingó, Piranhas e Penedo, onde foram encerradas as gravações. O jornalista José Raimundo retornou para a cidade de Juazeiro onde concluiu toda a reportagem para o Globo Repórter sobre o Rio São Francisco. O programa será levado ao ar em janeiro de 99.


 


Para José Raimundo e sua equipe, essa missão será a realização do seu maior sonho, principalmente porque se trata de um programa de alta qualidade e que trata dos problemas que afligem o “Velho Chico”.


 


Nas próximas páginas, um painel das mais importantes cenas do Raso da Catarina, barragens, cânion, margens do rio e cidades ribeirinhas dos estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.


 


Um resumo completo de toda parte filmada na região de Paulo Afonso, os contatos, personagens e fotos marcantes de todos os momentos.


 


Nossa missão foi fielmente cumprida e deve-se à amizade que temos com essa brilhante equipe de jornalismo da Rede Globo: José Raimundo, Carlito, Mauro, Zé Raimundo, Paulino e Marcelo. Os pedido que fizemos a José Raimundo, para que desse prioridad��������±!�� ��

O Departamento de Jornalismo da TV Globo decidiu inserir no Globo Repórter, importante matéria sobre o Rio São Francisco, da nascente na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até a foz em Pontal do Peba

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!

WhatsApp

Conteúdo 100% exclusivo e em primeira mão, que você só vê no PA4!