Francisco Nery Júnior: “A Chesf não será privatizada”

Por REDAÇÃO - PA4.COM.BR | 11 de julho de 2019 às 22:00

Foto: Divulgação.



 

 

Para nós que vimos a Chesf nascer, foi um alívio acompanhar a entrevista do Ministro de Minas e Energia, almirante de esquadra Bento Albuquerque Júnior, na Globo News na última quarta-feira (veja AQUI). Além do alívio, a constatação de alguém altamente comprometido e à altura do cargo.

 

Vimos a Chesf nascer. Em 1948, eu já era nascido. Em 1955, vi a energia de Paulo Afonso chegar a Salvador. Nos anos sessenta, acompanhava com avidez os documentários do doutor Amaury sobre o nosso complexo nos trailers dos cinemas de Salvador. E a partir de 1973, passei a ser parte do grande sonho de redenção do Nordeste.

 

Nada mais consequente, portanto, que ouvir aliviado o ministro enfatizar que a Eletrobras, holding de valor atual estimado em 50 bilhões de reais, do qual a Chesf é parte, não será privatizada no Governo Jair Bolsonaro. A ideia é torná-la uma “corporation” capitalizada onde o Estado será um sócio minoritário. ”O melhor caminho é a capitalização, e não a privatização”, afirmou categórico. O tipo de controle da holding pelo governo e o número de ações para cada investidor se encontram em estudo. A Usina de Itaipu, por ser binacional, e as usinas atômicas de Angra dos Reis, por razões de segurança nacional, continuarão estatais.

 

Francisco Nery Júnior.

A expectativa, segundo o ministro, é que a venda de ações, para a qual não faltam interessados, arrecade 18 bilhões de reais para a União. Baseado no fato que a Eletrobras retém apenas 30% da geração e transmissão de energia no país e que a ênfase para os próximos dez anos será na produção de energia eólica, solar e energia proveniente do gás natural (energia eólica já na casa de 13% da geração nacional), o ministro afirmou “nenhum sentido em a Eletrobras ser estatal”.

 

Outrossim garantiu não haver risco de apagão nos próximos dez anos e anunciou a substituição, dentro de dois anos, do óleo diesel pelo gás natural – que até agora era incompreensivelmente rejeitado – em usinas geradoras com uma redução de custo da ordem de sessenta e seis por cento. O Brasil, segundo o ministro Bento Albuquerque, baseado em publicações especializadas do exterior, será o quinto maior produtor de petróleo do mundo em vinte anos.

 

A construção épica da Chesf, com todos os episódios de verdadeiro heroísmo da parte dos pioneiros, não autoriza ufanismo da nossa parte. Não nos agrada vê-la sair do nosso colo; descaracterizar-se e perder o nosso afago. O que desejamos é vê-la cumprir o seu papel fundamental de geradora de riqueza para o Nordeste e para o país. É a nossa contribuição para o tão almejado desenvolvimento nacional. Nada, vale ressaltar, deve nos tornar menos vigilantes na guarda da integridade de um bem de todos nós. Nada nos fará sermos levados por uma retórica puramente semântica contra os interesses nacionais.

 

Por Francisco Nery Júnior




 

18 pensamentos em “Francisco Nery Júnior: “A Chesf não será privatizada””

  1. Procure saber mais sobre essa capitalização, lei sobre a Embraer e veja se realmente o governo tem algum poder na Embraer, a capitalização é uma privatização mascarada.

    1. Vc é filho de Paulo Afonso? Não deve ser não. Porque se fosse, com certeza saberia que a CHESF criou e mantém, sendo bom ou ruim, o Hospital Nair Alves de Souza, desde sempre. Muitos de nós nascemos lá. Saberia também que a CHESF impulsionou o desenvolvimento e o acesso dos cidadãos a Servicos públicos, concedendo inúmeros imóveis para que os poderes públicos aqui se instalassem (Forum estadual, justiça federal, justiça do trabalho, receita federal, ministério público estadual, ministério público federal, IFBA, UNIVASF, UNEB…etc). Saberia também que a CHESF monitora incessantemente a segurança das barragens, em fim…pelo jeito vc não é filho da terra. Quem é filho da terra de verdade, gente do bem, não torce para privatizar a empresa que tem sua história confundida com a própria história da cidade, e que fez o que uma empresa privada jamais faria. Ao contrário, faz o que a Vale fez em Brumadinho.

  2. Duvido muito que esse governo entreguista preserve alguma estatal! Quem apoia a privatização de eletrobrás tem que estar ciente de que ela privada a energia elétrica vai subir absurdamente pondo em muita dificuldade várias famílias brasileiras que tem o orçamento bem pequeno e aumentando e desigualdade nesse país! “NOVO” GOVERNO COM PRÁTICAS CRIMINOSAS IGUAL AOS ANTERIORES!

  3. Tem que privatirar, onde hj as cidades que a VALÉ e instalada, depois da privatização ela “VALE ” gerou milhares de empregos e tributos para os municípios.

      1. Pois é. Deixa esses manés pensando que as barragens aqui vão ter a mesma manutenção que da CHESF. Empresa privada visa apenas lucro, e o povo que se exploda quando a água jorrar.

  4. Faltou interpretação. O que o Ministro Bento disse é que a empresa será privatizada através da diluição das ações. O modelo utilizado provavelmente será o mesmo da Vale e Embraer, onde o governo ficará com menos de 50% das ações (a quantidade ainda será definida), mas ficará com a Golden Share. Tal ação (golden share) dá certos poderes ao governo, permitindo que este faça intervenções, mesmo sendo acionista minoritário.

  5. Esse tal de “alguém ” é um verdadeiro idiota e um invejoso, invejoso sim por não fazer parte desta tão conceituada empresa! Você “alguém” gostaria muito de estar recebendo seu contracheque com o nome CHESF mas é incompetente por isso tem inveja de nos chesfianos, pessoas bem sucedidas, de bom caráter, em fim somos nós que trazemos progresso para está cidade

  6. Cerca de 65% do meio circulante de Paulo Afonso tem origem na Chesf. A empresa paga ICMS e royalties à Prefeitura Municipal. Não é pouca coisa não!

  7. Isso, Luís Antônio. O governo sempre reterá o maior número de ações preferenciais. Nenhum acionista terá maior número. O ministro deixou bem claro que tudo ainda está sob estudo. Ainda lembrar que temos um Congresso Nacional que faz questão de ser independente. Ainda, o governo atual não é de coalisão como os anteriores. O PSL é um partido pequeno e o governo não tem base sólida no Congresso. Enquanto nós não soltarmos as amarras que impedem o desenvolvimento, o Brasil vai dois passos para a frente e um para trás como enterros de umbandistas subindo a colina do cemitério das Quintas dos Lázaros em Salvador Quando tivermos coragem, vamos no caminho da China que em breve passará os Estados Unidos.

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