18 de maio de 2022

Compositor baiano de “Ai, se eu te pego” fala do sucesso da música

Emília Oliveira
[email protected]

Os números impressionam: quase 100 milhões de visualizações no YouTube, sendo a música brasileira mais acessada da história do site, sétimo vídeo musical mais visto no mundo e primeiro lugar nas paradas do iTunes em países como Itália, Espanha, Bélgica e Holanda. Composta há três anos pelos baianos Antônio Dyggs, em parceria com Sharon Acioly – a mesma do hit ‘Dança do Quadrado’, ‘Ai se eu te pego’ tem uma longa história e subiu degrau por degrau a escada para o sucesso. Desde 2008, o hit está na ponta da língua dos feirenses, primeiros a dançarem a coreografia, agora conhecida em todo o mundo.

Classificada pela conceituada revista norte-americana Forbes como fenômeno da internet, ‘Ai se eu te pego’ nasceu de uma brincadeira de Acioly, em uma badalada barraca de Porto Seguro.  “Em 2008 escutei o refrão criado por Sharon para chamar dançarinos no palco, mas não era uma música ainda”, conta Dyggs. Ele achou interessante e começou a compor: “Quando estava com a música pronta liguei para a Sharon e ela gostou. Costumo dizer que fizemos ‘Ai se eu te pego’ juntos, mas em momentos diferentes”.  A parceria dos dois deu tão certo que eles viraram sócios e decidem todos os assuntos relacionados ao hit juntos.

Repercussão mundial
O sucesso, dizem especialistas em música, se dá a uma combinação de elementos: refrão que ‘gruda na cabeça’, letra simples, melodia agradável, coreografia fácil e muitas, muitas repetições. Em entrevista ao portal iBahia, Dyggs, que também é empresário e professor de inglês, revelou que quando compôs a música não imaginou a dimensão que ela iria tomar. “Todo mundo me pergunta se eu esperava tanto sucesso. Te digo que não dava para imaginar que, três anos após compor, ela ia estourar em todo o mundo”.

Dyggs atribui a grande repercussão da música a diversas pessoas. “O sucesso vem desde Sharon, passando por  Meninos de Seu Zé, Cangaia de Jegue e Garota Safada, até chegar em Michel Teló. Também não posso esquecer de Neymar e Cristiano Ronaldo, que comemoraram gols com a coreografia”, analisa.

Na voz de Michel Teló
Em 2011, 4,5 milhões de pessoas assistiram aos 220 shows do cantor paranaense, uma média de 20 mil pessoas por apresentação. No total foram quase duzentas horas dentro de um avião para se locomover entre as cidades, de acordo com dados fornecidos pela produção de Michel Teló. Na voz do cantor de 30 anos, a música quebrou a seriedade de um grupo de soldados israelenses, que dançaram a coreografia num vídeo que causou polêmica em todo o mundo.

Existem também gravações não autorizadas da música em polonês e hebraico. A próxima versão, em inglês, será lançada por Teló até o final de janeiro, junto com um clipe que o sertanejo já está gravando. “Eu faço questão de dizer que Michel telo é um grande parceiro. Ele conseguiu traduzir o que a ‘Ai se eu te pego’ precisava, o espírito da música, e mostrou para o Brasil todo”, elogia Dyggs.

A verdadeira história
A primeira banda a gravar ‘Ai se eu te pego’ foi a ‘Meninos de Seu Zé’, de Feira de Santana, em 2009. “Eles lançaram um MP3 para download e gravaram um CD independente, que fez muito sucesso na região. Todo mundo de Feira tinha a música no celular, era uma febre”, explicou Dyggs. Em março de 2010, o compositor mostrou ‘Ai se eu te pego’ para os músicos da banda Cangaia de Jegue. Eles, então resolveram apostar no hit e gravaram clipe e CD.

No início de 2011 surgiu o interesse da banda Garota Safada, que trabalhou a música em todo o Nordeste. “A partir daí muita gente começou a tocar a música. Até que, num show em Cruz das Almas, Michel Teló ouviu a banda de abertura tocar. Ele gostou e, na semana seguinte, a produção dele entrou em contato com a gente”, revelou o compositor.

