Cai presidente da Chesf indicado ainda por Dilma

Por redacao@ozildoalves.com.br (www.pa4.com.br) | 10 de janeiro de 2017 às 11:02

Foto: Ashley Melo / JC Imagem
Foto: Ashley Melo / JC Imagem

 

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) começou a distribuir convites para a solenidade de transmissão de cargo do Diretor-Presidente da Empresa, Sinval Zaidan Gama, nesta sexta-feira, dia 13 de janeiro de 2017, às 17 horas, no auditório do Edifício André Falcão, em San Martin, no Recife.

 

O evento contará com a presença do Ministro de Estado de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

 

O engenheiro pernambucano José Carlos de Miranda Farias assumiu como novo presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), a maior empresa do Nordeste, em junho de 2016, antes do impeachment de Dilma Rousseff, portanto.

 

Miranda foi diretor da EPE – Empresa de Pesquisas Energéticas, nos governos Lula e Dilma.
No final do governo Dilma, foi indicado presidente da Chesf, com quem tem ligação pessoal.
Sinval também é oriundo da Chesf, ligado ao grupo de José Antônio que, por sua vez, é ligado ao ex-presidente José Sarney.

 

“Nada a estranhar que, com o golpe acontecido, houvesse uma alteração dessa presidência. Já se comentava em pequenos círculos”, afirma fonte do Blog de Jamildo.

 
Entre técnicos do setor, o que se fala é que a escolha de Miranda foi pessoal da presidente Dilma Rousseff. Nos bastidores, havia rumores de que o PMDB estava querendo a presidência da estatal.

 

No governo Lula, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) ainda era ministra de Minas e Energia, criou um grupo com representantes das empresas do Sistema Eletrobras. Nele, Miranda representava a Chesf. Esse grupo teve uma atuação importante na criação da Medida Provisória 10.144 de 2003, que depois se transformou na Lei Federal nº 10.848 de 2004, que criou novas regras para a comercialização de energia no País, tirou as estatais de energia do plano de privatização do governo federal e criou a EPE para ser o órgão da União com atribuição de planejar o setor elétrico.

 

Em 2005, Miranda havia assumido a diretoria de Estudos de Energia Elétrica da EPE, ficando na diretoria da estatal quando foi então nomeado presidente da Chesf.

 
Até antes de Eduardo Campos brigar com Dilma, a presidência da Chesf era uma indicação do partido de Eduardo Campos, o PSB. Como em 2014, Eduardo deixou a base aliada do governo, a presidência foi ocupada pelo engenheiro Antonio Varejão, numa indicação do Partido Progressista (PP). Tanto Varejão como Miranda são funcionários de carreira da Chesf.

 

No caso de Miranda, a mudança ocorreu um ano e dois meses depois da posse do presidente anterior, Antonio Varejão de Godoy, que passou a ocupar a poderosa diretoria de Engenharia e Construção, responsável pelas obras da empresa que são investimentos altos. Desde que o PT assumiu a presidência da República, a diretoria de engenharia da estatal foi ocupada pelo também engenheiro José Ailton de Lima, que era então o novo diretor de Operações da empresa. (Com informações do Blog do Jamildo)

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