Abraçando a esquerda na França – encontro com os coletes amarelos. Por Francisco Nery Jr.

Por REDAÇÃO - PA4.COM.BR | 12 de setembro de 2019 às 1:55




 

 

Não foi bem um encontro. Mas certamente foi um abraço. Andando pelas ruas de Toulouse, um encontro casual com a esquerda francesa. Ser esquerdista na França pode parecer um pleonasmo, mas nunca será perda de tempo meditar sobre o que poderia estar motivando o atual movimento dos coletes amarelos. Políticos como Richard Nixon sempre acharam que nunca serão bastantes as concessões. Eles, o pessoal que arvora para si o manto da liberdade, igualdade e fraternidade, agora representados pelos coletes amarelos na França, sempre estarão a querer mais. Talvez a minha leitura, segundo a qual a direita está em posição de conceder, ou simplesmente ceder, à esquerda seja um momento histórico da evolução da humanidade. Poderia ser uma fotografia do momento surgida da câmera do autor.

 

Assim entendendo o momento, bati de frente com uma manifestação dos coletes amarelos no centro de Toulouse. Da minha casa, já tinha tido a oportunidade de ouvir várias vezes o rufar dos tambores e o rugir das suas gargantas. Espetáculo de democracia e direito de expressão, poderíamos escrever. Afinal, se olharmos com cuidado, senão carinho, verificaremos que o mundo ainda é bastante desigual.

 

O presidente francês Emmanuel Macron é banqueiro, teve uma boa formação acadêmica e já foi ministro da economia. Embora muitos o vejam como homem do centro político com queda para a esquerda, a confiança do povão vem diminuindo. As reformas liberais de Macron têm desagradado aos mais pobres que veem o seu poder de compra diminuir. O cinto sempre foi o melhor termômetro da satisfação do povo. Quando a barriga aperta, não há esquema político que sobreviva. Esta afirmação certamente adquire valor agregado ao ser dita do coração da França para o leitor de Paulo Afonso.

 

Assim prossegue o movimento dos coletes amarelos contra o que eles consideram perda de conquistas duramente adquiridas. Iniciado quase que espontaneamente há poucos meses, o seu nome se deve ao fato de ser obrigatória a presença de um colete amarelo na mala de todo veículo francês para fins de sinalização em caso de acidente.

 

O nosso abraço, sem levar em conta a cor do abraçado, significa uma insatisfação latente contra um mundo ainda incompreensivelmente desigual.

 

Francisco Nery Júnior




 

5 pensamentos em “Abraçando a esquerda na França – encontro com os coletes amarelos. Por Francisco Nery Jr.”

  1. A esquerda só sabe reclamar e protestar. Administrar, que é bom. Necas de petibiribas. Quando a esquerda assume o poder, o povo começa a ser desempregado e a migrar, para outros países. Aqui, no Brasil, a esquerda tem voracidade por cargos e verbas públicas. A mamata acabou. Por isto, que estão bastante nervosos e raivosos. Se Dilma continuasse, estaríamos pior, que a Venezuela. O caminho de qualquer país, para se desenvolver, é pela trajetória de centro direita, através da aplicação do liberalismo, na economia.

    1. Caro amigo como esquerda não sabe governar a metade dos governadores do nordeste são de esquerda, governou até pouco o tempo o Brasil por 13 anos. Na americana do sul exatamente na Argentina já está voltando a esquerda , fora outros países que se for citar vai ficar extensa
      a lista. A não ser que o povo seja burro ao ponto de botar os caras lá. Sds

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

  • Telefone: 75 3281.9421
  • E-Mail: comercial@pa4.com.br
© 2015-2016. Todos os direitos reservados.