Reconhecimento
Dyggs garante que não sente ciúme do sucesso de Teló: “O compositor de verdade sabe que a fama vai para o intérprete. Ter visibilidade entre as outras bandas e as pessoas do meio já é o suficiente para a gente”. Ele afirma ainda que é um prazer ter o reconhecimento do cantor e da produção dele. “Mandei essa música para muitos artistas, baianos e nacionais, mas não obtive retorno. Com Michel Teló foi diferente”, conta Dyggs.

A música já foi gravada “extra-oficialmente” por mais de 350 bandas independentes: “Tenho tudo registrado, mas não dá para ter um controle muito grande”. Até artistas internacionais já manifestaram a vontade de gravar o hit. “Estamos em negociação bem avançada com o Rapper Pitbull”, revela.

A versão em inglês também é de autoria de Dyggs e Sharon. “O Teófilo, irmão e empresário de Teló, nos ligou e falou que o pessoal do iTunes norte-americano queria uma versão exclusiva, uma semana depois entregamos a versão”, contou.

Retorno financeiro
Quando perguntado sobre o retorno financeiro da música, Dyggs desconversou. “As pessoas perguntam se fiquei rico. É impossível te dizer que não estou ganhando nada, mas não é aquilo que as pessoas estão imaginando”. Ele explicou que recebe direitos autorais de diversas formas. “Ganho por execução na rádio, por execução na TV, por execução em show, por merchandising, por CD e DVD do Michel Teló, do Balada Sertaneja, da Garota Safada e pelo iTunes e todos os outros downloads”. Mas ele confessou que boa parte do que ganha, guarda: “É um dinheiro que não dá para ficar milionário, mas dá para ter uma tranquilidade financeira por um tempo”.

A arrecadação dos direitos autorais é realizada através do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), que calcula os valores que devem ser pagos pelos usuários de música, de acordo com os critérios do Regulamento de Arrecadação desenvolvido pelos compositores e editores. “A arrecadação é feita de três em três meses. Como a música está estourada há mais ou menos cinco meses, ainda não recebemos muita coisa”, revelou Dyggs. Ele contou também que a arrecadação na Europa ainda é mais demorada: “Leva de seis a oito meses para ��������±+�� ��

Emília Oliveira
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Os números impressionam: quase 100 milhões de visualizações no YouTube, sendo a música brasileira mais acessada da história do site, sétimo vídeo musical mais visto no mundo e primeiro lugar nas paradas do iTunes em países como Itália, Espanha, Bélgica e Holanda. Composta há três anos pelos baianos Antônio Dyggs, em parceria com Sharon Acioly – a mesma do hit ‘Dança do Quadrado’, ‘Ai se eu te pego’ tem uma longa história e subiu degrau por degrau a escada para o sucesso. Desde 2008, o hit está na ponta da língua dos feirenses, primeiros a dançarem a coreografia, agora conhecida em todo o mundo.

Classificada pela conceituada revista norte-americana Forbes como fenômeno da internet, ‘Ai se eu te pego’ nasceu de uma brincadeira de Acioly, em uma badalada barraca de Porto Seguro.  “Em 2008 escutei o refrão criado por Sharon para chamar dançarinos no palco, mas não era uma música ainda”, conta Dyggs. Ele achou interessante e começou a compor: “Quando estava com a música pronta liguei para a Sharon e ela gostou. Costumo dizer que fizemos ‘Ai se eu te pego’ juntos, mas em momentos diferentes”.  A parceria dos dois deu tão certo que eles viraram sócios e decidem todos os assuntos relacionados ao hit juntos.

Repercussão mundial
O sucesso, dizem especialistas em música, se dá a uma combinação de elementos: refrão que ‘gruda na cabeça’, letra simples, melodia agradável, coreografia fácil e muitas, muitas repetições. Em entrevista ao portal iBahia, Dyggs, que também é empresário e professor de inglês, revelou que quando compôs a música não imaginou a dimensão que ela iria tomar. “Todo mundo me pergunta se eu esperava tanto sucesso. Te digo que não dava para imaginar que, três anos após compor, ela ia estourar em todo o mundo”.

Dyggs atribui a grande repercussão da música a diversas pessoas. “O sucesso vem desde Sharon, passando por  Meninos de Seu Zé, Cangaia de Jegue e Garota Safada, até chegar em Michel Teló. Também não posso esquecer de Neymar e Cristiano Ronaldo, que comemoraram gols com a coreografia”, analisa.

Na voz de Michel Teló
Em 2011, 4,5 milhões de pessoas assistiram aos 220 shows do cantor paranaense, uma média de

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