6 de julho de 2022

Desembargadora veio a Paulo Afonso apurar denúncias contra Jofre Caldas

A titular das corregedorias das comarcas do Interior, a desembargadora Maria José Sales Pereira, esteve na cidade de Paulo Afonso para apurar as denúncias contra o juiz Jofre Caldas de Oliveira, que é titular das varas Criminal e da Fazenda Pública da comarca do município.


 


O magistrado é acusado de pressionar o prefeito de Santa Brígida (vizinha a Paulo Afonso), José Francisco dos Santos Teles, o Padre Teles, para empregar a filha dele e apadrinhados.

Ele também teria assediado a oficial de justiça Marta de Oliveira Carvalho, além de favorecer advogados em decisões judiciais e de ter desviado cestas básicas e de contratar funcionárias em troca de favores sexuais, quando à frente do Juizado Especial Criminal (Jecrim) da cidade.

A desembargadora começou a averiguar as denúncias na última segunda-feira, quando chegou à cidade. Ontem, após conversar com algumas testemunhas, ela retornou a Salvador, mas sem mencionar os rumos da apuração, uma vez que o inquérito aberto contra o juiz corre em segredo de Justiça.

Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Maria José informou apenas que logo vai mandar um juiz corregedor para Paulo Afonso a fim de investigar as acusações. Isso deve acontecer hoje ou nesta segunda-feira. Ainda, de acordo com a assessoria, parece que somente o juiz Oliveira será investigado, deixando o colega Rosalino Almeida, titular da Vara Cível, de fora.

Jofre acusa Rosalino de praticar nepotismo, favorecer amigos e parentes em decisões judiciais, além de usar a casa do Judiciário na cidade de forma irregular e de aceitar passagens aéreas pagas pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).

Também existem denúncias, feitas por Oliveira, sobre possíveis ligações “escusas” do colega com políticos da região.

As denúncias contra o magistrado Jofre Caldas estão sendo apuradas pelas corregedorias do TJ-BA e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foram encaminhadas por meio de depoimentos, cópias de sentenças e contratos.

Relatos de dez pessoas entrevistadas pela promotora Milene Freitas, que relatam as irregularidades, podem ser usadas contra o juiz.

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