7 de julho de 2022

A Crise Econômica Chega ao Brasil

Chega ao Brasil, em definitivo, o peso da crise econômica internacional. O início da nova crise econômica ressurge, nos Estados Unidos, após a ocorrência da grande depressão ocorrida em 1929. A atual crise econômica eclode, no ano passado, nos EUA, inicialmente, nos setores financeiros e imobiliários. O Presidente Barak Obama consciente da proporção que a crise vem tomando no mundo, bem como cônscio da influência e da responsabilidade que a economia americana tem sobre a economia mundial propôs, ao Senado Americano, à aprovação de um pacote de cerca de mais de US$ 800 bilhões de dólares, a fim de serem injetados nos setores atingidos na crise econômica, com escopo de reaquecer sua economia. O presidente americano ainda continua advertindo o mundo no sentido de que “Essa não é uma recessão comum”. “Estamos atravessando a pior crise econômica desde a Grande Depressão”, disse Obama durante entrevista coletiva. Ele citou ainda “Perdemos até agora 3,6 milhões de empregos. Esta crise econômica toma proporções de ordem internacional, a ponto de atingir as grandes economias asiáticas e européias.


Infelizmente, a crise econômica chega brutalmente ao Brasil. Essa é uma realidade que não nos permite ficarmos mais ignorando uma crise dessa magnitude. Os meios de comunicação seja televisivo ou escrito apresentam como os efeitos da crise econômica atingem diversos segmentos da economia brasileira. É bem verdade que o governo LULA vem tentado de todas as formas afastar o fantasma, já real, da crise econômica internacional. Entretanto, os telejornais tipificam outra realidade e apresentam como matérias: “O Brasil está encolhendo também de janeiro a março. Isso faz com que o país entre oficialmente em recessão” (Matéria apresentada pela economista Miriam Leitão, no Jornal Bom dia Brasil, do dia 10/03/2009, citando o entendimento do economista José Roberto Mendonça de Barros). Ainda no mesmo sentido o Correio Brasiliense publica no dia 10/03/09, “Bovespa cai 0,98% e emenda terceiro pregão de perdas”. A Folha online, em 09/03/09, publica que “A indústria brasileira deve fechar ao ano de 2009 no vermelho, segundo estimativas da CNI (Confederação Nacional da Indústria)”.


Para grande parte dos economista brasileiros o quadro econômico para os próximos meses é muito preocupante, a ponto de se pensar até em uma recessão.  Neste contexto, nossa preocupação reside nos reflexos imediatos gerados por esta crise para o agravamento dos problemas sociais, pois o que se vê no dia-a-dia são empresas de grande porte com demissões em massa, fechamento de bancos, queda das ações nas bolsas de valores, além da dificuldade da inserção do trabalhador no mercado de trabalho. Com efeito, com a instabilidade econômica – toda uma cadeia produtiva e de consumo serão afetados, o que se refletirá na queda de arrecadação para o país. Por outro lado, é um engano pensar que a crise econômica só atinge o setor privado. Não é bem assim, pois havendo queda na arrecadação advindas dos tributos; logo, os repasses aos entes federativos serão menores. Nessa linha de raciocínio, entendemos que a União, os Estados Federados, Distrito Federal e os Municípios diminuirão seus repasses, assim como, suas arrecadações.


Assim, diante da grave crise que chega ao Brasil, resta-nos alertar a todos os cidadãos, que tenham cuidado com os financiamentos a longo prazo; que tomem cuidado com os juros do cheque especial e, principalmente, dos juros dos cartões de créditos para que não venham sofrer com os reflexos de juros exorbitantes.


Por outro lado, advertimos aos gestores públicos, principalmente, neste momento de instabilidade financeira, que se resguardem dos gastos públicos exacerbados; que só se utilizem dos gastos necessários, para que não caiam na vala de uma gestão irresponsável.


Por fim, entendemos que o momento é tesão econômica e exige de todos nós precaução e cautela, para que não venhamos sofrer ainda mais ante as dificuldades por nós geradas; Já os gestores públicos, por sua vez, devem se pautar na Lei de Responsabilidade Fiscal e no exercício do princípio da Razoabilidade, para que não torne sua gestão desastrosa, com reflexos negativos para toda sociedade.


 


Jean Roubert Félix Netto


Pós-graduado em Direito Público

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