A igreja aberta – o Vaticano. Francisco Nery Júnior de Roma

Por | 2 de outubro de 2019 às 18:37




 

 

Ontem, cruzei a fronteira entre a França e a Itália. Hoje, saí da Itália e entrei no Vaticano. Indiscutivelmente o clima é outro. Pessoas como um formigueiro, muitas delas cheias do que ensinam os evangelhos, o clima é outro. No Vaticano, território soberano com chefe de estado, a história da Igreja Católica está ao nosso alcance. É como se ela entrasse no visitante, se apossasse dele se o leitor preferir, no momento justo da entrada. O esplendor do lugar se faz sentir. Impossível descrever o Vaticano com toda sua simbologia.

 

Não há cobrança de pedágio. Entra-se e sai da Basílica de São Pedro sem se pagar um tostão. A minha leitura é que a entrada na igreja deve ser gratuita como gratuita é a salvação. Creio ser esta a mensagem. Eu, como um, pagaria com satisfação considerando que há despesas de manutenção. A satisfação aumentaria se a arrecadação fosse destinada aos mais necessitados.

 

Antes do Vaticano, as primeiras visões da Roma dos imperadores: igrejas, monumentos, arcos e muralhas; e o Coliseu! Se a visão do Vaticano encanta, a do Coliseu eleva. Séculos de história, testemunho e fé se revelam. Com testemunho queremos dizer persistência e renúncia. Olhando bem para dentro do Coliseu, dá para ver o sangue dos mártires do cristianismo. A gente imagina a sua chegada em carroças e o seu descarrego nos grandes portões da arena como peças de um espetáculo que só poderia agradar aos néscios. Ouvem-se bem claramente os urros dos leões e o rasgar das carnes dos inocentes. Morreram como cordeiros mudos levados ao matadouro. Morreram a morte do Mestre que bem sabiam o Redentor. Não nos importam os espetáculos de arte e esplendor. Eles sempre existiram em qualquer teatro de qualquer lugar. O que está gravado nas pedras do Coliseu é o martírio dos cristãos primitivos. Sem eles, não teríamos recebido as boas novas.

 

Não posso deixar de confessar a minha surpresa com a recepção que descrevemos nos primeiros parágrafos. Paga-se tudo na Europa. Pagamento de taxas e impostos não é privilégio dos brasileiros. Por que, então, a Igreja não cobra taxa de entrada na Basílica de São Pedro? O que teria influenciado a decisão de não cobrar? De onde teria vindo a orientação? Quem teria decidido a não cobrança?

 

O Papa Francisco não nos autoriza duvidar do seu caráter. As obras testificam a fé. A bíblia assim o diz. A sua pregação em favor dos mais humildes é constante e renitente. Algumas das suas ações têm sido originais. Outras marcantes e surpreendentes. Ele parece querer olhar e ver a sepultura dos seus antecessores bem ao seu alcance. Parece considerar que a glória do mundo é passageira. Parece desprezá-la como bom imitador do Cristo (Francisco rejeitou os aposentos papais tradicionais e mora em um pequeno apartamento de 40 metros quadrados). O Vaticano que acabo de visitar é o Papa Francisco?

 

A pergunta fica no ar. O que poderíamos considerar, para encerramento de conversa, é a proximidade do Coliseu em relação ao Vaticano. Possivelmente o papa tenha bem presente na sua cabeça o que sucintamente descrevemos no terceiro parágrafo.

 

Francisco Nery Júnior de Roma…

 




 

10 pensamentos em “A igreja aberta – o Vaticano. Francisco Nery Júnior de Roma”

    1. Bom dia amigo,
      Você chegou a pesquisar como era a igreja?
      Você já pesquisou como era antes de entrar a idolatria com suas imagens de escultura que o próprio Deus criador deixou nas pedras dos dez mandamentos por Moisés?
      Eu não vou nem estender esse assunto.

  1. Boa noite, por que o senhor não escreve, fazendo um comparativo de Roma, Coliseu e nossos dias atuais, onde inocentes morrem por falta de medicamentos e profissionais médicos , qual a diferença dos que morriam no Coliseu em Roma. O senhor é inteligente, tenha coragem, faça a comparação. Roma, pão e circo.

  2. O professor esqueceu de mencionar.
    O que necessita pagar é o acesso aos museus vaticanos que ao final permitem acessar a capela sistina.
    E que o lucro é esorbitanti,
    O professor esqueceu de mencionar o luxo que ele viu lá dentro esqueceu de mencionar o quanto o ouro brilha na sua pureza diferentemente dos homens que habitam nela.
    O professor quando cita que o papa mora em um apartamento de 40 metros quadrados,
    E quem mora nas vielas, becos, favelas sem saneamentos básicos etc.
    Professor pra quem nunca foi a Itália, Roma,Vaticano,
    Acha muito interessante suas colocações, a falta de conhecimento aprisiona a muitos.
    Você esqueceu de mencionar que o palácio do imperador TITO fica de frente ao Coliseu, esqueceu de mencionar que o apóstolo Paulo foi julgado lá e condenado a morte por pregar o verdadeiro evangelho de Cristo sem idolatria sem intermediários, pregou o Deus criador dos céus e da terra e Jesus Cristo do qual é o caminho a verdade e a vida sem ele, repito sem ele o homen não chegaria a Deus, ele é o único mediador entre Deus e os homens.

  3. Ah, companheiro “pedro”, devo lhe agradecer a oportunidade de dizer que a minha maior satisfação na Itália tem sido andar nas ruas de Roma imaginando que Paulo aqui ficou em prisão domiciliar após ter, como cidadão romano, apelado para César. Aqui ele provavelmente foi executado. Você deve ter lido a carta que ele escreveu (ou ditou) da prisão para os filipenses, salvo engano. Você tem toda razão ao dizer que devemos seguir o evangelho de Cristo disseminado pelo apóstolo “vaso escolhido”, sem rodeios nem acréscimos. Não daria, pedro, para escrever tudo isso na matéria do site. Teria que ser num livro. Você poderia escrever um pouco mais, ouso sugerir. Um abraço.

  4. Muita boa a matéria. Parabéns, Professor. No entanto, no Brasil, católicos de verdade, já iniciaram a campanha: “TIRE O PT DO ALTAR”. Ouvir dogmas de MST, PSOL, PC do B e PT, nos sermões, está por fora. Não dá para ser cristão e comunista, ao mesmo tempo. São coisas antagônicas. O comunismo é ateu e a favor de aborto, ditaduras, fuzilamentos, mentiras, ódio, destruição da família e da sociedade, onde se infiltraram na igreja, para fazer política, com o objetivo de doutrinação comunista e destruição da família e da religião.

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